segunda-feira, 31 de março de 2008

Pesquisa encerrada. Qual o melhor campeonato?

O grande vencedor da pesquisa foi o Campeonato Brasileiro, com 30 votos dos 65 totais. Em segundo lugar ficou o Campeonato Inglês, com 21 votos, em terceiro o Espanhol com 6 e em quarto o Italiano com 5.

O que podemos concluir com essa pesquisa? Primeiro, que o Brasileirão está em alta com a torcida. Acredito que depois que acabaram as viradas-de-mesa, os tapetões e faucatruas que costumávamos ver, o campeonato ficou mais respeitável. A consolidação dos pontos corridos e das vagas às competições internacionais deixou a competição mais disputada e emocionante. O Campeonato Inglês, segundo na preferência, vem ganhando muito espaço, e passando à frente dos concorrentes no últimos anos. O Campeonato Inglês, é memso, hoje, um dos melhores tecnicamente, e principalmente nos quesitos extracampo, como organização e segurança.

Julgamento TJD-PE, 31 de março de 2008.

A sessão de julgamento da 2ª comissão disciplinar envolveu dois atletas bem conhecidos do público, o primeiro foi o atacante Leandro Machado, do Sport, o outro foi o meia Rosembrick, do Santa Cruz. Foram dois julgamentos polêmicos, que necessitaram debates por parte dos auditores.

Leandro Machado foi punido com suspensão de 3 partidas. O atleta foi enquadrado no art. 255, ato de hostilidade, por um atrito que houve entre ele e um atleta do Salgueiro. O lance ocorreu dentro da área, os dois se estranharam e se chutaram. Leandro, caído no chão, ainda foi pisado por outro atleta, que não foi denunciado. Um dos auditores chegou a votar pela desclassificação para o art. 253, aplicando uma pena de 120 dias, outro votou pela pena mínima de 1 partida, mas a maioria acabou condenando o atleta a 3 jogos de suspensão.

Rosembrick foi suspenso por 2 partidas pelo art. 254, jogada violenta. Ficou até barato para o "mago", pois o lance me pareceu, como espectador, um caso de agressão, e não jogada violenta. No lance, o atleta tricolor se sentiu provocado pelo adversário, que passava o pé por cima da bola. Após tentar tirar a bola com o pé direito, o meia desferiu um pontapé com a perna esquerda no adversário. A defesa ainda tentou desclassificar a denúncia para ato de hostilidade, art. 255, que tem uma pena mínima de 1 jogo, enquanto a jogada violenta tem pena mínima de 2 partidas. No fim, os auditores mantiveram a classificação da denúncia e apenaram o atleta com a suspensão de 2 partidas.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Especulações do mundo da bola.

O centro da fofoca futebolística no momento é Ronaldinho Gaúcho. Os jornais espanhóis noticiam as noitadas do Gaúcho e dizem que o Barcelona quer se desfazer do jogador. O Presidente do clube catalão nega, diz que Ronaldinho não sairá do clube. Mas, as especulações emergem frequentemente, uns dizem que o craque pode ir para o Fenerbache da Turquia, disposto a pagar 90 milhões de Euros. Outra notícia é de que o Chelsea deveria ser o destino dele em breve, por 15,5 milhões de Euros. A condição física e as atitudes do atleta já cansaram o técnico e os dirigentes.

Outra especulação é sobre o volante Hernanes, pernambucano, do São Paulo, eleito um dos melhores do Brasileirão 2007. O jogador já apareceu na lista de compras do Barcelona, agora o Milan parece ser o mais interessado, influenciados pelo brasileiro Leonardo. O clube de Kaka e Pato estaria disposto a pagar 8 milhões de Euros pelo atleta. Sou um grande admirador desse jogador, e tenho certeza que ele vai fazer sucesso na Europa, e depois na Seleção Brasileira.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Condenação 12 anos depois.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a CBF, o Fluminense e o Bragantino pela "virada-de-mesa" no Campeonato Brasileiro de 1996. A sentença condena os três ao pagamento de uma indenização no valor de 2% das receitas daquele ano.

Fluminense e Bragantino foram as piores equipes do campeonato nacional de 96, mas alegando um suposto esquema de suborno na arbitragem, envolvendo o ex-presidente da Conaf (Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol) Ivens Mendes, a CBF manteve os dois times na primeira divisão. No ano seguinte o Fluminense caiu de verdade, depois ainda foi rebaixado à série C. Campeão da terceira divisão em 1999, o Flu subiu direto à primeira divisão, que, em 2000, foi substituída pela Copa João Havelange. Nesse bolo subiu também o Nautico, 3º colocado na série C, que aproveitou o embalo para ascender à série B.

12 anos depois. Essa demora do judiciário é até comum. Mas, esse é o exemplo claro de porque o esporte, principalmente o futebol, impede o acesso ao judiciário em detrimento da justiça desportiva. A morosidade da justiça comum não é compatível com as necessidades do esporte. O melhor era que este caso tivesse sido julgado pelo STJD, e após a condenação, ainda em 96, fosse determinado o rebaixamento dos dois clubes.

Veja os videos do Youtube:

O Rebaixamento.


A virada-de-mesa.

"Cai-cai" é punido pelo TJD.

O Atlético de Ibirama foi punido pelo TJD por impedir o prosseguimento da partida. No jogo contra o Avaí, o time perdia por 2 a 0, havia feito as três substituições e três jogadores foram expulsos. Aos 42 minutos do segundo tempo, Diego e Joílson caíram em campo. Por insuficiência de atletas, o jogo foi encerrado. Ficou clara a intenção do time após as declarações dadas pelo Técnico, que admitiu ter mandado os jogadores caírem, mas afirma ter recebido ordens do presidente.

O clube foi punido pelo art. 205 do CBJD.
Art. 250. Dar causa a não realização ou impedir o prosseguimento de partida, prova ou equivalente que estiver disputando por simulação de contusão, por insuficiência numérica intencional de seus atletas ou por qualquer outra forma.
Pena: multa de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e perda de pontos em disputa a favor do adversário, na forma do regulamento, e proibição de participar do campeonato, torneio ou equivalente, subseqüente, da mesma modalidade.


O Atlético vai ficar fora da competição subsequente, a Copa Santa Catarina. Os dois atletas que simularam contusão foram suspensos por 120 dias, o presidente do clube será afastado por um ano. O técnico foi absolvido. Ainda cabe recurso ao Pleno do TJD, depois ao STJD, no Rio de Janeiro.

Veja o vídeo do globoesporte.com:

Internacional vai lançar mais um jovem.

Você sabe quem é Alexandre Pato? Titular do Milan, jogador da Seleção Brasileira e maior esperança para o futuro ataque da canarinha. Lembram da trajetória dele? Bom, não é um currículo extenso mesmo. O garoto foi lançado pelo Internacional de Porto Alegre no Mundial de Clubes, quando tinha apenas 17 anos. O jovem Pato foi uma aposta certeira do colorado, e depois de pouquíssimo tempo foi vendido por muitos milhões de reais ao Milan, da Itália.

Agora, Abel Braga, técnico do Inter, que também era o técnico na época de Pato, vai lançar um novo "produto" no mercado. Trata-se do jovem Éder, atacante, que, segundo o técnico, é um jogador extremamente rápido e de muita qualidade. O garoto deve entrar na próxima partida do Inter pelo campeonato gaúcho. Vamos esperar pelo desenvolvimento do atleta, mas pelo histórico do Inter, podemos prever mais um grande negócio no futuro.

Fonte:
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Internacional/0,,MUL363588-4410,00.html

Londres é a casa do Brasil.

Nos últimos dois anos o Brasil jogou cinco vezes na capital inglesa. Existem dois motivos para esse "fenômeno", o primeiro é a necessidade da seleção jogar na Europa, pois fica mais fácil para os atletas, já que a grande maioria atua no velho continente. Mas, por que Londres? Simples, financeiramente é o local mais vantajoso. Para as empresas que promovem o evento, Londres é a cidade mais rentável para receber os jogos da Seleção Brasileira.

A Liga inglesa é a mais rica do mundo, os estádios têm uma estrutura invejável, grandes e modernos. E como se não bastassem os argumentos financeiros, também podemos mencionar a grande quantidade de brazucas que moram no Reino Unido. E acima disso tudo ainda temos que lembrar que foi lá, na capital inglesa, que surgiu o esporte mais amado pelos brasileiros. Não dá mesmo para criticar a escolha de Londres como a nova morada da seleção, eu bem que gostaria que o time de Dunga jogasse mais no Brasil, mas já que isso não é possível, ver os jogos em campos impecáveis já é um alento, dificil vai ser engolir a canarinha jogando na neve.

Vejam a reportagem do globoesporte.com:

terça-feira, 25 de março de 2008

Zagueiro "baixinho" pode?

O zagueiro Cláudio Caçapa trocou o Lyon, da França, pelo Newcastle, da Inglaterra. E foi na terra da rainha que o zagueiro sentiu a dificuldade e o preconceito por ser "baixinho". Caçapa tem 1,79m de altura, e vem amargando a reserva de jogadores mais altos e mais fortes, Abdoulaye Faye, de 1,87m, e Steven Taylor, de 1,88m. Mas, o brasileiro se defende, ele exalta suas qualidades, na impulsão, velocidade e toque de bola.

O atleta não se arrepende de ter trocado a França pela Inglaterra, e quer convencer a torcida do seu talento. Segundo ele: "Aqui (na Inglaterra) não gostam de jogador que toca a bola, preferem alguém que seja forte e grande. Quero mostrar que não precisa ter essas características para se dar bem".

E você torcedor, o que acha? Tem que ser alto para ser zagueiro? Velocidade conta? Ou você acha que o Caçapa devia tentar a posição de volante?

