quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Contrato bilionário no Brasileirão

Acesse www.extracampo.com

R$1,4 bilhão, é o valor que a TV vai pagar ao Clube dos 13 para o triênio 2009 a 2011. Com a adesão do Flamengo esta semana, fechou-se o o maior contrato de transmissão da história do Campeonato Brasileiro. O valor é 60% superior ao triênio anterior, mas pode aumentar com a negociação dos direitos para o exterior.

Uma novidade, que já havíamos noticiado aqui no extracampo em maio deste ano, o pay-per-view da TV fechada pagará cotas proporcionais aos clubes, de acordo com a preferência dos compradores. Assim, os clubes de maior torcida ganharão mais. Os clubes poderão fazer campanha entre seus torcedores para que comprem o ppv, pois agora estariam contribuindo diretamente com o clube.

Mas, apesar do aumento significativo dos valores, nada se falou sobre a divisão das cotas. Mesmo recebendo mais do que nos últimos anos, ainda haverá uma disparidade entre os valores pagos aos clubes. Os critérios usados para determinar quem ganha mais e quem ganha menos devem ser revistos. A disparidade dos valores só prejudica o campeonato, que pode perder a sua competitividade dentro de campo por conta das diferenças extremas fora dele.

Jogo da Seleção em Pernambuco

O presidente do Santa Cruz nem foi eleito ainda e já está criando polêmica. Fernando Bezerra Coelho, candidato único à presidência, declarou que pretende deixar o Arruda em condições de sediar um jogo das Eliminatórias para a Copa do Mundo 2010.

O vice-presidente de futebol do Sport não ficou satisfeito com a notícia de que o Santa estaria articulando a a vinda da Seleção junto à CBF. Para o rubro-negro a Ilha deveria sediar a partida, já que irá sediar partidas internacionais pela Libertadores 2009. O dirigente do Sport ainda criticou o poder político do novo presidente, que é Secretário de Desenvolvimento do estado de Pernambuco.

Mas, sinceramente, tudo isso parece apenas notícia, não vejo a possibilidade da Seleção jogar nem na Ilha do Retiro nem no Arruda. Nenhum dos estádios tem condições para isso. O Arruda precisa de muitas reformas. A Ilha tem capacidade para apenas 35 mil, além de deficiências físicas. Os estádios de Pernambuco há tempos são considerados alguns dos piores do Brasil. Isso não vai mudar assim tão rápido. Nem com um jogo da Seleção.

Pior gramado do campeonato

Acesse http://www.extracampo.com/

O estádio dos Aflitos ganhou uma eleição incômoda. O estádio do Náutico possui, segundo 9 dos 20 capitães dos times da Série A, o pior gramado do campeonato. Em segundo, com cinco votos, incluindo o de seu próprio capitão, Durval, vem o Sport. O gramado da Ilha do Retiro será reformado após o fim do Campeonato Brasileiro, para que possa sediar dignamente a Copa Libertadores da américa.

Mas, e nos Aflitos? Até agora só ouvimos o Sport e o Santa Cruz anunciarem que reformarão os gramados, mas ninguém falou nada sobre o gramado alvirrubro ainda. Sinceramente, nunca achei que o campo do Náutico fosse o pior da Série A. Na minha opinião, o gramado da Ilha do Retiro é ainda pior. Mas, se foi lembrado por 9 dos vinte entrevistados, então deve haver algo de muito ruin no campo dos Aflitos. Lembrando que na confusão com o zagueiro André Luís do Botafogo e a PM, foi o gramado o argumento usado para interditar o estádio.

Agora vamos esperar pela resposta da diretoria Timbu, que deve anunciar alguma iniciativa para melhorar o gramado do estádio.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Série D só em 2010?

Acesse http://www.extracampo.com/

Existe a possibilidade da Série C do Campeonato Brasileiro ser disputada novamente no próximo ano com os 64 times, deixando para 2010 a criação da Série D, que estava prevista para começar em julho do próximo ano. Os clubes discutem a viabilidade desta competição e já enviaram ofício à CBF. Outro argumento é de que as regras para permanência na Série C não foram debatidas no arbitral, ou seja, não houve aprovação dos clubes.

No parecer que publiquei aqui no extracampo.com concluí pela legalidade da competição. Pelas leis vigentes não há razão para impugnar a criação desta quarta divisão. Mas, além das leis, devemos analisar a viabilidade da nova competição e os prós e contras de sua criação. Os clubes que não conseguiram vagas na série C de 2009 estão, com certeza, preocupados. Por isso, junto com a FBA, os clubes mais bem colocados no ranking da CBF, que não disputam as séries A e B, estam nesta briga para adiar a série D.

Vamos esperar pela decisão da CBF, mas esse adiamento pode ser uma boa alternativa. Afinal, os critérios de permanência na série C e a criação da Série D se deram após os estaduais, que são classificatórios para as competições, isso prejudicou o planejamento dos clubes. No momento, este adiamento pode ser a opção mais sensata.

Levantei a questão, alertando para o que pode acontecer, mas sou contra qualquer adiamento, pois prejudicaria os clubes que conquistaram a classificação dentro de campo. No parecer eu desaconselho qualquer ação na justiça para evitar ou adiar a criação da Série D.

O futebol moderno já não admite atitudes amadoras nem “cartoladas” como estávamos acostumados. Hoje, é muito mais importante para o Santa Cruz encarar a realidade e traçar um planejamento, um projeto de longo prazo que venha não só elevar o clube a séries mais dignas, mas fazer deste gigante adormecido a potência que deveria ser.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Prazer, Uzbequistão.

Sou uma ex-república soviética da Ásia Central. Resolvi investir no futebol, iniciei uma liga profissional com 16 times e comecei a construir um estádio moderno, o complexo esportivo Tashkent Football Park. Contratei o meia Rivaldo e agora o técnico ZIco, que além do clube deve dar uma mãozinha à seleção. Estamos longe da Copa do Mundo, mas em 5 anos esperamos ter uma força reconhecida no futbeol. Meu nome é Uzbequistão.


Pois, isso é o que eu chamo de globalização. Hoje, com recursos, é possível levar corridas de Fórmula 1 para o deserto, ou até criar futebol no Uzbequistão. Agora teremos mais um destino para os nossos jovens viajantes brasileiros, que jogam em qualquer lugar que cresça grama, em troca de um pouco mais de grana. Não sei qual é o nível do futebol uzbeque, mas tenho certeza que irá melhhorar muito com a chegada dos brasileiros por lá. Zico chegou para ensiná-los a jogar bola. O próximo poderia ser Renê Simões, que é um excelente professor de futebol.

Manchester United e a crise mundial.

Acesse www.extracampo.com

A recente crise econômica mundial pode chegar a atingir um dos clubes mais ricos do mundo. O Manchester Untd. tem o maior patrocínio do futebol mundial em sua camisa. Mas, este é o pivô da polêmica, o patrocinador é a AIG, seguradora que recorreu ao banco central americano para se salvar. Apesar do clube declarar que não está preocupado e que a crise não deve atingir a parceria, no mundo de hoje ninguém está seguro.


Fato é que a AIG terá agora que rever seus contratos, principalmente nos gastos, e isto pode afetar sim o patrocínio ao clube inglês. Mesmo que nada se altere neste ano, ninguém pode garantir os americanos na camisa do Manchester nas próximas temporadas. Mas, o atual campeão inglês e europeu não deve se preocupar tanto com o patrocinador, afinal, a camisa do Manchester pode atrair qualquer empresa mundial.

Mas, a "crise" do Manchester, que não está em crise de verdade, não para na AIG, tem a ver com seu novo dono, o americano Malcolm Glazer. Para conseguir comprar o clube e fechar o capital, o americano precisou de 1 bilhão de libras. Agora, o Manchester paga os juros do empréstimo contraído por seu dono para adquirí-lo. E mesmo com o aumento das receitas do clube, as despesas cresceram e o clube pode ficar no negativo em breve.
Não deixem de Ler a excelente matéria sobre as finanças do Manchester no Blog Futebol & Negócio. Clique aqui.

Religando a energia.


Acesse www.extracampo.com

O Santa Cruz vai finalmente religar a energia elétrica do Arruda. Esta já é uma ação do novo presidente, que ainda nem presidente é. O clube havia deixado de usar a energia da CELPE para utilizar geradores há dois anos por dívidas com a empresa de energia elétrica. Fernando Bezerra Coelho, futuro presidente, mas que já está atuando como presidente pois é candidato único, começou bem o trabalho de soerguimento do clube.


Por conta da dívida que tinha com a CELPE, o Santa Cruz passou a usar energia de geradores. Mas, o problema é que, enquanto o clube gastava R$20 mil com a empresa de energia, passou a gastar cerca de R$40 mil com o aluguel dos geradores e o óleo diesel. Esta foi mais uma decisão administrativa desastrosa das recentes gestões do clube. Agora, reparado o erro, esperamos que as novas decisões da presidência sejam mais sensatas.

sábado, 20 de setembro de 2008

Copa do Brasil feminina.

Acesse http://www.extracampo.com/

A Copa do Brasil de futebol feminino de 2008 pode não acontecer. A CBF, responsável pela organização da competição ainda não se mostrou disposta a realizar o campeonato. A competição deveria ter sido iniciada em agosto, mas vem sendo adiada pela CBF. Ricardo Teixeira sinaliza que não tem interesse em arcar com todos os custos da realização da Copa, por isso a ameaça dela simplesmente não acontecer.

Pior para o Corinthians, que investiu no time feminino e contratou a atacante Cristiane da Seleção Brasileira. Apesar de ter conseguido patrocínio para as meninas, o que pagou as contas do departamento, o time esperava conseguir mais investidores com a exposição. Mas, pior ainda foi para a goleira da Seleção, Bárbara, que negociava contrato com o Timão. Sem a competição nacional o clube decidiu não contratar a goleira, que agora está sem clube e sem competição para atuar.

É por essas e outras que o futebol feminino no Brasil não vai para a frente.

Cota de jovens na Premier League

Acesse www.extracampo.com

A FIFA, a UEFA, a Liga Inglesa e todos que atuam no extra campo do futebol mundial, têm uma preocupação, a invasão estrangeira no futebol europeu, especialmente no inglês. Para incentivar a produção de atletas nacionais, a Liga pretende instituir uma regra que obriga os clubes a terem, no banco de reservas, no mínimo dois atletas sub-21 formados na base do clube. A medida deveria ter sido posta em prática nesta temporada, quando finalmente os ingleses abriram mão do limite de cinco reservas, ampliando para sete os presentes no banco, como é em todo mundo.

A Idéia é bem mais interessante que aquela regra 6+5 proposta pela FIFA. Mas, esta obrigação de pôr jovens da base não impede que estes mesmos sejam estrangeiros. Perigo é esta regra gerar uma corrida por atletas sub-14, para que se formem no clube e possam atuar sob esta regra. A FIFA proíbe a transferência internacional de menores de 18 anos. Mas, antes dos 14 anos de idade os jovens não têm vínculo com nenhum clube, o que facilita. Assim, usando uma exceção à regra, os clubes levam toda a família do jovem para outro país, e podem então contratá-lo. O Brasil que se cuide, esta prática já existia mas pode aumentar, é preciso ficar atento.

Sport deve reformar o estádio

Acesse www.extracampo.com



Já garantido na Copa Libertadoresa da America de 2009, o Sport agora começa a pensar na competição continental. Para fazer bonito, pelo menos na TV, o clube deve começar a reformar seu gramado ainda este ano. Assim que acabar o Campeonato Brasileiro, ou antes mesmo do fim, o clube fechará a Ilha do Retiro para reforma do gramado. Durante as obras o clube mandará seus jogos em outro lugar, ainda indefinido.

A primeira idéia dos rubro-negros era usar o estádio do Arruda, de propriedade do Santa Cruz. Mas, o gigante tricolor também deve ser fechado para reformar o gramado. O Presidente do Sport, Milton Bivar, disse então que só fecharia a Ilha após o Brasileirão, e utilizaria outro estádio apenas no Campeonato Pernambucano. Podendo jogar no Arruda ou no Ademir Cunha.

Mas, o gramado não deveria ser a única preocupação dos rubro-negros. A Ilha do Retiro é considerado um dos piores estádios do campeonato brasileiro, não só pelo campo. As arquibancadas precisam de atenção, as cadeiras e os camarotes também. Ouço muita reclamação de torcedores sobre o elevador, sobre os banheiros, sobre o acesso, etc. Então, já que vai fechar para reforma, aproveita e faz uma reforma geral. Talvez não agora, mas depois, a solução para o Sport seria demolir a arquibancada frontal e erguer uma nova no local, com uma estrutura moderna, com lojas, restaurantes e camarotes.

Timbu Coffee

Excelente notícia foi dada pelo Blog do Torcedor, o Náutico terá um Café nos Aflitos. O nome será Tmbu Coffee e deve ser inaugurada no meio de outubro. O espaço faz parte do grande projeto de repaginação do clube. O Náutico tem trabalhado bastante no extra campo, com nova marca, nova loja, café e brevemente um bar.

O investimento do Náutico é interessante porque traz os torcedores para o clube mesmo em dias que não têm jogos. É importante, nesse trabalho de captação de torcedores e novos sócios, oferecer um ambiente agradável, uma parada obrigatória para todos alvirrubros. Ponto para o departamento de marketing e a diretoria do Náutico.

Confira o vídeo do Blog do Torcedor com Tude Maciel.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Naming rights

"Naming rights". Você sabe o que é isso? É o direito que um patrocinador adquire para dar o seu nome a um estádio ou uma competição. Esta é uma nova forma de arrecadação para clubes e federações. Este tipo de patrocínio já está presente em diversos países, e vem se desenvolvendo no Brasil.

Barclay's Premiere League (Inglaterra);
Serie A Tim (Itália);
Liga BBVA (Espanha);
Liga Sagres (Portugal).

No Brasil, clubes como o Atlético-PR já haviam acordado para esta fonte de renda, quando deu ao seu estádio o nome Kyocera Arena. O Botafogo, por exemplo, já começou a chamar seu estádio de Olímpico e não de João Havelange, para que possa vender o "naming rights" no futuro.

O Campeonato Brasileiro deve ter um novo nome no próximo ano. O Banco do Brasil queria, mas foi vetado pela Globo, que é patrocinada pelo Itaú. Agora, o nome mais cotado parece ser da Ipiranga. Mas, a CBF não deve parar por aí, ainda é possível negociar o nome da Copa do Brasil. Em breve as federações começarão a negociar os nomes dos campeonatos estaduais também.

A maioria dos clubes não acordou para esta fonte de renda ainda, mas está na hora. Quem sabe na Copa do Mundo 2014, com investimento privado nos estádios, as novas arenas terão o nome dos patrocinadores.

Sport investe na Timemania

O Sport goleou o Figueirense neste domingo e subiu para a 8ª posição na tabela. Mas, extra campo, na tabela da Timemania, o clube é apenas o 16º. Para subir na tabela das apostas o clube investiu em ações de marketing. No jogo deste domingo já foi estampada a marca da Timemania no calção.

Mas, as ações do clube não param por aí. Kassio, Carlinhos Bala e Ciro gravaram um comercial para a TV. Na Ilha do Retiro serão afixados cartazes e distribuídas cartelas de aposta. Até mesmo a loja do clube presenteará os compradores com apostas.

Parabéns aos diretores do clube. É sempre interessante buscar novas fontes de renda. A Timemania já existe, basta ser melhor aproveitada, é isso que pretende o Sport com estas ações. Apesar de ainda não ser uma fonte de renda, já que ela é usada para pagar as dívidas com a União, a Timemania irá gerar, quando estiverem saldadas as dívidas, uma escelente renda para o clube. Mas, para que isto aconteça, é preciso incentivar os torcedores.

O torcedor que quer contribuir com o clube, além de ir aos jogos, associar-se ao clube ou comprar produtos, pode fazer uma aposta na Timemania. E ainda corre o risco de ganhar e ficar rico, então, parece ser uma boa idéia mesmo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

ESPN transmitirá a Copa do Brasil

Acesse: www.extracampo.com

O canal de TV a cabo ESPN irá transmitir, a partir de 2009, a Copa do Brasil, para isso a emissora cedeu à Globosat o direito de transmitir alguns jogos do campeonato italiano (fácil entender, com Ronaldinho no MIlan aumenta o interesse da emissora). Mas, o acordo não aconteceu por livre e espontânea vontade das partes. A decisão foi do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), para quebrar o monopólio da Rede Globo e afiliadas sobre os campeonatos nacionais.

Na decisão do Cade, a Globo teria que escolher três dos cinco principais campeonatos ( Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, estaduais de Rio de Janeiro e São Paulo) para ter contrato de exclusividade. Mas, a emissora não poderia ter ambos os campeonatos nacionais, o Brasileirão e a Copa do Brasil. Por isso, a ESPN volta a transmitir a copa depois de oito anos.

Bom para os torcedores, que agor poderão ver um pouco de concorrência leal pelos direitos de transmissão dos campeonatos. Quem sabe agora poderemos rever o valor pago pelos campeonatos bem como a forma de distribuição destas verbas.
fonte: Máquina do Esporte

Konami faz acordo com a UEFA.

Acesse: www.extracampo.com

A Konami, empresa fabricante de jogos virtuais, firmou acordo com a UEFA pelos direitos da Liga dos Campeões da Europa durante os próximos cinco anos. A empresa deve lançar o jogo Pro Evolution Soccer 2009 já incluindo a competição europeia, seus símbolos, suas cores, sua taça e todos os visuais característicos.

A empresa já negocia com os clubes para poder usar suas imagens no PES 2009. O jogo já possui diversos acordos com fabricantes de material esportivo (Nike, Adidas e Puma), vários clubes e competições (Campeonatos espanhol, francês, italiano e holandês). O novo jogo, além de mais licenças de uso de imagem, promete inovações com relação aos últimos.

O jogo deve ser lançado na Europa entre 16 e 17 de outubro. A capa será estampada pelo argentino Messi, que promete ser a grande estrela desta versão do video game. Já estão disponíveis trailers do jogo. Os viciados no futebol virtual podem conferir e torcer para que o Pro Evolution Soccer 2009 chegue logo ao Brasil.




fonte: Máquina do Esporte

O G4 do futebol brasileiro.

Acesse http://www.extracampo.com/ e confira o novo site.

Botafogo, Corinthians, Flamengo e São Paulo se uniram para formar um grupo que visa discutir as questões desportivas. O grande objetivo do grupo é melhorar os resultados econômicos. Os quatro, e mais outros que devem se unir ao grupo no futuro, discutirão temas como os direitos de marketing, publicidade, captação, exibição e transmissão de jogos.

A intenção, ao que parece, é dar aos clubes mais força e inteligência nas negociações. Unidos, os clubes terão mais condições de conquistar melhorias e avanços no mundo desportivo, especialmente nos negócios do futebol. Este grupo deve debater as questões relativas ao extra campo, e o grupo levará estas discussões ao Clube dos 13 e à CBF.

O G4, ou G "quantos forem", será uma voz forte no cenário nacional e suas determinações devem guiar outros clubes e determinar a forma de fazer negócios no futebol brasileiro. Afinal, vejam os clubes que fazem parte desse grupo, as duas maiores torcidas do país (Flamengo e Corinthians), o clube mais profissional do Brasil (São Paulo) e um clube que melhora seus rendimentos a cada dia, graças ao trabalho fora do campo (Botafogo).

Confira a "Declaração do Morumbi" em: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Sao_Paulo/0,,MUL757159-9875,00-SAO+PAULO+TIMAO+FLA+E+BOTA+SE+UNEM+PARA+DEFENDER+INTERESSES+EM+COMUM.html

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Empréstimos

Os clubes podem ceder seus atletas a outros clubes, é o chamado empréstimo. Esta cessão é temporária e não pode durar além do contrato original. Quando acaba o prazo do empréstimo o atleta retorna ao clube original. Os direitos ferderativos e a multa rescisória são direitos do clube cedente, que tem contrato de trabalho com o atleta.