O zagueiro tem que ser alto para tirar as bolas aéreas. Mas, quando se enfrenta um atacante rápido e habilidoso, velocidade é muito importante. Só uma coisa eu tenho certeza, zagueiro que não sabe tocar a bola entrega o jogo para o adversário.

Mascherano: um "Débi & Lóid" na Inglaterra.

O jornal inglês The Sun apelidou o jogador do Liverpool de "Dumb & Dumber" após a expulsão nada inteligente no clássico contra o Manchester Untd. O mesmo jornal já havia chamado o argentino de "o homem mais burro do mundo".

O volante foi expulso por reclamação, após ver o segundo cartão amarelo, aos 43 minutos do primeiro tempo. Ah, o primeiro amarelo também foi por reclamação, aos 10 minutos. O atleta ainda demorou para sair de campo, teve que ser carregado pelos companheiros. Segundo o "The Sun", Mascherano deverá receber multa pesada da FA (Federação da Inglaterra).

Se no Brasil os atletas fossem expulsos por reclamação, seria um festival de cartões. Lá, Mascherano foi considerado burro. E aqui, são burros ou só mal-educados?

Kleber, do Palmeiras, é suspenso por apenas 3 jogos.

O atleta Kleber, do Palmeiras, foi punido com suspensão de 3 partidas pela cotovelada que desferiu em André Dias, zagueiro do São Paulo. Apesar de denunciado no art. 253, agressão, cuja pena mínima é de 120 dias, a comissão disciplinar desqualificou a ação para o art. 255, ato de hostilidade, que tem pena mínima de 1 jogo. Essa desclassificação é muito comum, pois os próprios julgadores consideram a pena de 120 dias demasiada grave e desproporcional.

Um dos auditores votou pela manutenção da classificação no artigo 253 e apenou o atleta com 120 dias de suspensão, mas foi voto vencido. Mesmo assim, o auditor tentou alertar a comissão do perigo que seria absolver ou punir em outro artigo, já que esta atitude poderia incentivar a violência.

Concordo com o voto vencido. Não vi involuntariedade, não vi disputa de bola, nem menos hostilidade. Para mim, aquele foi um caso claro de agressão, e apesar da pena muito grave, a suspensão de 120 dias seria a mais adequada legalmente. O atleta ainda achou ruin a pena de 3 partidas, por ser primário queria a pena mínima. Mas, além da primariedade os auditores devem levar em conta a gravidade da falta para determinar a pena.

Os tribunais precisam uniformizar as decisões, mas o mais essencial agora é mudar o CBJD e rever as penas. O lance de Kleber não pode ser considerado ato de hostilidade, e sim uma agressão. O grande problema é a pena de 120 dias, totalmente desproporcional, o que leva a uma "impunibilidade".

segunda-feira, 24 de março de 2008

Futebol inglês ou espanhol, qual o melhor?


O diário Marca, da Espanha, faz uma análise interessante sobre o futebol inglês em comparação com o espanhol. A idéia é tentar entender porque os times ingleses e a liga inglesa têm feito mais sucesso que os espanhóis. Primeiro, o valor do futebol inglês, o campeonato mais rentável do mundo, depois o sucesso dos clubes ingleses, com quatro times nas quartas-de-final da Liga dos Campeões.

Alguns fatores são favoráveis ao campeonato espanhol, como uma maior média de gols por jogo e o fato de haver 3 jogadores espanhóis entre os artilheiros do campeonato. Enquanto isso, na Inglaterra, entre os 10 maiores marcadores, nenhum é inglês. Mas, essa mistura foi o que mais contribuiu para o avanço do futebol inglês, que deixou a velha fórmula da bola alçada na área e hoje joga com mais velocidade, habilidade e, principalmente, conjunto.

A maior diferença entre Inglaterra e Espanha está na forma de jogar. Os ingleses têm um futebol de mais conjunto, toque de bola e trabalho em equipe, enquanto os espanhóis dependem muito mais de habilidades individuais como Robinho no Real Madrid ou Lionel Messi no Barcelona. Para tanto deve se destacar o trabalho extracampo, como a manutenção de técnicos e jogadores por um longo prazo, vide Alex fergusson e Arsene Wenger.

O Marca compara, por fim, um atleta que hoje atua pelo Barcelona e há pouco estava no Arsenal, Thierry Henry. "Lá Henry era um jogador fora de série que dava um plus a uma equipe equilibrada. E aqui se converteu em uma estrela a mais de um conjunto que não é equipe, e sim um acumulo de figuras".

sábado, 22 de março de 2008

Corinthians investe nas "minorias".

As "minorias" citadas são: as mulheres, os negros e o meio ambiente. O Corinthians está criando ações para valorizar as "minorias", que são, por vezes, esquecidas. Para cativar as mulheres o timão pretende criar uma equipe de futebol feminino e sonha que esta seja a base da seleção brasileira em alguns anos. A equipe de marketing não descarta a possibilidade de criar uma camisa rosa para elas, mas admite que o investimento no futebol feminino é mais importante. Com relação aos negros, o clube pretende firmar parcerias na África e intensificar o intercâmbio com equipes do continente. Já o meio-ambiente vai depender da pontaria alvi-negra, já que o projeto prevê o plantio de uma árvore para cada gol marcado.

Quem pensou que o Corinthians entraria em crise após a queda para a série B, enganou-se. O clube vem investindo bastante no marketing e explorando o fanatismo e o tamanho de sua torcida para aumentar a arrecadação. O novo investimento, valorizando as "minorias", é mais uma grande jogada, digna de ser copiada por alguns outros clubes do Brasil.

Fonte:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8685

Kassio: um investimento para o futuro.

O jovem meia do Sport, Kassio, é a maior esperança de uma revelação rubro-negra. O atleta, que veio do Santa Cruz após rescindir seu contrato por falta de pagamento, é titular do time há várias rodadas. Kassio é visto como uma promessa e uma esperança de venda e lucros na Ilha do Retiro. O atleta teve seu contrato melhorado, a cláusula penal aumentou, mudou de casa e de vida.

Mas, além de se proteger com uma boa multa rescisória, o Sport investe no seu "produto" para que ele se valorize ainda mais. O meia tem passado por um treinamento físico intensivo, já ganhou 2kg de massa muscular, diminuiu o teor de gordura e vem se recuperando cada vez melhor do desgaste físico pós-jogo. A melhora física é essencial para qualificar o atleta.

Como bem se pode observar, no futebol europeu a força física é tão importante quanto a técnica. Vejam os exemplos de Ronaldinho, Robinho, entre outros, que ganharam muita massa muscular após se transferirem para a Europa. O futebol do velho continente exige essa condição física do atleta. Por isso, o investimento na força do jovem Kassio é excelente para a sua valorização. Se a intenção do clube é vendê-lo para a Europa, esse investimento vai, com certeza, aumentar o preço do jogador.

Torcida mal-educada: quem paga é o clube.

O Olympique de Lyon foi multado em 5 mil francos suíços (4.941 dólares) porque torcedores usaram laser para tentar atrapalhar o adversário. As imagens mostram uma luz verde em Cristiano Ronaldo, do Manchester Untd, antes e durante a partida. O clube foi punido por atitude anti-desportiva de sua torcida.

O Atlético de Madri recebeu uma multa de 30 mil francos suíços (29.640 dólares) "devido ao disparo de fogos de artifício pelos espectadores, distúrbios entre os torcedores e falta de organização" durante o jogo contra o inglês Bolton Wanderers. O Bolton, que venceu aquela partida e enfrenta o Sporting na próxima rodada, foi multado em 10 mil francos suíços (9.881 dólares) devido a "distúrbios na torcida verificados no mesmo jogo".

Gostei muito desta notícia, pois sempre defendi que os clubes devam ser punidos pelos atos praticados por seus adeptos. Se a torcida não sabe se comportar, então esse clube não pode participar de competições oficiais. Punir o clube também é punir a torcida, e aquele amor que dizem ter pelo clube pode ser o canal principal para impedir os atos de vandalismo.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Bebida proibida nos estádios do Rio Grande do Sul.

A Assembléia Legislativa do RS decidiu, por 29 votos a 17, proibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios e ginásios do estado. A proibição aplica-se às praças com capacidade para mais de 5 mil pessoas e destinadas a eventos de esporte profissional. A proibição já é adotada nos estádios do Mineirão (Minas Gerais), Maracanã (Rio de Janeiro), Pacaembu e Morumbi (São Paulo). Na Europa a proibição é bastante comum, e a FIFA não permite a venda de álcool nos estádios da Copa do Mundo.

É uma forma de diminuir a violência, pelo menos essa é a intenção. Quando Justice Popplewell fez seu relatório sobre a violência nos estádios, o que determinou as ações inglesas contra os hooligans, e se tornou um dos manuais sobre o combate à violência, ele citou o banimento do álcool como uma das formas de prevenção. Mas, o autor também destacou os prejuízos, principalmente financeiros, aos clubes por essa proibição. E agora nós temos que avaliar o custo-benefício de tal medida.

O álcool, apesar de não originar a violência, desempenha um papel importante na sua incitação, despertando sentimentos e retirando o auto-controle. Mas, é uma medida que previne a violência dos vândalos ao estilo hooligans, não tendo tanto efeito naqueles que agem organizadamente em bandos. O facto é que a violência provocada pelos grupos organizados não é causada pelo abuso de álcool, algo muito comum entre os vândalos ingleses. Os grupos organizados agem com sentimento de posse e revolta não advindos do álcool, mas simplesmente do agrupamento e organização do bando.

Acredito que no Brasil, como a violência é causada essencialmente pelas torcidas organizadas, banir o álcool não seria uma solução. Seria, com certeza, um prejuízo enorme para os clubes, que já passam por sérias dificuldades financeiras.