Este tipo de negócio tem se tornado cada vez mais frequente, enquanto os grandes clubes que investem na formação e fazem longos contratos de trabalho precisam pôr seus atletas para jogar, do outro lado estão os clubes que precisam destes atletas para compor seus elencos.

Parece vantajoso para ambas as partes. Mas, há diversas cláusulas que podem ser incluídas nestes contratos. Como, por exemplo, uma cláusula de ressarcimento ao Náutico em 20% sobre a venda de Wellington, ou uma que obriga o clube a liberar Radamés para o exterior de graça.

É preciso se proteger e buscar as melhores opções para os clubes, mas é difícil entrar em consenso quando todos querem ganhar um pouco mais. O Náutico, se aprendeu a lição, vai procurar contratos mais vantajosos para o clube no futuro, a parceria com o Inter pode ser a saída.

Mas, a solução para o problema está nas divisões de base. É preciso formar jogadores, é preciso investir nos centros de treinamento. Depois os clubes pernambucanos poderão se espelhar nos primos ricos e emprestar seus jovens a outros clubes do Norte-Nordeste.

O Sport comprou um CT, falta investir em estrutura. O Náutico já tem um CT, mas também precisa investir em estrutura. O Santa Cruz pode achar que tem outras preocupações, mas o investimento em divisão de base pode ser o segredo para sair da crise e ter um clube forte no futuro.

Petrobrás desiste do Vitória, culpa do Bahia.


A Petrobrás havia feito uma proposta bastante interessante ao Vitória. A empresa pagaria cerca de 4,6 milhões por três anos de contrato. A idéia da estatal era ter cerca de mil ingressos de camarote por jogo para ser usado em campanhas promocionais com seus clientes, além disso haveria a exposição da marca em pontos estratégicos do estádio, como no placar.

Mas, o acordo não saiu porque o Bahia se recusou a jogar no estádio do Barradão. A empresa estatal queria que os dois times jogassem no estádio, o que aumentaria bastante a exposição da marca e o retorno do investimento. Mas, o tricolor não aceitou e deve continuar mandando seus jogos em Feira de Santana (onde joga desde a interdição da Fonte Nova).

Há um tempo o Bahia teria tentado jogar no estádio do rival, mas não houve acordo entre as diretorias. Agora que há dinheiro, e muito, envolvido estão querendo acordo. O Bahia tentou lucrar alguma coisa com a mudança, mas não se acertou com o Vitória. Por isso, sem o Bahia no Barradão, a Petrobrás desistiu do acordo, pior para o Vitória.

É impressionante a rivalidade entre clubes da mesma cidade, é mais impressionante ainda ver como esta rivalidade afeta os próprios clubes e como esta implicância mútua acaba prejudicando ambos. O que fica porém é a idéia, excelente iniciativa da Petrobrás, que esperamos seja desenvolvida no futuro, na Bahia ou em qualquer outro estado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

TV Cruzeiro.

O Cruzeiro lançou nesta terça-feira a sua TV, que funciona no site do clube (http://www.cruzeiro.com.br/). Diferente de algumas outras TVs de clubes via internet, a da Raposa é gratuita, basta se cadastrar no site. O presidente do clube, Alvimar Perrella, justifica a demora dizendo que: "Queríamos algo de qualidade, por isso avaliamos nossos concorrentes para não repetir seus erros".

Este tipo de recurso já é bem usado na Europa. Mas, lá há canais de TV de verdade também, não só via internet. No Brasil ainda estamos caminhando, a internet é o primeiro passo, a TV a cabo é o segundo. Mas, eu gostaria de testar a audiência deste tipo mídia.

Enquete:
TV do seu clube.
a. meu clube não tem TV.
b. Tem mas não assisto porque tem que pagar.
c. Tem mas não assisto apesar de gratuita.
d. Tem, eu assisto e pago.
e. Tem, eu assisto de graça.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Beckham pode virar cartola.

O inglês David Beckham, que atualmente joga no Los Angeles Galaxy, afirmou que deseja ser dono de um clube no futuro. O principal candidato parece ser o Preston North End, um clube que o meia defendeu aos 19 anos, quando foi emprestado pelo Manchster e ajudou o clube a subir da terceira divisão.

Comprar clubes de futebol é algo comum na Inglaterra hoje em dia, só precisa um pouco de dinheiro, mas este não deve ser o problema de Beckham. O presidente do Preston North End, Derek Shaw, afirmou à imprensa local que o clube está à disposição de Beckham para o investimento. "Se ele ainda tiver nosso telefone, ficaríamos felizes se ele nos ligasse", disse o presidente.

No Brasil ainda não existe esse nível de investimento, mas no dia que isso acontecer vai ter muito clube querendo se vender. Mas, essa não parece ser a realidade brasileira, nossos clubes estão mais para instituições pré-históricas de valor sentimental do que realmente grandes empresas.

Veja um gol de Beckham pelo Preston:

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A trajetória meteórica do Ulbra-RO.

O Ulbra Ji-Paraná, time profissional da Universidade Luterana do Brasil em Rondônia, teve uma curta porém vitoriosa história de vida. O time fundado há quatro anos foi campeão da segunda divisão estadual na estréia, depois foi campeão estadual da primeira divisão nos três anos seguintes.

Os pernambucanos conhecem o Ulbra da vitória sobre o Santa CRuz na Copa do Brasil 2008. Mas, apesar da trajetória super vitoriosa do time, os dirigentes da Universidade viram que o futebol profissional, na verdade, não estava valendo a pena. Financeiramente, apesar dos títulos, o futebol não teve o sucesso esperado. Por isso, a Universidade resolveu licenciar o time do campeonato.

É possível que o time volte às disputas, mas também é possível que a história do Ulbra Ji-Paraná tenha chegado ao fim. Apesar de curta, a história do Ulbra é de um clube vitorioso, com 4 títulos em 4 anos o time é um dos mais vitoriosos do futebol, ao menos proporcionalmente.

Leia a nota oficial do clube que conta a breve e vitoriosa história do Sport Club Ulbra JI-Paraná: http://www.ulbrajp.edu.br/sculbra/

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Caso Íbis

O Íbis Sport Club, famoso por ser o pior time do mundo, passou apuros extra campo no Campeonato Pernambucano A2. O Presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto Oliveira, havia desvinculado o clube por não ter apresentado os laudos para liberação do estádio Ademir Cunha em Paulista-PE.

O Presidente fundamentou sua decisão no Art. 48, V, da Lei Pelé. O artigo indica quais as sanções que podem ser aplicadas pela federação, dentre elas, no inciso V, a desvinculação. Mas, o presidente não atentou para o §2º deste artigo, que diz:

"§ 2º - As penalidades de que tratam os incisos IV e V deste artigo somente poderão ser aplicadas após decisão definitiva da Justiça Desportiva".

Ora, tem que se cumprir as formalidades, tem que dar ao clube o direito de defesa. O ato do presidente foi arbitrário, e por isso não tinha validade. Ora, se o estádio não está liberado então que o clube mande os jogos em outros estádios. Foi o que aconteceu com o Santa Cruz, que não tinha a liberação do Arruda e jogou fora de casa. Ou o Náutico no caso André Luís x PM.

Mas, o clube e a federação se entenderam e o passaro preto irá jogar em Carpina, na casa do Atlético-PE. Menos mal, mas e o jogo que deveria ter sido realizado, o Íbis perdeu? Injusto, já que a decisão do presidente da federação não tinha validade, acredito que o jogo deveria ser remarcado.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Clubes ingleses investem alto em contratações.

Os clubes ingleses gastaram cerca de 500 milhões de libras em transferências nesta última janela. O valor corresponde, aproximadamente, a R$ 1,48 bilhão, um recorde. Mas, este valor não diz respeito apenas a transferências internacionais, na verdade, 40% do total foi gasto em transações internas.

Agora, se analisarmos estes dados junto com os números sobre investimentos estrangeiros nos clubes ingleses fica mais fácil de entender o valor gasto em transferências. Investidores como Roman Abramovich do Chelsea ou os americano do Arsenal são os responsáveis pelo crescimento absurdo do mercado inglês, que hoje gasta mais do que em qualquer outro país europeu.

E o nível dos investimentos vem dando resultado dentro e fora dos gramados. Em campo os clubes ingleses foram os melhores da última Champions League. Fora de campo os clubes continuam mostrando crescimento financeiro e lucro, a TV, por exemplo, paga cada vez mais para transmitir os astros da Premiere League inglesa.

Com dinheiro para investir, os ingleses abriram as portas para os melhores jogadores do mundo, e isto já é suficiente para fazer o campeonato mais forte, mais lucrativo e mais assistido do mundo.

Liverpool contrata jovem pelo YouTube.

Que a maioria dos jogadores hoje em dia possuem DVDs com uma edição dos seus melhores momentos, isso já não é novidade, que os clubes assistem aos vídeos para buscar atletas tudo bem, mas o que impressiona é como esta ferramenta tem sido importante.

Interessante é o caso do Salgueiro, de Pernambuco, que contratou um time completo de jogadores através das imagens dos DVDs assistidos pelo técnico. Hoje os clubes recebem centenas de vídeos de atletas, mas poucos mostram se o jogador é mesmo bom. A melhor estratégia é analisar o vídeo depois enviar alguém para observar o atleta pessoalmente.

Agora, interessante mesmo é o caso do jogador Vitor Flora, do Botafogo de Ribeirão Preto. O atleta colocou seu vídeo no YouTube, e não é que alguém do Liverpool viu e gostou. Pois é, por causa das imagens o jovem Vitor Flora, de apenas 18 anos, foi contratado pelo clube inglês. O astro da internet tem cidadania italiana (o que facilita a contratação) e foi indicado pelo técnico Rafa Benítez. Ele deve se juntar ao time B do Liverpool.

Detalhe, o atleta não tinha mais vínculo com o clube paulista, por isso o Liverpool não precisou desembolsar nenhum centavo. Uma pena para o clube e para o futebol brasileiro. Uma coisa é perder os atletas para grandes clubes europeus que pagam uma fortuna, outra coisa é deixar ir embora de graça os nossos talentos. É bom ficar esperto.

Confira o vídeo premiado do garoto:

Artigos jurídicos.

Caros leitores, o extracampo está evoluindo, agora é extracampo.com, estamos reformulando e teremos um novo site. Nesta nova página iremos publicar também pequenos artigos jurídicos sobre os temas mais diversos do Direito Desportivo.

Se você quiser participar do novo extracampo.com envie seu artigo jurídico (máx. duas mil palavaras) para o email: fernandotassoadv@gmail.com. Esta é a hora de selecionar os artigos para que estejam disponíveis quando o site entrar no ar.

Advogados, estudantes de direito, se você gosta do Direito Desportivo, já escreveu ou quer escrever sobre este ramo do Direito, envie seu artigo, vamos debater e disponibilizar ao público através do extracampo.com, envie seu artigo.

Caiu.

O Santa Cruz foi rebaixado à série D.


Na verdade, o tricolor ainda precisa lutar no Campeonato Pernambucano 2009 por uma vaga na última divisão nacional. Lamentável para um clube de tantas glórias e com tamanha torcida, um clube tradicional do futebol brasileiro. É a chance de revolucionar o clube, reinventar, inovar, quem sabe até profissionalizar. Mas, não parece que um novo presidente será o messias salvador, muito precisa ser feito.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Começam as renovações de contrato

Os clubes devem começar logo as renovações de contrato dos seus principais atletas. Muitos têm contrato apenas até o fim do ano, por isso, faltando menos de seis meses para o fim dos seus contratos atuais, a hora de renovar é agora.

O Botafogo, por exemplo, já começou este processo de renovações. Os alvinegros temem que algum atleta possa assinar pré-contrato com outro clube, como aconteceu com Joílson, que assinou com o São Paulo no meio do Brasileirão 2007. Entre as prioridades do clube carioca estão o zagueiro Renato Silva, o lateral Alessandro e o meia Lúcio Flávio. Assim, o clube se protege contra os assédios do mercado e já começa um planejamento para 2009.

Renovar os contratos com uma antecedência mínima de seis meses é essencial para a proteção do clube, além de prestigiar o atleta que fica mais satisfeito com esta segurança oferecida. O mais importante é que o planejamento para 2009 começa agora, renovando ou não os contratos dos atletas, já pensando no grupo que jogará o próximo ano e as carências da equipe.

Hoje, com a Lei Pelé, quem não se protege através de bons contratos acaba perdendo seus atletas. Mas, a lei já está aí há dez anos, se os dirigentes ainda não se acostumaram é por incompetência própria e não por culpa da legislação.

Fonte:
http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2008/interna/0,,OI3155270-EI11421,00.html

A Traffic investe na formação.

A empresa Traffic, da qual nos referimos no post anterior, a maior investidora em direitos econômicos de atletas no Brasil, decidiu formar seus próprios jogadores. Aliada a Carlos Alberto Parreira, a empresa pretende construir de cinco a dez centros de treinamento espalhados pelo país.

O investimento é alto, cerca de R$16 milhões, mais um custo anual de R$5 milhões em manutenção de equipamentos e pessoal qualificado. A empresa irá mudar a forma de atuação no mercado, em vez de investir em atletas profissionais, revelarão seus próprios craques nos CTs. Mas, o proprietário da Traffic, J. Hawilla, acredita que será preciso encaixar os atletas em clubes de ponta para conseguir uma boa transferência internacional, segundo ele, os atletas precisam ganhar uma musculatura profissional.

O projeto é ambicioso, segundo J. Hawilla em entrevista à Máquina do Esporte: "A gente estudou durante muito tempo e chegou à conclusão que esse é o melhor modelo de atuação de uma empresa no futebol. Nós vamos ter uma estrutura do nível dos grandes clubes europeus e de alguns poucos brasileiros, e queremos fazer um trabalho melhor que o deles".

Sinceramente, eu gostei da idéia. Agora, a Traffic poderá investir onde muitos clubes não investem, na formação dos atletas. E tenho certeza que o lucro deles será ainda maior, já que terão uma parcela maior dos direitos econômicos dos atletas, além de receberem a compensação por formação e o mecanismo de solidariedade da FIFA.

Esse pessoal tem visão.

Fonte: http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=10505

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Direitos Econômicos

A polêmica sobre a cessão de direitos econômicos de jogadores de futebol no Brasil chega ao The New York Times. O texto fala da Traffic, que segundo o jornal, "está comprando o contrato de vários jovens jogadores de futebol do Brasil". A publicação alerta também para a questionabilidade destes acordos, já que são condenados pela FIFA.

A Traffic compra dos clubes o direito a uma compensação financeira quando da venda destes atletas. Na teoria, uma transação perfeitamente legal. Porém, a FIFA proíbe que os clubes firmem que concedam poderes a terceiros sobre as transferências dos atletas, a independência, as políticas ou a performance dos times.

Para estar dentro das normas da federação, os investidores não podem ter poder de decisão, cabendo ao clube decidir pela transferência ou não do atleta. Na teoria, o investidor só teria o direito de receber a compensação, nem sequer de negociá-la. Mas, não é o que vem acontecendo no Brasil.

O http://www.extracampo.com/ alertou para o caso do meia Thiago Neves desde 5 de outubro de 2007, desde lá foram 11 posts sobre o atleta e os investimentos no futebol. Veja todos: http://extracampo.blogspot.com/search?q=thiago+neves.

Agora, com a saída do meia do Fluminense para o Hamburgo da Alemanha, vimos como os investidores tinham poder sobre ele, e como o clube Brasileiro ficou nas negociações. É isso que a FIFA proíbe, mas é isto que vem acontecendo no Brasil. E além da Traffic e do Grupo Sonda, citados na matéria do jornal americano, vários investidores começam a abrir os olhos para o mercado.

O grande problema do Brasil é que a venda de jogadores é uma das principais fontes de renda dos clubes, que no desespero, para antecipar as receitas cedem os direitos que têm sobre estes atletas. E a matéria lembra muito bem, que "sem investimentos externos muitos clubes brasileiros fracassariam financeiramente". E é por isso que apesar da FIFA proibir, no Brasil pode.

Se você lê em inglês, vale a pena conferir a matéria do The New York Times na íntegra: http://www.nytimes.com/2008/07/19/business/19soccer.html?pagewanted=1&_r=1&hp

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Longa Vida ao Santa Cruz

Com a atual crise do Santa Cruz, muitos comentaristas voltam com a idéia de que Recife não suporta três grandes clubes. Alguns torcedores de Náutico e Sport até comemoram. Mas, será que no mercado do futebol em Pernambuco não há espaço para as três forças, será que sem o Santa Cruz será melhor para Sport e Náutico? Eu discordo.

Sinceramente, nunca comprei essa estória de que em Recife não pode haver três grandes clubes. Ora, os três estão juntos na disputa há mais de noventa anos, e agora que a população cresceu que o futebol se desenvolveu e se profissionalizou, agora não tem mais espaço? Não acredito nisso.

O grande problema é que o Santa Cruz andou de marcha ré nos últimos anos. Os rebaixamentos foram apenas um reflexo da administração desastrosa do clube coral. O grande problema é que, no momento em que o futebol pedia mais profissionalismo, mais planejamento e mais responsabilidade, os dirigentes fizeram exatamente o inverso, e não foi só no Santa Cruz.

Hoje o futebol é negócio, e os clubes devem ser administrados como grandes empresas. O importante é saber que o mercado está em crescimento, o valor dos patrocínios tem aumentado, assim como o valor pago pela TV. Os torcedores são cada vez mais consumidores, e as lojas do Sport e do Náutico provam a força e a lucratividade que tem uma marca de futebol.

Por que não há lugar para três clubes? Falta torcedor? Não parece, Recife tem uma das melhores médias de público do país, e mesmo o Santa Cruz na terceira divisão teve média de quase vinte mil pessoas por jogo no Arruda. Alguns podem dizer que falta dinheiro, mas eu respondo, falta é uma boa administração para explorar o potencial tricolor que, assim como a maioria dos clubes brasileiros, poderia ganhar muito mais.

Na peculiar lógica empresarial do futebol os adversários dentro de campo são aliados fora dele. O que seria do Sport sem o Náutico, e o que seria deles sem o Santa Cruz? O futebol pernambucano precisa dos três, e até mais clubes fortes se quiserem aparecer, pois quanto melhor for o nível do futebol pernambucano, melhor será para cada um dos clubes, independente do campeão.

Não se preocupem tricolores, o Santa vive, e viverá para sempre.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Alemão se livra de contrato de gaveta do Santos.

O agora ex-jogador do Santos, Alemão, sofreu para conseguir ter a sua liberdade. Depois de acionar a justiça para garantir seu direito, o atleta teve êxito e conseguiu uma decisão favorável em sede de antecipação da tutela.

Quando o atleta assinou seu primeiro contrato com o clube foi obrigado a assinar já um segundo, com duração até 2011. O famoso "contrato de gaveta" foi registrado pelo Santos e aceito pela CBF. A decisão judicial só vem corrigir um erro da CBF que não poderia ter registrado tal contrato, manifestamente ilegal.

O contrato de trabalho dos jogadores de futebol obedecem um modelo, na verdade, um formulário produzido pela CBF, e esses são numerados de forma sequencial e entregues aos clubes. Um clube só recebe uma nova remessa quando os primeiros acabarem. Desta forma, a CBF não efetua a inscrição de atletas quando a numeração do contrato não corresponde à data, mas neste caso, o registro foi erroneamente aceito.