(Os dois últimos parágrafos foram retirados do artigo que escrevi sobre violência de torcidas na Universidade de Coimbra em março de 2007)

quarta-feira, 19 de março de 2008

Mais uma polêmica no regulamento do Campeonato Pernambucano.

À medida que o campeonato avança, as polêmicas surgem. Antes mesmo de começar a competição, todos já criticavam a falta de clássicos e o sistema de pontos corridos em grupos. Como se não bastasse, eis que surge mais um reclamação, agora com relação aos classificados à série C do Campeonato Brasileiro. São 3 vagas destinadas aos melhores colocados que não estejam nas séries A e B. O problema é que o regulamento destina essas vagas aos melhores colocados na classificação geral, independente do clube estar no hexagonal "da vida" ou "da morte".

Quando souberam da regra, os clubes que estão no hexagonal de cima, que enfrentam os melhores clubes do campeonato, inclusive Sport e Náutico, reclamaram bastante e demonstraram seu inconformismo. Já o Porto, líder do hexagonal do rebaixamento, mostrou-se bastante otimista com a possibilidade de conseguir a vaga na série C do brasileiro, mesmo enfrentando os piores clubes do campeonato estadual.

É mais uma pérola do regulamento. Como pode um clube que ficou entre os seis melhores e enfrenta agora as melhores equipes do estado disputar uma vaga contra um clube que não conseguiu classificação e luta contra o rebaixamento junto com os piores times da competição? Mais uma vez os responsáveis alegam que o campeonato é em pontos corridos, mesmo tendo grupos separados.

Mais uma incoerência do regulamento. Só brigam pelo título as equipes que disputam o segundo turno (hexagonal "da vida"), e só podem ser rebaixados os que estão no hexagonal "da morte". Mesmo com a separação entre melhores e piores do 1º turno, todos ainda brigam pela vaga na série C. Mais uma regra a ser explicada pela FPF. Boa sorte a eles, pois eu não consigo pensar em nenhuma explicação plausível para esse absurdo.

Torcidas Organizadas proibidas em São Paulo.

A Federação Paulista de Futebol proibiu a entrada nos estádios das torcidas organizadas, Mancha Alviverde do Palmeiras e Torcida Independente do São Paulo, até o fim do campeonato paulista. A federação atendeu ao pedido do Ministério Público que noticiou o comportamento nocivo dessas torcidas quando do encontro dos dois times em Ribeirão Preto no último domingo. As duas torcidas entraram em confronto após o clássico, e quando a polícia tentou intervir foi agredida pelos vândalos.

Apóio a decisão da federação e acredito que pode ser uma medida a ser copiada em outros estados. A proibição às torcidas organizadas não pode ser vitalícia ou imotivada, mas quando um fato concreto como este ocorre, há razões suficientes para uma proibição, e esta vedação só diz respeito ao campeonato estadual, principalmente por causa da competência local da federação. Mas, outras federações estaduais podem copiar a idéia, sempre que torcidas organizadas causarem tumultos, praticarem crimes e criarem ambiente hostil, devem ser proibidas de entrar nos estádios.

Mas, os mais interessados devem ser os clubes, porque são eles os mais prejudicados pela violência dessas torcidas. Por isso, são os clubes que devem procurar efetivar tal proibição. O clube, sempre que uma torcida organizada causar violência, deve proibir a entrada desses vândalos por um certo período de tempo. Quando a violência acabar os clubes verão um aumento considerável nas rendas dos jogos.

Fonte:
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Palmeiras/0,,MUL355905-4403,00.html

terça-feira, 18 de março de 2008

Campo de guerra futebolístico.

Muita gente critica o art. 253 do CBJD, que pune a agressão com uma pena mínima de 120 dias. Eu sou uma dessas vozes, acho a pena desproporcional, principalmente comparada à pena mínima do art. 255, ato de hostilidade, muito usado para substituir o artigo da agressão, que prevê uma pena mínima de 1 jogo apenas. No TJD-PE tentamos não usar o art. 253 pois é uníssono o pensamento de que a pena é desproporcional. O CBJD é falho em diversos aspectos, mas principalmente na valoração das penas, e merece uma revisão urgente.

Porém, algumas vezes parece que 120 dias é pouco, em alguns casos o atleta deveria ser banido do esporte. A violência não pertence ao futebol, e cabe a todos nós impedir que ela avance. E enquanto o artigo de agressão prevê pena mínima de 120 dias, o art. 254, jogada violenta, prevê pena mínima de 2 jogos. O problema é que muitos atletas, na desculpa de que visam a bola, praticam jogadas mais perigosas e violentas do que qualquer cotovelada.

Veja o vídeo do Youtube e tire suas próprias conclusões:

Concorrência pela TV do Brasileirão.

A Record deixou a disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para o triênio 2009 a 2011. Com isso, a Rede Globo ficou sozinha na "concorrência" para a TV aberta. Os executivos da Record reclamaram da forma como foi proposta a concorrência, já que o Clube dos 13 concedeu à Globo o direito de cobrir qualquer proposta. O contrato entre a atual detentora da transmissão e o C13 prevê um direito de preferência, por isso a emissora teria o direito de cobrir a oferta da rival.

A concorrente, Record, queria que a disputa fosse com propostas em envelopes fechados, onde a maior proposta levaria o contrato. Mas, com as regras estabelecidas pelo C13, ficou muito dificil para a Record concorrer com a Globo, já que qualquer proposta poderia ser empatada, e no empate a Globo teria preferência. As reclamações têm sentido, afinal, a concorrência ficou comprometida, inviabilizou as investidas de novas emissoras, garantindo o monopólio da Globo, que deve pagar cerca de 400 milhões de reais pelo contrato.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Rioarena: esportes x música.

A Rioarena, antiga Arena Multiuso no Pan do Rio de Janeiro, agora patrocinada pelo banco HSBC, vai investir mais em shows musicais do que esportes. Só nesta temporada os eventos esportivos previstos devem ser apenas 25% do total. Na estréia do novo patrocinador a arena vai receber o show de Seal, depois será a vez de Ozzy Osbourne e Rod Stewart. A arena foi projetada para receber grandes competições esportivas, coisa que está em falta no Brasil. Apesar do grande público que o futebol atrai, em outros esportes o público e a rentabilidade não são suficientes para manter uma arena como esta.

A obra custou R$ 129 milhões aos cofres da Prefeitura do Rio. Para ter o direito de administrar a instalação, a GL Events paga R$ 269,6 mil mensais ao município.

Fonte:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8616

Maus-tratos em busca de um sonho.

22 meninos, sendo uma criança, 19 adolescentes e dois jovens de 18 anos, foram retirados de duas casas em Belo Horizonte, onde sofriam maus-tratos em busca do sonho de ser jogador de futebol. Os jovens foram aliciados por um suposto empresário e pagavam cerca de R$1.500 para ter uma chance de participar de seleções em clubes de Minas Gerais e São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, Silvio Luiz Araújo, que está preso sob suspeita de estelionato e maus-tratos, é o responsável pelos alojamentos. Ele não aparece no site da Fifa como agente credenciado.

E a maioria desses jovens ficou chateado por não conseguirem a oportunidade de passar por testes, para eles, o Sr. Silvio era um homem que os estava ajudando. A vontade de vencer no esporte e a esperança de melhorar de vida impulsionam crianças de todo o país, além de seus pais. A descoberta dessas casas pode ser o ponto de partida para que as autoridades vejam o futebol amador com o cuidado necessário, principalmente quando se trata de crianças. O Misnistério Público do Trabalho investiga os grandes clubes de Minas para assegurar as condições dos aspirantes a atleta.

Está na hora de abrir os olhos para o problema. As crianças do nosso país merecem mais do que um fio de esperança de serem atletas profissionais. Empresários inescrupulosos e mercenários, clubes sem estrutura e a preocupação necessária com a formação. Falta educação, higiene, alimentação adequada, além de todos os problemas que permeiam o amadorismo do futebol brasileiro. Está na hora de perceber que os clubes formam mais do que atletas, formam seres humanos.

Coisas do mundo jurídico.

Acreditem se quiser, nenhum clube foi punido pelo caso da bomba que estraçalhou a mão de um torcedor em Santa Catarina. O processo resultou em absolvição. Nem os responsáveis pelo estádio, nem o clube da torcida agressora, ninguém foi punido. Enquanto isso, copos de ceveja arremessados ao gramado, sem atingir ninguém, são motivos para uma punição de perda de mando de campo de dois jogos.

Há quem diga que os clubes foram absolvidos por terem tomado todas as medidas necessárias para reprimir a violência (não parece). Outros dizem que o motivo da absolvição foi o fato do rojão ter sido arremessado para a própria arquibancada e não o campo de jogo. Mas, nenhuma argumentação será suficiente para retirar a revolta que causou tal decisão. A responsabilidade é do clube ao qual pertence aquela torcida, independente do mandante. E esta responsabilidade não pode ser excluída com argumentações jurídicas, pois no fim, o que importa são os fatos, e esses fatos são inegáveis, afinal, o torcedor perdeu a mão, e os agressores foram presos.

O mundo jurídico causa espanto até no desporto.

Veja o vídeo no YouTube:


Comemoração polêmica: o chôro de Bala.

A comemoração do atacante do Sport, Carlinhos Bala, gerou muitas polêmicas após a vitória rubro-negra no clássico contra o Náutico, principalmente devido às declarações do cantor Nonô Germano no programa Lance Final da Rede Globo Nordeste. Nonô não gostou das provocações de Bala na comemoração e disse que aquele gesto poderia incentivar a violência. Mas, o cantor acabou sendo impertinente e incoveniente, quase ofendendo o atleta que também estava no programa, deixando os apresentadores desconfortáveis.