O advogado acionou a justiça e conseguiu anular o contrato. Alemão agora estuda propostas do futebol europeu. O caso dele agora fica de exemplo para os dirigentes, afinal práticas como essas de contratos de gaveta são totalmente contrárias à evolução profissional do futebol. Sinceramente, só seremos uma potência quando deixarmos para trás certas práticas do tempo da cartolagem.

extracampo.com

Caros leitores, o Extracampo evoluiu e agora é extracampo.com. Agora com um endereço mais fácil, o extracampo poderá investir em auto-promoção e divulgação. Mas, o desenvolvimento não para e o Extracampo só tende a crescer. Em breve iniciaremos uma série de entrevistas com pessoas que atuam nos diversos setores do esporte, desde jornalistas a presidentes. Continuem conosco acompanhando as melhores matérias do mundo fora das quatro linhas, agora em extracampo.com.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Garotada em campo = investimento.

O São Paulo vai colocar em campo nesta quarta-feira um time repleto de jovens. Privilegiando a disputa do Campeonato Brasileiro, o tricolor usa a Copa Sul-Americana para dar experiência aos atletas. Claro que o time quer vencer, mas esta é mesmo uma excelente oportunidade de lançar as promessas no mercado.

Para Muricy Ramalho: "Seria uma chance de dar mais bagagem aos meninos, o que é bom também para o clube". O técnico tira a pressão dos atletas e revela o plano da diretoria: "Eles só precisam ir lá e jogar, mais nada. A diretoria determinou que quer usar o torneio para revelar jogadores. É o que estamos fazendo."

Mais uma mostra de profissionalismo. O São Paulo gasta pouco com contratação de atletas porque fabrica em casa e o clube lucra com a venda de atletas porque os põe no mercado. Por isso é tão importante colocar os jovens em campo, para que ganhem experiência e possam integrar o grupo principal no futuro e para que sejam expostos no mercado da bola. Alguns serão titulares no futuro, otros serão vendidos antes disso.

De nada adianta formar atletas se o clube não os põe para jogar, que fique o exemplo para os demais clubes do Brasil. É atuando que os atletas se revelam para o próprio clube e para os edmais interessados.

Fonte: http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp231601,0.htm

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Santa Cruz, Série "D": de quem é a culpa?

O diretor de futebol do Santa Cruz, Jomar Rocha, deu uma entrevista ao globoesporte.com e apontou como principais culpados pelo fracasso do clube: a Lei Pelé e o Clube dos 13. Segundo ele: "É evidente que ao longo dos anos houve erros administrativos. Equívocos. E a estrutura foi se deteriorando. Mas a Lei Pelé e o Clube dos 13, aliás, não entendo por que nunca fizemos parte do Clube dos 13, acabaram com o Santa Cruz".

Eu já me posicionei contrário à atuação do Clube dos 13 por várias vezes, mas nunca creditaria o rebaixamento de um clube à ação do C13. O que eu sempre critiquei foi a distribuição das cotas de televisionamento da Série A, que, na minha opinião, é injusta e prejudica a competição. Mas, quem nunca teve não deveria sentir falta, e junto com o Santa Cruz nas séries B e C não há clubes muito privilegiados pelo C13, há, muito pelo contrário, uma maior igualdade na distribuição das cotas pela FBA.

Sobre a Lei Pelé, afirmou o dirigente: "Antigamente o clube tinha o passe do jogador, mas hoje não. A Lei Pelé tirou a questão do clube formador. Antes se montava um time para um ou dois anos, no mínimo. Atualmente monta-se time para cada seis meses. Desta maneira não conseguimos manter uma equipe. Pois não se negocia mais jogador com os dirigentes, mas sim com empresário".

A Lei Pelé já tem 10 anos, será que não já passou tempo suficiente para se adaptar à realidade? Clubes bem organizados conseguem formar equipes mais estáveis. O que prejudica clubes como o Santa Cruz é a regra do art. 31, que permite ao atleta rescindir contrato após 3 meses de salário atrasado. Pois é, a desorganização e a incompetência administrativa é que são os vilões. Sem pagar salários fica difícil manter o elenco.

Os clubes brasileiros já se adaptaram às novas regras, que não tira a fonte de renda do clube, mas obriga-o a ser mais profissional. Este é o problema do Santa Cruz, na hora que o futebol pediu mais profissionalismo ele não soube fazer, por isso sofre as consequências de um rebaixamento após o outro.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Santa_Cruz/0,,MUL736622-10073,00.html

sábado, 23 de agosto de 2008

Futebol e Internet

A internet já se popularizou, há tempos ela deixou de ser uma ferramenta dos ricos e expandiu-se a todos, seja através das escolas, lan-house, de casa ou do trabalho. E podem ter certeza, com um pouco mais de tempo ela estará em todos os lares e em todos os lugares. Mas, ainda não é bem aproveitada pelos clubes de futebol.

Todos os clubes já têm seu site oficial, mas oferecer notícias aos internautas é muito pouco, afinal, para isso existem inúmeros outros sítios. O importante é aproveitar a internet para se desenvolver, para crescer. E é bom começar logo.

A TV e o rádio via internet já são ferramentas utilizadas por vários clubes. No Brasil, o Flamengo e o Corinthians já lançaram seus canais e estão colhendo os frutos. O Náutico já anunciou sua implementação, mas não parece que acontecerá assim tão cedo.

Associar-se pela internet já é uma realidade para muitos clubes. Com isso é possível atrair novos sócios devido à facilidade que se oferece. Mas, além de associar-se, é importante que o sócio possa pagar sua mensalidade pela internet, essa é a melhor forma de manter seus sócios em dia, tão importante quanto conquistar novos associados.

Comprar ingressos. Infelizmente, pouquíssimos clubes oferecem ao torcedor a possibilidade de adquirir ingressos on-line. Seria uma excelente iniciativa, capaz de aumentar o número de torcedores nos estádios, diminuir as filas e melhorar o atendimento. Assim como acontece em alguns shows e eventos, o torcedor compraria seu ingresso no site, imprimiria o comprovante e retiraria seu bilhete no estádio no dia do jogo.

Marketing na internet já não é novidade. Mas, não estou falando de emails “spam” ou panfletagem on-line. A internet oferece canais interessantíssimos para que o clube possa divulgar ações e fortalecer a marca. O youtube, por exemplo, já está sendo invadido por marcas esportivas e clubes de futebol que usam esta “TV” para divulgar seus produtos.

Há tempos que as empresas investem em ações na rede. Quem tem um mínimo de visão já percebeu há muito tempo a importância da internet. Mas, no futebol brasileiro ainda falta muita visão, ainda falta profissionalismo, ainda falta muita competência. A hora de abrir os olhos para a modernidade, a tecnologia e a nova realidade (a virtual) já chegou, é bom correr para não ser o último a cruzar a linha que divide o passado e o futuro.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Atlético-PR: Sócios via internet.

O Atlético do Paraná tem um objetivo ousado: preencher todo estádio da Arena da Baixada com sócios até o fim do ano. E para isso o clube usa a internet como ferramenta. Depois de um "bug" que atrapalhou a adesão pela internet, o clube volta a investir nesta ferramenta. E o objetivo audacioso não é sonho, é meta mesmo.

Para se ter uma idéia da força desta campanha e do poder da internet, o clube, em seis meses, aumentou o quadro de associados de 3 mil para 18 mil. Se continuar com esse ritmo o clube deve mesmo atingir seu objetivo. Além de se associar, o torcedor pode comprar ingresso no site e ainda tem a possibilidade de escolher seu assento. A meta é preencher todo o estádio com sócios e ter, já em 2009, uma lista de espera.

Excelente iniciativa do Atlético, digna de ser copiada pelos clubes brasileiros, que até hoje ainda não despertaram para as maravilhas da internet. A compra de ingressos, o pagamento da mensalidade, associar-se e ainda acompanhar uma TV, tudo on-line, é muito interessante e capaz de gerar um bom crescimento aos clubes de futebol.

fonte: http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=10357

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Precisa-se de técnicos.

Neste tempo de Olimpíadas vale a pena deixar o futebol de lado para pensarmos um pouco sobre as outras modalidades esportivas. E é nessa hora que uma pergunta recorrente volta à tona: “como icentivar o esporte no Brasil?”

A resposta mais comum que ouvimos é: “precisamos de estrutura”. A melhor das idéias até agora é investir no desporto escolar. Mas, construir quadras, colocar cestas de basquete ou redes de vôlei na rua não é a solução. O que precisamos é de profissionais qualificados, técnicos especializados.

Ora, nunca seremos uma potência enquanto nossos atletas forem obrigados a treinar fora do país. Nunca seremos um país competitivo enquanto precisarmos de treinadores estrangeiros treinando nossas equipes. De nada adianta investir em estrutura física se não investirmos em estrutura humana.

Minha proposta é que o Ministério dos Esportes crie um programa de bolsas para os técnicos brasileiros estudarem. Precisamos incentivar que os profissionais busquem uma melhor formação, que estudem em outros países, que se tornem mestres e doutores. Depois, esses profissionais retornariam com capacidade para inserir qualidade na formação desportiva do país.

O interessante é que os técnicos são agregadores, para cada treinador formado teremos dezenas de atletas treinando. Além do mais, só os treinadores têm a capacidade de identificar novos talentos e incentivar os jovens a se dedicarem à prática desportiva. Para formar bons atletas precisamos de bons treinadores, isto é fato.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Futebol olímpico.

Você deve estar se perguntando: por que tanta polêmica em relação a estes jogadores que representam a seleção nas Olimpíadas? Por que uma competição tão importante para o mundo esportivo é tão discriminada pelo futebol? Por que os clubes europeus implicam tanto com os Jogos Olímpicos?

Pois é, primeiro, temos que ressaltar isso: se para os outros esportes as Olimpíadas representam o auge, a competição mais importante do mundo, a mais aguardada, a mais disputada, a mais simbólica e a mais sagrada, assim não é para o futebol.

O futebol está acostumado a ser o centro das atenções. Para os brasileiros, por exemplo, a Copa do Mundo é mais importante que as Olimpíadas. E lá em Pequim o futebol é apenas mais uma modalidade. Pior, ainda é uma modalidade discriminada, pois começa antes da abertura e é disputada em outra cidade.