Recebi uma matéria do Blog Toca-do-leão, que repudia as declarações do artista. Mas, o que deve ser analisado não é apenas as declarações de Nonô, ou apenas os gestos de carlinhos Bala, temos que pensar se aquela comemoração foi mesmo ofensiva ou capaz de incentivar a violência. Atrevo-me a expressar minha opinião. Não acredito que a comemoração do atacante seja capaz de incitar a violência, foi apenas a repetição de um "moda" nas comemorações e reflete a irreverência do jogador. Mesmo assim, talvez seja bom manerar nas provocações, apesar de saudável, a rivalidade pode, muitas vezes, sair do campo de jogo e inflamar os torcedores.

Leia a matéria de Mariana Maia no Blog Toca-do-leão:
http://tocadoleao-sport.blogspot.com/2008/03/comemorao-x-chro-de-perdedor.html

sábado, 15 de março de 2008

As medidas da FIFA.

A organização máxima do futebol divulgou um pacote de medidas para moralizar o esporte. A FIFA mostrou quais são as suas preocupações e até citou o caso Corinthians/MSI, numa estorinha clássica de lavagem de dinheiro. São nove medidas a serem aplicadas, mas não vou comentar todas, escolhi apenas as que acredito serem mais significativas para o futebol brasileiro.

1. Interferência de terceiros.
Essa medida já foi adotada pela FIFA ao criar o art. 18A no Regulamento de Transferência de Jogadores. O artigo proibe que terceiros interfiram na transferência de atletas, como aconteceu no caso Corinthians/MSI, onde ninguém sabia quem era o verdadeiro “dono” dos atletas. Isso se aplica também aos casos de cessão de direitos econômicos, muito comuns hoje, onde um investidor compra uma percentagem do atleta para ter um retorno maior na hora da transferência. Mas, a regra já existia e ainda não era aplicada no Brasil, nem houve qualquer manifestação da CBF a respeito.

2. Novas regras para agentes de jogadores.
Agora os agentes credenciados deverão renovar sua licensa regularmente, para que eles comprovem estar atualizados sobre as novas regras da FIFA. Além disso, as penalidades foram reforçadas. Mas, no Brasil, a maioria dos “empresários” de futebol não são agentes credenciados, apesar da CBF e FIFA proibirem esta atuação clandestina.

3. Código eleitoral.
A FIFA quer evitar interferências nas eleições das federações nacionais, protegendo a imparcialidade e a democracia. Mas, bem que esse código podia prever uma proibição aos “mandatos vitalícios”. Quem sabe um dia a CBF sairá das mãos de Ricardo Teixeira. E a FPF, será que vai ter que cumprir esse código também?

4. Criação de tribunais.
Após a bem-sucedida instalação da Câmara de Resolução de Litígios, a FIFA resolveu levar este “tribunal” para as federações nacionais. Estas câmaras serão responsáveis por julgar as disputas entre atletas e clubes. Com isso os casos não serão mais submetidos à justiça do trabalho, e poderão, finalmente, serem julgados com a celeridade e competência necessária ao esporte.

Além dessas medidas há: a implementação de um sistema eletrônico para registro das transferências, o que deve dar mais segurança, transparência e agilidade às transações; um sistema de alerta preventivo contra as apostas ilegais; concessão de licença mundial de clubes, para saber quem são os acionistas das entidades; acordo de colaboração entre associações e governos.

Agora, é sentar e esperar o resultado.

sexta-feira, 14 de março de 2008

São Paulo e Warner Bros.

O campeão brasileiro firmou uma parceria com a empresa americana, e lança nesta segunda feira uma linha com mais de 100 produtos licenciados. São produtos de cama, mesa e banho, além de itens de festas de aniversários, brinquedos, papelaria e artigos domésticos em geral, como xícaras, talheres, panelas, tapetes e até mesmo uma churrasqueira portátil.

O contrato tem duração de 3 anos e já rendeu ao São Paulo uma verba de R$ 2,9 milhões. Além disso, o clube paulista receberá 50% do que for arrecadado com a venda dos produtos. Além do São Paulo, a Warner tem parceria com outros clubes como o Barcelona e o Manchester Untd.

Mais uma grande jogada do departamento de marketing tricolor. O clube mostra o seu profissionalismo e ganha elogios dos executivos da Warner: "O São Paulo se mostrou um parceiro sólido, ético e comprometido, o que contribui positivamente para a nossa parceria".

Fonte:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8612

quinta-feira, 13 de março de 2008

Clássico - Uma lógica empresarial peculiar.

Estou publicando novamente um texto que escrevi em 19 de setembro do ano passado, pouco antes do clássico dos clássicos nos Aflitos, mas aquele pelo Campeonato Brasileiro da série A. Peço desculpa aos que já leram, mas é um bom momento para oferecer este texto aos novos leitores. Agora, mais do que nunca, devido à campanha preocupante do Santa Cruz, esse texto se encaixa bem à nossa realidade.

Quarta-feira, 19 de setembro de 2007.
especial para o Blog do Torcedor.

O futebol é um mercado, e os clubes são empresas rivais. Mas, esta rivalidade destoa da lógica comercial clássica, onde as empresas lutam para derrubar os concorrentes e serem a líder e, quem sabe, a única, no mercado.

No futebol esta lógica é diferente, afinal, precisam-se de dois times para realizar uma partida. Os rivais são também parceiros, a luta é para ser o número um, e não o número único. O que seria do Sport sem o Náutico, o que seria do Santa Cruz sem esses dois?

Os clubes são adversários dentro de campo, mas devem ser, de certa forma, parceiros fora dele. E isto realmente ocorre, veja o caso do Santa Cruz de Kuki e Fábio Saci. O objetivo é fortalecer os adversários para valorizar os campeonatos.

Um campeonato forte precisa ser equilibrado também. Imaginem um campeonato pernambucano com os três grandes na 1ª divisão, o público seria maior, o interesse das televisões seria maior e o campeonato lucraria mais, assim aumentaria as receitas de patrocínio e público. Mas se apenas um ganha bem e os outros lutam contra a falência, teremos campeonatos sem emoção.

Na lógica do futebol a incerteza do resultado é que dá a emoção ao espectador, sem esta o jogo não teria o mesmo interesse. Se antes mesmo do campeonato pudéssemos apontar o campeão baseado na sua folha de pagamento, o esporte perderia a magia, perderia o público, perderia os contratos de patrocínio, ou seja, iria à falência. Imaginem se o São Paulo vence este ano, e o ano que vem, e mais um, e se torna unanimidade e um campeão certo todos os anos. Seria o fim do Campeonato Brasileiro.

Diferente das demais empresas, no futebol, um clube não vive sem seu rival. O Hiper viveria bem sem o Carrefour, o Jornal do Comércio sem o Diário de Pernambuco. Agora imaginem um campeonato pernambucano só com o Sport, ou apenas o Náutico disputando o título, seria frustrante e desinteressante.

É por isso que torcer contra o adversário, quando não estão em briga direta pelo título, é torcer contra você mesmo, é torcer contra o próprio futebol, contra nosso estado e nossa tradição. A rivalidade é apenas dentro de campo, vencer é apenas conquistar 3 pontos.

Mas, para o torcedor, o clássico é mais do que um jogo de futebol, é a chance de ganhar uma aposta com o colega de trabalho, a chance de usar a camisa na faculdade, a chance de passar o resto da semana zoando com seus amigos. Afinal, nesta cidade de tanto futebol, somos todos rivais, mas somos todos parceiros e somos todos irmãos.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Três países se candidatam a sediar o Mundial de Clubes.

Até o ano passado o Mundial de Clubes era realizado sempre no Japão, mas a FIFA decidiu acabar com essa hegemonia nipônica para abrir candidatura a outros países. E três já demonstraram interesse, Austrália, Emirados Árabes e o próprio Japão. As sedes das competições de 2009 e 2010 será anunciada em 27 de maio.

Gostei muito da notícia, assim a competição poderá rodar o mundo. Quem sabe um dia o Mundial de Clubes seja realizado no Brasil. Talvez, mais perto da Copa do Mundo, quando tivermos estádios melhores, poderemos sediar uma competição internacional desse porte. Seria um bom teste para o desafio maior, a Copa do Mundo de 2014.

Também foi divulgado o valor dos prêmios da competição em 2008, que ainda acontecerá no Japão. O vencedor leva pra casa cerca de R$ 8,4 milhões e o vice embolsa R$ 6,7. Do sétimo ao terceiro o prêmio varia entre R$ 850 mil e R$ 4,2 milhões. Os representantes continentais só serão conhecidos durante o ano de 2008, dentre eles estarão o campeão da Taça Libertadores da America e da Liga dos Campeões da Europa, sempre favoritos para fazer a final da competição.

Fonte:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8595

Santa Cruz é denunciado ao STJD.

O técnico Adolfo José Lima Neves foi denunciado ao STJD após a partida do Santa Cruz contra o Fast/AM, na Ilha do Retiro, pela Copa do Brasil. O tricolor venceu aquela partida por 1 a 0, mas o resultado não foi suficiente e o Santa acabou eliminado da competição. Ao fim da partida, segundo a súmula do árbitro, o técnico teria proferido palavras como "ladrão" e "safado", sendo contido pelo policiamento.

O técnico Fito Neves será julgado no dia 14 de março pela infração tipificada no art. 187, II, ofender moralmente árbitro ou auxiliar em função, cuja pena é de 30 a 180 dias. A suspensão por prazo se aplica a todas as competições, assim, se condenado, o técnico coral não poderá ficar no banco de reservas do Santa Cruz no Campeonato Pernambucano. É mais uma má notícia para acrescentar à crise coral.
Fonte:

Major League Soccer.

Já ouviu falar da MLS? Essa é a liga de futebol profissional dos Estados Unidos. Não se sinta mal por não conhecer a MLS, afinal, a liga não tem nenhuma expressão no cenário futebolístico internacional. E nem nos EUA ela faz sucesso. Como a maioria já sabe, futebol não esporte de americano, para eles o esporte mais popular é o baseball, mas esse você mal conhece.

Existem vários motivos para a rejeição do público americano ao futebol, é só ver as características dos outros esportes praticados na América do Norte. Basquete, futebol americano, hóquei e baseball são os esportes mais populares na terra do tio Sam. São partidas com muitas paralizações e muitos pontos, bem diferentes do futebol. E a MLS resolveu aceitar a rejeição dos nativos e investir na imagem internacional, a partir de 2008 a liga investirá em jogadores estrangeiros e na transmissão dos jogos para outros países. O principal garoto-propaganda da liga é o inglês David Beckham, que joga no Los Angeles Galaxy.

Se o mercado americano abrir de vez a porta para os estrangeiros poderá ser uma grande oportunidade para jogadores brasileiros. A Europa caminha no sentido contrário, tentando barrar a invasão sul-americana, por isso, se a MLS se valorizar, poderá ser um campeonato interessante para os brasileiros de segunda linha, já que os craques vão continuar indo para a Europa mesmo. Olho aberto dos agentes e aulas de inglês para os atletas.

terça-feira, 11 de março de 2008

Meu time de futebol.

Um grupo de brasileiros resolveu seguir o exemplo do "My Football Club", onde um grupo de internautas comprou o clube Ebbsfleet Untd, da quinta divisão da Inglaterra. A proposta é reunir 50 mil sócios para comprar um clube da segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Além dos sócios virtuais, que pagarão R$78,90 anuais, o grupo já negocia com patrocinadores para atingir a meta de R$ 8 milhões. O grupo pretende concretizar a compra ainda este ano, e já conta com 1.500 inscritos no site.

"Um dos conceitos mais importantes é que todos os membros terão um objetivo único e comum ao entrar e tomar as decisões, que é o sucesso do time. Assim, não haverá segundas intenções dos membros em ganhar dinheiro, algo que poderia desvirtuar o princípio do projeto", disse Vicente Di Cunto, idealizador do projeto, ao site Máquina do Esporte.

Eu já fiz minha inscrição, vamos ver se vai dar certo mesmo.

Confira:
http://www.mtdf.com.br/

Faltas demais ou de menos.

No Brasil reclama-se que há faltas em demasia. Não que nossos atletas sejam violentos, mas nossos árbitros "amarram" demais os jogos e dão faltas que não existem. O que já criou uma geração de jogadores cai-cai. O futebol brasileiro está ficando lento e chato. Há mais tempo de bola parada do que de bola rolando em nossos campeonatos. É só assistir aos jogos europeus que vemos a diferença na atitude dos árbitros. E se não mudarmos isso, o Brasil caminhará para um triste fim, o do futebol "sem-graça".

Enquanto isso, na Europa, os jogadores estão reclamando que os juízes apitam faltas de menos e não punem os jogadores violentos. Cristiano Ronaldo já disse que irá mudar seu estilo de jogo, vai deixar de driblar para preservar sua saúde. Kaká já reclamou que apanha demais, e todos os atletas mais habilidosos vêm sofrendo com os "brucutus" dos gramados europeus. O presidente da FIFA já disse que quer ver os violentos fora de campo, e pede aos árbitros mais rigor na punição. Afinal, cartão vermelho e amarelo servem pra isso mesmo.

Fica a dúvida, existe uma arbitragem perfeita? Será que é possível deixar o jogo correr e ainda assim coibir a violência? Talvez, num mundo perfeito.

Fonte:
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Campeonatos/0,,MUL344328-4843,00.html

Os 11 jogadores mais "burros" da Inglaterra.

O jornal inglês "The Mirror" escalou o time dos jogadores mais "burros" do país. E a lista é muito interessante, vai desde furtos até masturbações na internet. Tem de tudo nessa lista, mas eu vou mencionar apenas os casos mais interessantes. Você pode conferir a lista completa no site do globoesporte.com, tem um link lá em baixo.

Bradley Wright-Phillips: O jogador do Southhampton foi flagrado pelas câmeras de segurança de uma boate roubando dinheiro e celulares das bolsas das garçonetes que trabalhavam no local.

Robbie Fowler: Ídolo do Liverpool, o atacante comemorou o gol da vitória sobre o rival local Everton fingindo "cheirar" uma linha do campo. À época (1999), Fowler via seu nome envolto em boatos sobre o uso de drogas.

Joey Barton: Foi parar na cadeia por agredir um torcedor de seu clube, o Newcastle, de 15 anos de idade.

Confira a lista completa:
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Campeonatos/0,,MUL345316-4843,00.html

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sócio-torcedor rende R$ 5 milhões ao Grêmio (?).

O Grêmio divulgou os resultados da nova campanha de sócio-torcedor do clube. Segundo o departamento de marketing tricolor, o clube arrecadou em um mês, R$5 milhões, isso contando as mensalidades, aluguel de cadeiras e estacionamento. Com cerca de 50 mil adesões, o carro-chefe do marketing gaúcho foi um sucesso em termos financeiros.

Mas, o site Máquina do Esporte investigou esses valores e revelou que os números não são exatamente estes. Seriam 50 mil sócios, sendo 43 mil adimplentes, onde 29 mil são sócio-torcedores e gastam R$ 25 por mês, enquanto os outros 14 mil associados pagam R$ 50. Além disso há 10 mil locatários de cadeiras, que têm uma mensalidade de R$ 100, mesmo valor pago mensalmente para o aluguel de cada um dos 200 boxes de estacionamento disponíveis no Estádio Olímpico.

Fazendo as contas, o clube gaúcho teria arrecadado cerca de 2,44 milhões de reais, metade do que fora divulgado pelo clube.

Fonte:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8508

Diego vence disputa com a Nike e assina com a Adidas.

Depois de uma batalha judicial, o meia Diego, do Werder Bremen, conseguiu a liberação do contrato que tinha com a Nike e poderá começar a calçar as chuteiras da Adidas. O jogador obteve uma decisão favorável em sede recursal no Tribunal de Amsterdã após ter sido processado pela fabricante norte-americana. O contrato entre Diego e Nike já havia terminado, mas a empresa possuía preferência na renovação, porém, o brasileiro decidiu pela alemã Adidas, que além de oferecer mais vantagens financeiras tinha um projeto para desenvolver a imagem do atleta.

Um caso semelhante ocorreu com o argentino Lionel Messi, do Barcelona. O argentino também teve que lutar na Justiça para trocar a Nike pela Adidas. A multinacional norte-americana chegou, inclusive, a cobrar uma multa de 5,5 milhões de euros pela suposta quebra de contrato, mas o jogador ganhou a causa.

Fonte:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8557

Denúncia de fraude no Fluminense.

A polícia está investigando um suposto esquema entre o Fluminense e o Banco Rural que visava burlar a justiça do trabalho para evitar o pagamento de dívidas trbalhistas. Um dossiê que denunciava a fraude foi encontrado por acaso pela polícia. Os documentos estavam no fundo falso de uma maleta do comissário de bordo Daniel Gustavo Pereira de Jesus, de 22 anos, que caiu ou foi jogado da janela do apartamento 1.216 do Hotel Pestana, Copacabana.

Segundo a denúncia, os acusados usavam contas fantasmas para movimentar o dinheiro que entrava no clube. Assim, para a justiça trabalhista, as contas do Fluminense tinham sempre um saldo negativo. O presidente na época era David Fischel, que negou as acusações mas admitiu que era muito difícil administrar o clube. "Você tinha penhora, ações trabalhistas, que bloqueavam as contas. Volta e meia, tinha problema. Era um processo complicado" disse o ex-presidente tricolor.

As dívidas trabalhistas são muito comuns no meio do futebol. Mas, a culpa não é da justiça, nem dos credores, a culpa é da má administração dos clubes, que aliando a incompetência com a corrupção gera esta dificuldade administrativa e um rombo nos cofres.

Blatter pede penas mais severas.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, anunciou que vai pedir uma punição ao zagueiro Martin Taylor, autor da dura entrada que quebrou a perna do atacante Eduardo da Silva do Arsenal da Inglaterra. O brasileiro naturalizado croata vai ficar afastado dos gramados por nove meses. O presidente estuda uma possível sanção, e uma das opções é que o agressor fique suspenso até que Eduardo volte aos gramados.

No Brasil, o CBJD prevê no art. 255, que trata de agressão, no §2º, uma suspensão equivalente ao tempo de recuperação do lesado. Só podendo voltar a jogar, o agressor, após a total recuperação do agredido. Mas, este artigo trata de agressão, e no caso de Eduardo houve uma jogada violenta, que se enquadraria no art. 254 do CBJD, que não prevê tal pena.

A intenção de Blatter não é punir todos os atletas com uma suspensão tão drástica, mas tentar diminuir a violência dentro de campo. Ele diz que não quer ver em campo jogadores que destrocem a carreira desportiva de outros. Afinal, apesar de adversários durante as partidas, os atletas são, acima de tudo, colegas de profissão.

Propostas de Platini.

O presidente da UEFA, o ex-jogador Michel Platini, tem duas propostas interessantes para o futebol. A primeira é aumentar o número de árbitros para 5. A segunda é limitar os salários dos atletas.

Platini diz que dois árbitros a mais poderiam ajudar muito o árbitro principal, pois com três pessoas tem havido muitos problemas. Segundo Platini, os árbitros não podem ver tudo, e com 34 câmeras no estádio, elas podem ver tudo, o que só gera polêmicas e problemas para o futebol. A idéia de aumentar o número de árbitros já havia sido apresentada pela FIFA, a intenção é colocar mais dois assistentes próximos à linha de fundo.