Mas, por que proibir os jogadores de futebol de representarem suas seleções? Ora, na Europa é começo de temporada, alguns clubes já disputam até mesmo as primeiras fases da Liga dos Campeões. Então, para um clube, empregador, que paga os salários deste atleta (e não são baixos), que investe na contratação de reforços (e não é pouco), liberá-los é um prejuízo incalculável.

O grande problema é que as Olimpíadas não batem com o calendário do futebol mundial. Enquanto isso, as competições organizadas pela FIFA são bem pensadas a fim de não prejudicar os clubes (que mesmo assim reclamam). Até os amistosos têm datas pré-estabelecidas. A maioria dos clubes europeus até já cedeu seus atletas este ano para a disputa da Eurocopa.

E no Brasil, nós estamos no meio do Campeonato Brasileiro, por que os clubes liberam tão facilmente? Primeiro porque há pressão da CBF. Segundo, e mais importante, porque os clubes brasileiros reconhecem seu papel no mercado da bola, o de formadores e exportadores de craques. Estes jovens que hoje representam o Brasil em Pequim serão os produtos mais valorizados do mercado, dificilmente retornarão a seus clubes e serão vendidos por uma fortuna.

Parece que o que falta mesmo é espírito olímpico aos futebolistas, mais especificamente aos clubes. Falta inspirar-se naqueles que lutam sem dinheiro, que dão seu sangue e seu suor só para estarem presentes nesta festa. É por isso que os jogadores de futebol se confundem cada vez mais com artistas e menos com atletas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Brasil sem camisa em Pequim.

A Seleção Brasileira não vai mais usar o uniforme oficial em Pequim. Para não prejudicar a candidatura do país a sede das olimpíadas de 2016, o COB pediu e a CBF aceitou. O fato é que o Comitê Olímpico Internacional não admite o escudo de federações nos uniformes, mesmo assim o Brasil jogou a primeira partida (tanto no masculino quanto no feminino) com a camisa oficial, ostentando o escudo da CBF com as cinco estrelas.

Assim, o Brasil deveria usar um uniforme com o escudo do COB, mas a incompatibilidade entre os patrocinadores (nike x olympikus) não deve permitir. Portanto, o que deve acontecer é a improvização de uma bandeira do Brasil no lugar do escudo da CBF, mas o símbolo da nike deve se manter.

A grande polêmica é com certeza em relação ao patrocinador. Na minha visão, o que importa é quem está financiando esta aventura, se a CBF ou o COB. Assim, quem paga deve mostrar o patrocinador, já que é daí que vem o dinheiro. Se a viagem, hospedagem, etc. estão sendo custeadas pela CBF, então, nada mais justo que a nike se mostrar no uniforme. Mas, se o COB está financiando também o futebol, então a olympikus deveria fornecer este material, como faz com todos os outros esportes.

O problema é que a seleção brasileira é uma instituição e "pertence" à CBF. Afinal, qu8em paga o salário de Dunga, comissão técnica e todos os responsáveis, a CBF, com seus patrocinadores, incluindo a nike. E a exclusividade deste contrato impede que o Brasil jogue futebol, como uma seleção, sem o uniforme fabricado por ela.

O que falta ao futebol feminino?

Acredito que todos já sabem do que o futebol feminino precisa: TV, patrocinadores, comeptições, base e ídolos. Agora, o importante é saber como conquistar tudo isso.

O incentivo ao esporte não pode restringir-se apenas à base da formação atlética, feita, normalmente, nas escolas, nem tampouco limitar-se ao patrocínio de atletas olímpicos. O desenvolvimento do desporto obedece a uma linha vertical lógica, com as escolas oferecendo condições para o treinamento dos jovens e com as vitórias dos “profissionais” servindo de exemplos, criando os ídolos que inspirarão os jovens a ingressar no mundo desportivo.

Além de incentivo à prática do esporte nas escolas, o futebol feminino brasileiro precisa de ídolos. Marta, Cristiane e Daniela Alves podem ser as responsáveis por isto. Para que garotas comecem a jogar futebol na escola elas precisam olhar para cima e se espelhar em alguém. Foi assim com o vôlei, que hoje é o segundo esporte dos brasileiros.

Uma boa notícia: o Corinthians está negociando com Cristiane, para que ela defenda o clube após as Olimpíadas. Com a presença da craque o clube espera conseguir retorno com patrocinadores e exposição na mídia. O grande problema é o poder econômico dos clubes europeus, que agora também levam as mulheres.

À CBF só cabe organizar uma competição nacional, com o surgimento das estrelas teremos o interesse da TV e consequentemente dos patrocinadores.

Ciro: o jovem de R$40 milhões.

O Sport assinou um novo contrato com uma jovem promessa, o atacante Ciro. Depois de uma estréia arrasadora, sofrendo um pênalti e marcando um gol, o jogador de 19 anos, que já havia sido artilheiro no campeonato de juniores, começou a ser bastante assediado por empresários dos quatro cantos do país.

O novo contrato prevê uma multa de R$20 milhões para transferências internas e R$40 milhões para clubes estrangeiros. É uma forma de se proteger contra os "gaviões" da bola, que buscam jovens com este perfil para fazerem fortuna. O contrato vai até 2013, o máximo permitido pela lei, e com esta multa não há a possibilidade de um clube brasileiro tirá-lo da Ilha antes disso. Mas, é preciso ficar atento, pois a cada ano a multa diminui (10 % após o primeiro, depois 20%, 40% e 80%), por isso é importante renovar sempre este contrato.

Para o jogador, este novo contrato significa uma mudança radical na sua vida. O garoto que antes recebia cerca de R$4 mil de salário, vai receber agora por volta de R$15 mil. Falta agora investir em sua evolução física e técnica. O garoto precisa se fortalecer, e depois ser colocado em campo, pois só assim ele irá se valorizar e mostrar ao mundo do que é capaz.

O Sport pode ter na mão um produto muito valioso, só precisa cuidar, e não ter medo de vender quando chegar a hora.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Diego e Rafinha liberados para permanecer em Pequim.

Os alemães do Werder Bremen e do Shalke 04 decidiram liberar Diego e Rafinha, respectivamente. Depois da decisão do TAS que obrigava os dois a retornarem a seus clubes, os empregadores resolveram deixar os atletas em Pequim, contanto que a CBF contrate um seguro contra acidentes (lesões). Até agora a CBF ainda não se pronunciou a respeito.

Pelo que parece, os brasileiros devem mesmo disputar os jogos. Pelo visto, venceu a diplomacia. Os clubes tinham suas razões para exigir a volta de seus jogadores, mas a verdade é que isto prejudicaria bastante as relações entre atletas e clubes já que a disputa dos jogos Olímpicos é de suma importância para a carreira do atleta. Melhor para a Seleção Brasileira, que teria muitas dificuldades em substituir os dois atletas.

Marcos Motta comenta decisão do TAS.

O advogado, especialista em Direito Desportivo internacional, comentou, em entrevista ao SporTV, a decisão que obriga os atletas a retornarem a seus clubes. Concordo com o advogado quando se refere aos aspectos financeiros desta decisão. Afinal, os clubes já disputam fases preliminares da Liga dos Campeões da Europa. E os clubes, empregadores desses atletas, têm todo o direito de contar com eles neste momento. Como escrevi no post anterior, o problema é o calendário olímpico, que não está adequado ao calendário do futebol.

Se os atletas insistirem em permanecer na China, configurar-se-á uma quebra de contrato, cabendo uma punição disciplinar aos atletas, além da rescisão do contrato (mas esta medida dificilmente se configura devido ao caráter econômico e patrimonial desses contratos).O Shalke 04, clube de Rafinha, afirmou no site oficial que libera o atleta se a CBF pagar o seguro.

Confira o vídeo:


TAS ordena a volta de Diego e Rafinha para seus clubes.

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, sigla em francês) deu ganho de causa aos clubes contra a FIFA. Segundo o tribunal, não há obrigatoriedade em liberar os atletas para as olimpíadas, mesmo os que têm menos de 23 anos. Mas, o TAS pediu à FIFA e aos clubes que encontrem uma solução amigável.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, ainda negocia com os clubes para que os atletas não sejam obrigados a abandonar os jogos olímpicos. Segundo ele: "A FIFA está surpresa e desapontada com essa decisão, mas a respeitamos. Ainda assim, apelo aos clubes: Deixem seus jogadores participarem dos Jogos Olímpicos. Isso seria um ato solidário em perfeita harmonia com o espírito olímpico. Seria maravilhoso para os jogadores, os torcedores e o jogo em si".

Assim, Rafinha e Diego podem ser obrigados a deixar a Seleção brasileira. Mas a CBF aguarda uma notificação oficial. O mesmo pode acontecer com o argentino Lionel Messi, que deve retornar ao Barcelona.

Uma má notícia para os jogos olímpicos. Infelizmente, os órgãos de administração do esporte não se entendem. Enquanto isso, os clubes, que pagam os salários desses atletas, e já estão disputando competições importantes, só querem fazer valer seus direitos. O grande problema é mesmo a data em que ocorrem as Olimpíadas, conflitando com o calendário do futebol mundial.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mostra o patrocinador!

Quem acompanha os noticiários esportivos já deve ter percebido o estranho "close" que a TV faz no entrevistado. Quando técnicos ou jogadores estão atrás dos microfones, e à frente dos painés publicitários, a câmera tende a focar apenas no rosto de quem fala, deixando os patrocinadores com uma imagem desfocada (quando aparecem).

Pois é, para acabar com isso, o Clube dos 13 firmou um contrato com a Rede Globo, obrigando a emissoara a exibir backdrops e patrocínios de camisas com maior destaque em sua programação. Afinal, esses patrocinadores pagam fortunas aos clubes para que suas marcas tenham visibilidade.

A própria emissora, através de seus comentaristas, vive pedindo mais apoio e patrocínio da iniciativa privada, mas quando é hora de mostrar as marcas desses investidores eles não o fazem. Felizmente essa prática absurda está com os dias contados. Afinal de que adianta ter um painel cheio de marcas se a TV só mostra o rosto dos entrevistados?