Quanto aos salários, Platini disse que não quer criar um teto, mas limitar os salários a uma percentagem das rendas. "Se o Real Madrid fatura 300 milhões de euros, deveriam destinar apenas 52 por cento aos salários dos jogadores para dessa forma proteger ao clube. Muitos clubes gastam mais do que têm", disse o presidente da UEFA. Não parece que o Madrid ou outros grandes clubes estejam passando por uma dificuldade financeira, mas a proposta é válida para barrar a inflação nos salários dos atletas. No Brasil esta atitude poderia ser interessante, afinal, todos sabemos que os clubes brasileiros, em sua maioria, gastam mais do que arrecadam.

FIFA X Investidores.

Leu o post anterior? Se não leu, pode ir lá e voltar aqui depois. Pronto.

A FIFA criou recentemente uma regra sobre esta cessão de direitos econômicos. É o art. 18 do regulamento sobre transferência de atletas. O artigo diz que nenhum clube firmará contrato que possibilite a terceiros interferir nos assuntos laborais e transferências, relacionados com a independência, a política ou a atuação da equipe.

A FIFA não proíbe a cessão de direitos econômicos, que é um instituto do Direito Civil. Mas, procura limitar esta ação dos investidores ao simples ato de investir. Assim, aqueles que comprarem uma percentagem sobre a futura venda do atleta não poderão interferir no valor da venda ou no clube para onde se transferiria o jogador. A intenção é louvável, preservando a relação entre clube e atleta. Mas, essa regra ainda não é respeitada na prática, principalmente no Brasil.

Enquanto crescem os investidores também crescem os problemas. Os clubes acabam se tornando reféns dos empresários e perdem o poder de direção sobre seus atletas. Um caso que reflete bem isso é o de Thiago Neves, hoje no Fluminense. Após inúmeras cessões, o Paraná Clube, que detinha os direitos federativos do atleta, ficou sem nenhum poder na hora da sua transferência, o que levou o caso à justiça. No meio de tanta confusão houve contrato com o Palmeiras, vários empresários atuando ao mesmo tempo, uma verdadeira confusão.

O Brasil está descobrindo os investidores, falta apenas aprender a controlá-los, para que não se tornem donos dos atletas.

sábado, 8 de março de 2008

Investindo no futebol.

A cessão de direitos econômicos dos atletas se tornou um fenômeno no mercado financeiro. O fundo de investimentos DIS, do empresário Delcir Sonda, comprou 30% dos direitos de Breno, ex-zagueiro do São Paulo, por 250 mil dólares. Alguns meses depois o atleta foi vendido para o Bayern de Munique, o que rendeu aos investidores 5.7 milhões de dólares. Um lucro de 2180%.

Mas a DIS não está sozinha nesse mercado, apesar de ainda ser um investiemto pouco explorado. Empresas como a Traffic, de São Paulo, e a MDF, de Minas Gerais, já descobriram os benefícios de comprar parte dos direitos econômicos dos atletas. Agora a luta é para vencer o preconceito e a desconfiança, principalmente depois do caso MSI/Corinthians, acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O mercado é emergente, afinal 1200 atletas foram transferidos para o exterior em 2007. Há dez anos esse número não chegava a 300. Agora, além dos tradicionais mercados europeus, os ucranianos, russos e turcos, além de muitos outros, possuem capacidade financeira para comprar os novos talentos brasileiros.

O lucro desse investimento é o que mais chama a atenção. Comparando o retorno que a DIS obteve na venda de Breno com a rentabilidade de outros investimentos, temos um resultado impressionante. Analisando o mesmo período: a poupança rendeu 4%, ações da Vale 40%, e da Petrobras 75%. Investimento no jogador Breno 2180%.

A DIS não pára, e já comprou 66% dos direitos econômicos de Thiago Neves, meia do Fluminense. A empresa pagou 1,5 milhão de dólares e espera-se que ele seja negociado por, no mínimo, 15 milhões de dólares. O Blog do Torcedor noticiou hoje que o Milan estaria conversando com o clube carioca para ter o jogador após a Libertadores.

Parece mesmo um bom investimento. Algém tem 1 milhão de dólares para me emprestar?




Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0913/financas/m0153606.html

Direito de imagem x Direito de Arena.

Algumas pessoas ainda pensam que esses dois institutos são, na verdade, a mesma coisa. O TST vem provar o contrário. Em um processo envolvendo o Internacional de Porto Alegre e um ex-jogador do clube, o Tribunal Superior do Trabalho decidiu que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Com isso, o atleta recebeu mais de R$ 2 mil reais por jogo, por causa do direito de arena.

Explicando: O Direito de Imagem trata-se de direito personalíssimo e negociado diretamente entre o jogador (ou a empresa que o detém) com a entidade desportiva, por meio de valores e regras livremente estipulados entre as partes. Diz respeito, normalmente, à imagem do jogador fora do campo, em albuns de figurinha, ingressos, pôsters, etc.

O Direito de Arena é aquele previsto no art. 42, parágrafo 1º, da Lei 9.615/98 (Lei Pelé) e decorre de participação do atleta nos valores obtidos pela entidade esportiva com a venda da transmissão ou retransmissão dos jogos em que ele atua. Com isso, o clube deve pagar aos atletas, no mínimo, 20% do que recebem na venda dos jogos para a TV. Assim, digamos, se a Globo paga 10 milhões ao clube, 2 milhões devem ser destinados aos atletas.

Com esse entendimento o TST condenou o Internacional ao pagamento do direito de arena, no valor de R$ 2.048,52 por cada jogo disputado pelo atleta. Uma vitória para o direito desportivo, que finalmente começa a ver os direitos de arena e de imagem diferenciados. Ainda hoje há muitos juízes que ignoram esta diferença, mas com a decisão deste caso o entendimento deve ser expandido ao casos semelhantes.

Leia:
http://campodesportivo.blogspot.com/2008/03/atleta-do-internacional-ganha-direito.html

sexta-feira, 7 de março de 2008

Futebol Interior desmascara Juca Kfouri.

O Extracampo reproduziu recentemente as acusações de Juca Kfouri e do Blog do Paulinho sobre corrupção no site Futebol Interior. Hoje, divulgo a reação dos acusados, que além de negar as acusações, incriminam o Juca Kfouri e seu "laranja", Paulinho. Segundo o site, o jornalista teria manipulado correspondências, interceptado emails e adulterado seus conteúdos para criar a denúncia.

Meu amigo João Marcelo Neves, autor do Blog Campo Desportivo e colunista do Futebol Interior, me falou do caso e enviou-me as matérias sobre os crimes de Juca Kfouri. Depois de muitas acusações de todos os lados, tento me manter imparcial, mas divulgo as notícias e declarações importantes sobre o futebol e a imprensa esportiva do Brasil, sem puxar a sardinha para lado algum.

O Futebol Interior já denunciou o crime à policia. Agora, depois de investigaçãoes, o inquérito policial e a decisão da justiça é que dirão quem são os verdadeiros criminosos nesse escândalo. Não torço para ninguém, a não ser pela justiça.

Leiam:
http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=35461

http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=35436

http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=35541

http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=35539

(Pesquisa) Qual competição você prefere?

Resultado:

Campeonatos estaduais (Pernambucano, Baiano, Paulista) 18 (32%)

Campeonatos regionais (Copa do Nordeste, Rio-São Paulo, Sul-Minas) 37 (67%)

O resultado não foi surpresa. Ao ouvir a opinião dos leitores ficou claro de que muitos consideram os estaduais competições prejudiciais aos maiores clubes do Nordeste. E uma competição regional bem estruturada pode ser a solução para melhorar as receitas e fortalecer os clubes.

Leia:
http://extracampo.blogspot.com/2008/02/estaduais-ou-regionais.html


Má distribuição de renda no futebol.

A má distribuição de renda é um dos principais problemas do país, e responsável por gerar outros tantos problemas à sociedade. Pois bem, no futebol isso também ocorre, e não é pouco. Desde as receitas dos clubes até o salário de atletas e treinadores. E esta diferença parece bem acentuada quando comparamos as regiões do país. Na verdade, é melhor nem comparar, só para não revoltar.

O Náutico está atrás de um aumento na cota de televisionamento do Campeonato Brasileiro. Afinal, convenhamos, R$ 3 milhões para disputar uma competição como esta não é cota, é esmola. Enquanto isso, o Sport ganha R$ 12 milhões, só porque faz parte do Clube dos 13. Já o Flamengo, time de maior torcida no Brasil, recebe R$ 28 milhões. Quer uma distribuição de renda pior do que essa?

A atual distribuição das cotas é prejudicial ao futebol brasileiro. Até aceito que clubes de maior torcida recebam mais, mas sou contra, acredito que a verba deveria ser distribuida igualmente entre os participantes. Afinal, a TV compra o campeonato inteiro e não os jogos dos times A ou B. Também vejo a presença do C13 nessas negociações como prejudicial. Fazer parte desse "clube" não deveria ser um critério para aumentar ou diminuir as cotas dos clubes.

A disparidade econômica entre os clubes do Nordeste e do Sudeste são perceptíveis também nos salários. Enquanto Carlinhos Paraíba ganha R$ 10 mil no Santa Cruz, Rodrigo Tabata, reserva do Santos, cotado para vir para o Náutico, recebe R$ 100 mil por mês, motivo que deve inviabilizar a vinda do meia. Nem me atrevo a falar de salário dos técnicos, já que em São Paulo há treinadores que ganham 400 ou 500 mil reais.

A cada ano fica mais dificil para os pernambucanos competirem no mercado contra os clubes do sul, agora contra os clubes do interior paulista também. Mas, com esse baixo custo, o futebol pernambucano pode ser um terreno mais fértil para patrocinadores, principalmente em competição nacional. Há uma grande exposição da marca por um valor menor às empresas. Quem sabe um dia o mundo vai descobrir as vantagens de se investir no futebol do Nordeste.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ministério Publico x Náutico.

O MP de Pernambuco entrou com uma ação civil pública contra o Clube Náutico capibaribe. O motivo é a confusão que aconteceu no jogo contra o Sport, nos Aflitos, em 5 de fevereiro do ano passado. O promotor pediu uma indenização ao Náutico por ter infrigido as normas do Estatuto do Torcedor e do Código de Defesa do Consumidor. No jogo os torcedores do Sport foram obrigados a entrar no estádio pelo meio da torcida alvi-rubra, houve muita confusão, brigas e um prejuízo irreparável para a imagem do futebol pernambucano.

O advogado do Náutico, em entrevista hoje à rádio CBN, disse que o promotor estaria atrás de publicidade, que não há mais nada a se discutir no caso. Logo após a confusão houve uma reunião entre o MP e o clube, foi solicitado um termo de ajustamento de condutas, mas o Náutico negou-se a assinar. O clube afirma que já resolveu todos os problemas, que aquele foi um caso isolado e não vai voltar a acontecer. De fato, as confusões daquele jogo não aconteceram mais, e esperamos sinceramente que tenha sido um fato único na história do futebol pernambucano.


Veja o vídeo da confusão no Blog do Torcedor:
http://jc.uol.com.br/blogs/blogdotorcedor/2007/02/06/index.php#1967

Escalação obrigatória de jovens na Colômbia.

A Copa Mustang na Colômbia possui uma regra interessante. Os times são obrigados a escalar, no mínimo, um atleta sub-19. A intenção, claro, é forçar a renovação do futebol colombiano, obrigando os clubes a investirem cada vez mais na formação de atletas. Claro que a regra gera polêmica, e tem técnicos que sacam os garotos do time aos dez minutos de jogo. Mas, quem quiser escalar mais de um jovem ainda tem benefício, poderá levar um substituto a mais para o banco de reservas.

A medida é bastante controversa, mas é bem interessante. Não aconselharia para o futebol brasileiro, apesar de muitos clubes estarem atrasados na qualidade da formação de atletas. É preciso incentivar o investimento em categorias de base, mas o incentivo deve ser financeiro, o que atrairia mais a atenção dos clubes e não uma escalação obrigatória. Alguns já investem pesado na formação de novos craques, e esses clubes são mesmo os mais bem sucedidos do país. Mas, se a lógica estiver correta, veremos clubes colombianos brilhando num futuro próximo, é esperar para ver.

Fonte:
http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=292

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ministro admite mudanças na Lei Pelé.

Clubes e federações estão fazendo pressão sobre o governo, em especial o ministro dos esportes, Orlando Silva. E na reunião que fizeram em Brasília já houve um consenso, de que a lei precisa mesmo mudar. A maior preocupação é com os jovens jogadores brasileiros, que mal deixam as fraldas e já são transferidos para o exterior.

“O próprio Edson Arantes do Nascimento, em reunião conosco, também se manifestou favorável à revisão da Lei Pelé. Nosso objetivo é proteger os clubes que formam atletas, que hoje saem do Brasil muito cedo”, afirmou Orlando Silva. O presidente do Senado também admitiu que as mudanças são necessárias para evitar o êxodo cada vez maior de atletas para o exterior.

Mas, garantir a permanência desses jovens não é tarefa fácil. Há duas idéias no projeto, uma é aumentar o tempo do primeiro contrato, de 3 para 5 anos, outra é diminuir a idade mínima que hoje é 16 anos. Mas, essas mudança, se acontecerem, não devem mudar a realidade. Mesmo com um contrato de 10 anos, ainda haverá a cláusula penal, e os grandes clubes da Europa podem pagar. Além disso, o que a maioria dos clubes brasileiros quer é o retorno financeiro, por isso não deixarão de vender as jovens estrelas. Já um contrato de trabalho com menores de 16 anos é impossível, inconstitucional e absurdo, afinal, trabalho infantil é crime. A solução é criar o contrato de formação, como um contrato de aprendizagem, que já existe na legislação portuguesa.

Leia:
http://extracampo.blogspot.com/2008/02/como-evitar-o-xodo.html

Justiça anula eleição no Vasco.

Essa Eurico Miranda perdeu. Em segunda instância os desembargadores decidiram anular a eleição do conselho deliberativo do Vasco, realizada em 13 de novembro de 2006, e determinou que uma nova eleição seja feita em 30 dias, a partir daí será cobrada multa diária de R$ 30 mil. Ainda cabe recurso ao STJ, e o derrotado, tranquilamente, já sinalizou que irá mesmo recorrer.

Enquanto Eurico se preocupa com o recurso, o seu opositor, Roberto Dinamite, comemora a decisão da justiça. Agora, a oposição começa a convocar os torcedores-sócios para comparecerem na provável eleição. Segundo a denúncia, a primeira eleição havia sido fraudada pelo candidato da situação, o próprio Eurico. Na hora da eleição apareceram mais pessoas do que aquelas aptas a votar. Só espero que a nova eleição seja conduzida com seriedade, e que vença o preferido da torcida, mesmo que seja uma estrela do Orkut.

terça-feira, 4 de março de 2008

Eurico Miranda vence a Google Inc. na justiça.

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, processou e ganhou, ao menos por enquanto, a empresa Google Inc. responsável pelo site de relacionamentos Orkut. O problema são as inúmeras comunidades que existem contra o cartola vascaíno como a "Eu odeio Eurico Miranda", além de perfis falsos e muitas mensagens que difamam o queixoso. Além do Orkut, a decisão estende-se também ao You Tube, administrado pela mesma empresa. Assim, os sites terão que retirar do ar todo o conteúdo ofensivo.

Eurico não é o primeiro a ganhar uma batalha contra Orkut e You Tube. Apesar da idéia de liberdade que os sites passam aos seus "clientes", a estória não é bem assim. Os direitos devem ser respeitados e a internet não pode ser usada como instrumento de divulgação de ofensas. Mas, isso não vai ser suficiente para limpar a imagem do poderoso cartola do Vasco da Gama.

O processo continua, a decisão favorável foi apenas na antecipação da tutela. Ainda há muito processo para rolar.

Jetep contabiliza 98 ocorrências no primeiro turno.

O Juizado Especial do Torcedor fez um balanço das atividades no primeiro turno. Foram 98 ocorrências registradas em 18 jogos realizados no Recife. Dentre estas há 81 registros relacionados às torcidas organizadas, 8 cambistas, 7 torcedores isolados e 2 ações cíveis. O número nem chega a surpreender, apenas corrobora a idéia de que as torcidas organizadas são mesmo uma ameaça à paz no futebol. Foi bom saber também que pelo menos alguns cambistas foram processados, esperamos mais ações do Jetep nesses casos.

A criação do Jetep foi uma grande idéia e tem dado muitos resultados. A violência tem diminuído e os arruaceiros estão sendo punidos de forma mais rápida e efetiva. Porém, ainda estamos longe do ideal, apesar de estarmos no caminho certo.

Fim da parceria entre Santa Cruz e Ricardo Rocha.

A RT Prosports, empresa do ex-zagueiro Ricardo Rocha, que tinha uma parceria com o Santa Cruz na gestão do futebol profissional, não agradou a muitos torcedores e dirigentes, assim, a parceria foi encerrada. Quando começou, o projeto da empresa e do clube era contratar atletas de qualidade para formar um elenco, já que o Santa Cruz havia perdido grande parte dos atletas que estavam no time rebaixado à série C.

O problema da parceria foram os atletas trazidos para o clube. Apesar de Ricardo Rocha ter conseguido muitos atletas para o Santa, formando um grupo grande onde antes haviam poucos atletas, os jogadores não renderam o suficiente. Agora, disputando o hexagonal do rebaixamento no Campeonato Pernambucano, a cúpula coral resolveu buscar reforços diferentes, já que os trazidos pelos parceiros não agradaram nem um pouco. Porém, o fim da parceria não pode ser considerado um bom sinal, apesar de não ter conseguido os resultados, o Santa terá que melhorar esse grupo para disputar o Campeonato Brasileiro, e muitas contratações estão previstas, dessa vez sem a ajuda do ex-jogador coral.

Tabela do pernambucano criticada.

A tabela do Campeonato Pernambucano de Futebol também está sendo criticada, ou você pensa que isso é privilégio do regulamento? Além dos vários jogos marcados para a capital pernambucana no mesmo horário, ainda há uma reclamação do técnico Roberto Fernandes do Náutico, pois o clube disputará os dois últimos jogos fora de casa.

O problema na coincidência dos jogos de Sport, Náutico e Santa Cruz já está sendo resolvido, um vai jogar no sábado, e os dois que atuarão no domingo terão os jogos em horários diferentes. Mas, quanto à queixas do técnico alvi-rubro, só com boa-vontade da FPF isso poderá mudar. Entendo que a crítica é válida, principalmente quanto ao penúltimo jogo, que deveria ser nos Aflitos. Já a partida final, Roberto Fernandes não tem do que reclamar, afinal, o último jogo deveria mesmo ser entre o 1º e o 2º colocado, logicamente na casa do 1º. Isso já era óbvio, mesmo antes de saber quem seria o campeão e o vice do primeiro turno.

Nomeação no T.J.D.

O advogado Fernando Tasso, autor do Blog Extracampo, foi nomeado assessor da presidência e defensor dativo, além de participar da comissão que irá elaborar o novo regimento interno do T.J.D.

Essa nomeçaão faz parte de um projeto inovador do Tribunal de Justiça Desportiva do futebol pernambucano. O objetivo da nova gestão é ser profissional e moderno, com várias ações voltadas ao crescimento do tribunal, sua imagem e credibilidade. Em breve será criado o site do T.J.D., além de uma agenda com cursos e palestras sobre o direito desportivo.