Agora, com este acordo, tanto clubes quanto patrocinadores terão mais condições de negociar os contratos. Felizmente, para os atletas, para os clubes e para o próprio esporte, a era do "close up" está chegando ao fim.

Fonte: http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=10115

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Quem lucra?

Os torcedores já devem ter percebido, a maioria dos atletas vendidos nos últimos dias do Brasil para o exterior não rendeu muito aos clubes. Pois é, na maioria dos casos o clube fica com apenas 20%, 50% do valor das transferências. Enquanto isso, de alguma forma, os empresários ficam com uma boa parte desses valores.

Por que isso acontece? Duas formas: na primeira, o clube, quem deveria receber o valor total da multa (transferência), cede uma parte a outro em troca de uma compensação financeira imediata. É o que chamamos de cessão dos direitos econômicos. Assim, quando o clube vender o atleta, esse investidor terá direito a uma percentagem.

A outra forma, bem comum hoje, é quando um jogador, ao assinar contrato, acorda com o clube uma percentagem para si, ou para seu empresário (isto se confunde). O clube aceita ou não, mas aí é a autonomia da vontade, as partes acordam como melhor entenderem.

Então, no primeiro caso o clube, em troca de dinheiro, cede uma parte do “passe” do atleta a um investidor, foi o que aconteceu com Breno do São Paulo. No outro caso, é o próprio atleta, que ao assinar o contrato só cede, por exemplo, 50% ao clube, ficando para si o direito de receber os outros 50% no momento da transferência.

Solução. A mesma de sempre, formar seus próprios jogadores. Quando ele assina o primeiro contrato profissional com o clube formador, não existe essa de percentagem para ele ou para um empresário, a multa é 100% do clube, e este só cede se quiser. Claro, os empresários fazem de tudo para ficar com uma parte, por isso é bom se proteger. A diferença de um jogador formado no clube para um contratado é que este já vem “viciado”, devendo percentagens a vários empresários.

A outra vantagem de formar um atleta é o mecanismo de solidariedade da FIFA. Assim, toda vez que um jogador formado no clube se transferir, o formador terá direito a 5%. Foi o que aconteceu com Ronaldinho Gaúcho, que na transferência do Barcelona para o Milan, rendeu cerca de R$ 2,2 milhões ao Grêmio.

Será que não vale à pena investir em um centro de treinamento? Será que não vale a pena dar chance aos jovens atletas? Acredito que sim. Vejam os bons exemplos (São Paulo, Inter, Grêmio, Santos, Fluminense, Atlético/PR). Os estrangeiros querem comprar, cabe a nós oferecer o melhor produto, e o que nos renderá mais frutos.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Pernambuco exportador.

Na primeira vez que estive no programa Forum Esportivo da Rádio Jornal, estava lá também o técnico Roberto Fernandes. Em um momento eu levantei a questão dos clubes pernambucanos segurarem os atletas para venderem direto ao exterior, sem usar os clubes do sul como intermediários. Roberto discordou, do alto de sua experiência, disse que a realidade do nosso futebol não permitia isso.

Bom, acredito que este seja um pensamento pequeno, e assim ninguém evolui. Agora, vejam a prova de que isto é mesmo possível. Daniel Paulista, do Sport está sendo assediado por um clube da Romenia, que pode chegar a pagar até €1 milhão (R$ 2,7 milhões, aproximadamente). Wellington do Náutico pode ser vendido por € 6 milhões (R$ 14,8 milhões). Agora me digam que não é possível para os clubes pernambucanos serem exportadores.

O grande problema dessas negociações é o percentual que ficaria nos clubes. O Sport tem 50% dos direitos econômicos de Daniel, ele mesmo ficou com os outros 50%. Já o caso de Wellington é mais complicado. Ele está emprestado ao Náutico, que tem direito a 20% da transferência, mas só até julho de 2009. O Internacional detém 40% dos direitos, enquanto os outros 40% ficam com o empresário do atleta.

Impressionante isto que vem acontecendo com o futebol brasileiro. Os jogadores estão sendo desmembrados, o valor da transferência nunca fica no clube, que paga os salários dele, há sempre uma percentagem para fulano, outros tantos por cento para cicrano, e por aí vai. Os empresários deixaram de ser agentes, agora são verdadeiros comerciantes.

A solução é formar os atletas desde os 12 anos, e não ceder direitos econômicos a terceiros. Mas, a realidade dos nossos clubes é difícil, e quem tem visão está aproveitando para lucrar. Quando a gente imagina que a venda de um atleta será boa para os cofres do clube, descobrimos que nunca é tão vantajosa quanto parece. Infelizmente.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Patrocínios na camisa.

Há vários anos, as camisas dos clubes não tinham nomes de patrocinadores estampando-as. Agora, para ter uma boa receita, é imprescindível negociar com bons patrocinadores. A propaganda feita nas camisas dos clubes é uma das maiores fontes de renda das agremiações. A pergunta é: hoje, no mundo do futebol-negócio, há espaço para tradicionalismo? Será que algum clube consegue não se render aos patrocinadores?

Muitos vão lembrar logo do Barcelona. Pois é, o clube catalão não permite patrocinadores na camisa. A marca da Unicef, que estampa o uniforme azul-grená não é um patrocínio, muito pelo contrário, é uma doação do Barça. Mas, é da Espanha que vem o caso que ilustra bem o futebol moderno. O Athletic Bilbao, pela primeira vez na história, acertou acordo com um patrocinador para a sua camisa.

O Athletic Bilbao, clube de 110 anos, assinou com uma empresa petrolífera, que pagará €2 milhões por mês ao clube. A empresa é sediada no país Basco. Por sinal, o clube tem um caráter tão nacionalista que, ainda hoje, só contrata jogadores nascidos no País Basco, nunca um estrangeiro ou um "espanhol" vestiu a camisa do clube. Mas, tradicionalismos à parte, com dinheiro não se brinca.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/espanhol/0,,MUL702021-9845,00.html

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Novo Náutico.

Não estou falando em novas contratações, mas em coisas mais importantes. O Náutico lançou ontem o novo escudo, o novo site (http://www.nautico-pe.com.br/) e uma nova loja. Este tipo de investijmento é importantíssimo para o crescimento econômico do clube.

A nova loja tem 200m2 e estacionamento para 12 carros. São cerca de 300 produtos comercializados, incluindo a nova camisa, com o novo escudo (R$129,90). O Náutico terá direito a 7% do faturamento total das vendas, mais 6% a 12% com os direitos de licenciamento dos produtos, além do aluguel de R$ 4 mil.

O novo site anuncia grandes coisas, a compra de produtos via internet e a TimbuTV. Este tipo de iniciativa é importantíssima, e já não era sem tempo dos clubes pernambucanos começarem a lançar suas TVs. Mas, fontes internas já me informaram que esta TV vai demorar bastante para começar. Sinceramente, a dificuldade é pouca, o que falta é vontade e iniciativa.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Contratar é difícil.

A grande barreira para a contratação de atletas se chama “cláusula penal”. Quem gosta de futebol e acompanha o drama dos clubes brasileiros, especialmente os pernambucanos, na contratação de atletas já deve saber, mais ou menos, do que se trata.

É o seguinte: enquanto um jogador está sob contrato com algum clube, ele só pode se transferir se for paga uma multa: a cláusula penal. Mas, depois que o contrato se encerra, o atleta fica livre para negociar e ir para qualquer clube.

Pois é, esta cláusula é o grande fator que dificulta a contratação de novos jogadores. Para os clubes pernambucanos, que não têm muito dinheiro em caixa, pagar esta multa para contratar atletas é praticamente impossível. Então, como funciona? Ora, na maioria dos casos, os clubes contratam jogadores que já haviam encerrado o contrato, ou então tomam emprestados dos grandes clubes do sul.

Exemplos: Roger do Sport e Wellington do Náutico vieram emprestados, assim, não foi preciso pagar nenhuma multa. Fumagalli já havia encerrado contrato com o clube do Catar, por isso não foi preciso pagar multa. Esta é a situação da maioria dos atletas que estão atuando nos clubes pernambucanos.

Enquanto isso, os bons jogadores, que, normalmente, têm contrato com algum clube, só são liberados com o pagamento desta multa, ou seja, o clube interessado tem que “comprar” o jogador. E, convenhamos, quem tem um bom atleta, especialmente um atacante matador, não vende barato.

Por isso é tão difícil contratar, principalmente no meio da temporada. Não há atletas disponíveis sem contrato, nem clubes dispostos a emprestar de graça um bom jogador. No começo da temporada é mais fácil, porque é quando vencem os contratos e é quando os grandes clubes disponibilizam atletas para empréstimos.

Então, sem dinheiro para pagar a multa, dificilmente os clubes conseguirão contratar bons jogadores. Enquanto isso, lá no sul-maravilha, as condições financeiras são bem diferentes. O Internacional, por exemplo, pagou cerca de U$ 7 milhões por D’Alessandro. Aqui em Pernambuco, pagar milhões por um atleta é, simplesmente, impossível, inviável e irreal.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Espírito olímpico.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, criticou os clubes pela falta de espírito olímpico. A declaração veio na esteira dos últimos eventos, quando clubes como o Barcelona e o Werder Bremen começaram a colocar entraves para a convocação dos atletas, mesmo com menos de 23 anos. Segundo o presidente, a atitude desses clubes é contra o espírito olímpico.

Blatter reconheceu em sua carta que o torneio olímpico de futebol não é tratado pela Fifa como competição oficial, mas nem por isso os clubes devem adotar tal comportamento. "Isto não significa que não há obrigação de ceder [os jogadores]", finalizou.

O futebol ainda é o esporte mais importante do mundo, principalmente em termos financeiros. Os clubes de futebol são empresas com faturamentos incríveis e os campeonatos, principalmente os europeus, são os mais importantes do mundo desportivo. Mas, as Olimpíadas são o maior evento esportivo do planeta.