T.J.D.: Julgamento de 03-03-2008.

Além de muitos outros jogadores, profissionais e amadores, foram julgados os atletas: Marcelo Heleno do Santa Cruz, Romerito e Carlinhos Bala do Sport. Além dos atletas José Xavier Costa do Central e Damião da Silva Ferreira do Porto, num caso importante, onde ambos foram apenados com 120 dias de suspenão por agressão (art. 253 do CBJD) no clássico matuto.

Marcelo Heleno foi julgado por ter ofendido moralmente o árbitro Eduardo Alcântara (art. 252). Segundo a súmula, o atleta teria dito ao árbitro: "seu bandido safado, veste logo a camisa do Ypiranga, ladrão". Isso depois de o jogo ter terminado, mesmo assim, o atleta recebeu o cartão vermelho, e depois de expulso o atleta ainda tirou a camisa com a intenção de colocá-la no árbitro, sendo contido pelos companheiros. marcelo Heleno ainda teria dito: "Bota essa bandido, essa é melhor". E os auditores, por unanimidade, decidiram condenar o atleta em 2 jogos de suspensão, por ser primário.

Romerito foi julgado por ato desleal (art. 250) e foi punido com a pena mínima de 1 jogo de suspensão. A defesa ainda tentou alegar, através de vídeos inclusive, que os dois cartões amarelos teriam sido injustos. Mas, a tese da defesa não foi acatada, tendo o tribunal considerado ambas as faltas como desleais.

Carlinhos Bala havia sido denunciado no art. 255, por praticar ato de hostilidade. As imagens trazidas pelos advogados do Sport mostraram que o gesto de Carlinhos não foi agressivo nem de hostilidade, o que levou à absolvição do jogador. Mas, o relator ainda fez questão de orientar o atleta para que tome mais cuidados com os gestos, já que podem ser interpretados de forma errada, principalmente pelos árbitros, que não possuem o recurso do vídeo.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Matuzalém aproveita a "brecha" da lei.

A "brecha" no caso é o artigo 17, a lei é o Regulamento sobre Transferências da FIFA. Segundo a norma: o "Período Protegido" corresponde a três Épocas ou anos a partir do início do contrato assinado antes dos 28 anos, se assinado após o 28º aniversário o período será de 2 anos. Após o período protegido o atleta poderá rescindir o contrato sem pagar a Cláusula Penal, a indenização seria calculada pela CRL (Câmara de Resolução de Litígios da FIFA) levando em conta critérios previstos no mesmo art. 17º.

O primeiro jogador a usar esta norma foi o escocês Andy Webster, e Matuzalém seguiu os passos jurídicos e rescindiu seu contrato com o Shakhtar Donetsk, assinando depois com o Saragoza da Espanha. O clube espanhol já havia feito propostas pelo atleta, mas todas foram rejeitadas, e agora terá que pagar os 6,8 milhões de euros determinados pela FIFA. O curioso é que os espanhóis haviam oferecido 7 milhões, rejeitados pelos ucranianos. Assim, se a moda pegar, a cláusula penal vai perder um pouco a validade, já que a FIFA terá o poder de determinar o valor das indenizações. A solução para os clubes não serem prejudicados é renovar o contrato dos atletas antes que termine o período protegido.

Sporting aposta nas escolinhas.

O Sporting Club de Portugal é considerado o maior formador de talentos da terrinha. Hoje o clube possui 14 escolinhas, mas pretende abrir mais 16 neste ano. O clube recebe as candidaturas de interessados em firmar a parceria, como uma forma de franquia, mas nem todas são aceites. Das 60 candidaturas de 2007, apenas 10 se realizaram. Este ano já recebeu perto de 100 propostas. A intenção do clube é internacionalizar o projeto, e vários países já estão interessados.

O Sporting é um exemplo na formação de talentos, e o Centro de Treinamento dos Leões é considerado um dos melhores da Europa. O investimento é importantíssimo, afinal, o futebol português não tem a mesma rentabilidade de outros europeus, o que faz de Portugal um formador e exportador de talentos, assim como o Brasil. Só o Sporting já formou jogadores como Cristiano Ronaldo, Paulo Futre, Luís Figo, Hugo Viana, Quaresma e Nani. O clube aceita a condição de formador e investe nisso, um exemplo para clubes brasileiros que ainda não aprenderam a lição.

A fórmula do clube também é interessante. São muitas escolinhas para crianças, espalhadas pelo país, com cerca de 3 mil jovens matriculados, e um CT de qualidade para os mais velhos. Para descobrir os talentos é preciso garimpar forte, tirando daqueles milhares de garotos os poucos que podem realmente ser atletas vencedores.

domingo, 2 de março de 2008

Clássicos a menos em 2008.

Com a "queda" do Santa Cruz para o hexagonal do rebaixamento no Campeonato Pernambucano de 2008, não teremos dois clássicos tradicionais em Recife, o clássico das multidões (Sport x Santa Cruz) e o clássico das emoções (Nautico x Santa Cruz). São menos 4 jogos, já que os times se enfrentariam duas vezes no segundo turno do estadual. E assim, não perdem só os tricolores, perdem rubro-negros e alvi-rubros também. Perdemos receitas, primeiro pelo grande publico que um clássico leva ao estádio, segundo porque o programa todos com a nota do governo estadual paga R$ 4 por ingresso em jogos comuns, mas pagaria mais de R$ 14 por ingresso de um clássico. A perda é mesmo sensível.

O regulamento é um dos grandes vilões desse campeonato, mas o grande responsável pelo fracasso tricolor é o próprio clube, desde os dirigentes até os atletas. O Santa Cruz não conseguiu seu objetivo por demérito próprio. Desde 1932 que não havia um campeonato sem os clássicos com o Santinha, agora, esta marca vai ficar gravada na história, para que os erros sejam lembrados e nunca mais repetidos.

sábado, 1 de março de 2008

Espaço Sport: balanço inicial.


O primeiro dia de vendas na nova loja do Sport foi um sucesso. Foram comercializadas cerca de 3 mil camisas oficiais, além de outros 3 mil produtos licenciados. As vendas superaram as expectativas, que era de vender 2.500 camisas. O objetivo, desde o início, era superar a marca de 2 mil camisas vendidas pelo Atlético-MG, que lançou recentemente a camisa da Lotto, mesma fabricante do Sport.

Com as boas vendas o otimismo é geral, e os responsáveis já afirmam que a quantidade de produtos na loja irá aumentar, uma vez que foi dada prioridade à camisa oficial nesta estréia. Num levantamento básico, se contarmos que a camisa custa R$ 159,90, tendo vendido 3 mil peças, o faturamento da loja, sem contar os outros 3 mil produtos vendidos, ficou em torno de R$ 480 mil. É um excelente começo para o Sport, para a Lotto e para a Roxos & Doentes, administradora da loja.

Violência afasta os torcedores.


Segundo a pesquisa do Instituto Opine, a pedido da FPF, o fator mais relevante para o torcedor não comparecer ao estádio é a violência. Nenhuma surpresa com este resultado, já que este tipo de pesquisa já havia sido feita em outros estados, e o resultado é sempre esse. O público é, em média, 50% menor por causa da violência. E ainda nesta pesquisa, as torcidas organizadas foram consideradas as maiores reponsáveis pelo afastamento do torcedor de campo. Nenhuma novidade aí também.

Agora que já temos os dados, o que vamos fazer? Algumas ações já começam a ter resultado, como a criação do Juizado Especial do Torcedor e o curso de cidadania no futebol, realizados em Pernambuco. No Rio Grande do Sul, em dias de jogos, o número de ônibus é maior, e só são permitidos passageiros sentados. No Rio de Janeiro houve uma negociação com as torcidas, e após proibirem a entrada de bandeiras e faixas, a polícia, devido ao bom comportamento das torcidas, voltou a permitir paulatinamente. Segundo o major responsável, a ação afeta o bolso dessas torcidas que têm na divulgação de sua marca a maior fonte de renda.

Soluções criativas são sempre bem-vindas, e podem dar bons resultados. Mas, está na hora de parar de reclamar do poder público, da polícia e da justiça. O maior prejudicado pela violência é o próprio clube, que deixa de ter um público maior em seus jogos devido às torcidas organizadas. E estas organizadas também são "torcedores" deste clube, também fazem parte desse espetáculo. Então, é o próprio clube quem tem que tomar a iniciativa de procurar essas torcidas e negociar a paz, seja concedendo benefícios para retirá-los quando houver motivo, seja retirando já as regalias para conceder depois, pelo bom comportamento. O que quer que seja feito, deve ser feito logo.

Polícia quer proibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios.


No encontro realizado em Recife, onde se reuniram vários estudiosos e responsáveis pela segurança para debater sobre o fenômeno da violência no futebol, a PM voltou a pedir a proibição do comércio de bebidas alcoólicas nas praças esportivas de Pernambuco. Este tipo de proibição já ocorre na maioria dos países europeus e foi adotada também em São Paulo e Minas Gerais. O objetivo, além de diminuir a violência, é também se adequar ao que determina a FIFA, já que na Copa do Mundo, em 2014 no Brasil, não é permitida a venda de álcool nos estádios.

A medida é bastante criticada pelos clubes, uma vez que estes tiram uma grande renda da venda de bebidas e patrocínio de fabricantes. Mas, a polícia afirma que 80% dos registros de confusões são por uso de álcool e outras drogas. Porém, esta proibição de nada vai adiantar se a venda nos entornos do estádio não forem proibidas. A proibição apenas dentro do estádio não irá afastar o problema, irá sim causar um enorme prejuízo aos clubes, que já não têm uma vida fácil, pelo menos em termos financeiros.