O espírito olímpico que fala Blatter pode se traduzir no esforço de milhares de atletas em participar dessa competição, atletas sem patrocínios, sem apoio, em modalidades quase desconhecidas, mas que treinam horas a fio e dão o sangue pelo esporte. Que fique o exemplo para os futebolistas, com salários astronômicos e comportamentos esnobes. Mais ainda, que fique o exemplo para os clubes de futebol, de que o espírito olímpico é mais do que uma simples frase do Pierre de Coubertin, é um verdadeiro lema.

fonte: http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=920760

terça-feira, 22 de julho de 2008

Henrique, contratado pelo Barça, vai para a Alemanha.

O zagueiro Henrique, ex-Palmeiras, foi contratado pelo Barcelona da Espanha, mas vai jogar no Bayer Leverkusen da Alemanha. O clube catalão decidiu emprestar o atleta para que ele ganhe mais experiência antes de integrar o grupo. Henrique, antes de tudo, passará por testes no Barça, onde assinará um contrato por cinco anos.

Esta tática é bastante usada pelos grandes clubes europeus, eles contratam os jovens atletas sul-americanos mas colocam-nos em outros clubes para que se adaptem ao futebol europeu e ganhem experiência. Depois de uma temporada na Alemanha, Henrique volará ao Barcelona para cumprir seu contrato.

Henrique, de 21 anos, foi contratado pelo Palmeiras junto ao Coritiba em janeiro por R$6 milhões, depois foi vendido para o Barcelona, em julho, por R$20 milhões.

Fonte: http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=51648

Superstição na camisa.

O Flamengo não quer mais usar a nova camisa da Nike. Mas, desta vez o problema não é judicial. Despois da péssima estréia do uniforme no Campeonato Brasileiro (dois jogos, duas derrotas para Coritiba e Vitória) e da má recepção do modelo pela torcida, parece que a camisa pode mesmo ser aposentada precocemente.

A Nike seguiu seu cronograma, lançando a camisa na época prevista. O contrato entre a fabricante e o clube será cumprido, por determinação da justiça, a contragosto do Flamengo. A camisa relembra a década de 70, época pouco vitoriosa para o rubro-negro mas o uniforme foi aprovado pelo conselho deliberativo do clube.

Mesmo com a aprovação do conselho, muitos criticaram a nova camisa. O vice-presidente de futebol, Kleber leite disse que foi como comprar uma roupa na loja, mas ao chegar em casa ver que não gostou. Mas, sinceramente, a reprovação do clube não é por causa da disputa judicial com a Nike, nem mesmo pela beleza da camisa, é pura superstição. Em time que não vence se mexe, em camisa também.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Jogador leva cartão por entrada violenta em um TORCEDOR.

Na Rússia, o clássico da cidade de Moscou entre Lokomotiv e Spartak ficou marcado por um lance, digamos, inusitado. Um torcedor invadiu o gramado e o meia Kovac, do Spartak, decidiu parar o "lance" com uma entrada desleal no corredor. Além da cena lamentável protagonizada pelo tcheco, o que mais chamou a atenção foi o cartão amarelo que ele recebeu do juiz.

Tudo bem, a entrada foi dura, desleal, se fosse em outro atleta seria digna de cartão mesmo. Mas, a vítima era um torcedor, então não pode ser considerada uma jogada violenta. De qualquer forma, o árbitro agiu bem, afinal, o lance foi, no mínimo, uma conduta anti-desportiva. Pois é, a postura de "fair-play" também deve se estender aos torcedores.

Veja o lance:

Problemas para a seleção olímpica.

Que o Brasil não tem, nem nunca teve, um projeto olímpico para o futebol, isso todo mundo sabe. Mas, o talento dos jovens atletas nacionais sempre gera muita esperança para a conquista da tão sonhada medalha de ouro, o único título que nos falta. E este ano, além da falta de jogos preparatórios, a seleção sofre com a falta de atletas para defender o país.

Os atletas maiores de 23 anos já foram, quase todos, barrados por seus clubes. Sem Kaká e Juan, o técnico Dunga teve que se virar para conseguir atletas, e foi "obrigado" a convocar Ronaldinho, até uma boa notícia, não fosse os 4 meses de inatividade. Perdeu Diego, barrado pelo Werder Bremen, e agora Robinho, com uma lesão no púbis.

A grande questão é: por que não convocar mais atletas que atuem no Brasil? Primeiro, os jogadores "europeus" estão entre temporadas, ou seja, fora de forma, enquanto os "brasileiros" estão no auge da forma física. Os clubes europeus não querem liberar os atletas, já os brasileiros reclamam, mas não barram, porque sabem a valorização que terão seus atletas para futuras vendas. Então, por que insistir nos jogadores que estão atuando na Europa, será que são tão melhores assim? Eu duvido.

Agora, o técnico Dunga, que já está na "corda bamba", vai penar para montar um time de verdade e buscar o título. Este pode ser o último campeonato do treinador. De qualquer forma, ficamos na torcida, independente do treinador e dos atletas, a seleção ainda é a representação da pátria.

Postagem nº 400.

O Extracampo chega à 400ª postagem, trazendo para vocês as melhores matérias sobre o mundo do futebol fora das quatro linhas. Seja com matérias inéditas, seja comentando as notícias, o blog aborda os assuntos futebolísticos sempre com o foco no profissionalismo. O futebol brasileiro cresce a cada dia, e novos profissionais surgem para qualificar o esporte. Cursos de gestão, direito, marketing, afloram por todo o país. Em breve esses profissionais estarão no comando dos nossos clubes.

Até que se atinja o tão sonhado profissionalismo, o Extracampo estará aqui, para denunciar a estupidez e as mal-práticas dos dirigentes e, claro, elogiando tudo que se faz de bom no nosso país.

Abraço aos leitores.

sábado, 19 de julho de 2008

Vasco: demissões para enxugar despesas.

O Vasco anunciou uma vassourada em São Januário, demitiu 14 pessoas, nenhum atleta. Entre os demitidos estavam, nada mais nada menos do que, 6 fisioterapeutas. Deixaram o clube, superintendente, supervisor, preparador físico, dentre eles alguns nomes conhecidos, como Toninho Oliveira, Paulo Angioni e Cláudio Coutinho.

A nova gestão do Vasco, encabeçada pelo presidente Roberto Dinamite, começa o mandato com uma faxina geral. O dirigente reclama do déficit nos cofres do clube, já que a antiga direção havia antecipado várias verbas, como as cotas de televisionamento. E é assim que se começa uma gestão responsável, diminuindo os custos para o mínimo necessário.

Afinal, para que 6 fisioterapeutas (só os demitidos, sem contar os que ficaram)? Muito boa é a observação de Marcelo Donato do Blog "Além do jogo" (alemdojogo.com): "É certo que a profissionalização é um bem, mas para que o Vasco precisava de um auxiliar técnico, um coordenador, um supervisor e um superintendente?"

Boa sorte ao novo presidente, que terá muito trabalho para tirar o Vasco da "era Eurico" e levá-lo ao novo futebol profissional. Pelo menos, parece estar no caminho certo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O imediatismo do futebol.

A palavra estabilidade não existe no vocabulário do futebol brasileiro. Para os dirigentes, e para os torcedores também, o que importa é a próxima vitória, é o campeonato em disputa, são os resultados imediatos. Não há, no futebol brasileiro, principalmente no pernambucano, planejamento a longo prazo.

Mas, o que seria um planejamento a longo prazo? É investir em estrutura, categoria de base, marketing, profissionais qualificados. E não investir toda a verba no time de futebol. Esses atletas que defendem as cores de nossos amados clubes estão só de passagem, a maioria nem tem contrato por mais de dois anos.

Os clubes, em busca do resultado positivo, acabam investindo mais do que podem e criam equipes inviáveis financeiramente. Um clube que mantém a contabilidade sob controle, mas não vence o campeonato, tem possibilidade de evoluir, fortalecer-se e, no futuro, montar equipes mais fortes.

O grande problema é a pressão da torcida. Em clubes de massa é muito mais difícil ter uma gestão controlada, porque o imediatismo impera. As exigências da torcida fazem com que os clubes gastem mais do que podem e deixem de investir em áreas essenciais para o crescimento.

A venda de atletas, por exemplo, é um recurso dos clubes para ganhar dinheiro imediatamente. Mas, um clube forte, bem administrado, pode segurar seus melhores atletas e fortalecer sua equipe. A boa administração busca receitas alternativas e investe no crescimento da instituição.Infelizmente, essa cultura imediatista só atrasa o crescimento econômico dos clubes.

Mas, para o torcedor, enquanto as vitórias estiverem vindo, pouco importa se as dívidas estejam se acumulando.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Leandro Machado se aposenta.

O jogador saiu machucado de campo ontem à noite, mais uma vez, e precisaria passar por uma cirurgia no ligamento cruzado do joelho para continuar jogando. Por isso, o atacante decidiu parar de jogar. Leandro já tem mais de trinta anos, já conquistou sua estabilidade financeira e não precisa mais continuar. Além do mais, o atleta já não conseguia contribuir tanto para o grupo. Leandro começou bem no Sport e parecia ser o homem-gol que a torcida desejava, mas as constantes lesões e a fraca resistência física dificultaram bastante.

A decisão pegou muita gente de surpresa, mas demonstoru muita sensatez do atleta. Com certeza foi uma decisão corajosa. Anunciar a aposentadoria nunca é fácil, principalmente para os jogadores de futebol. Agora o Sport vai correr atrás de um outro atacante para substituí-lo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Grêmio lucra com a venda de Ronaldinho.

Para aqueles que ainda não acreditam na formação de atletas, vai aí um bom exemplo. O Grêmio, clube onde Ronaldinho foi formado, terá direito a receber 4% da verba paga pelo Milan ao Barcelona, de acordo com o mecanismo de solidariedade da FIFA. Pela regra, o clube formador recebe até 5% de qualquer transferência do atleta.

Como a formação, de acordo com o estatuto da FIFA, se desenrola entre os 12 e os 23 anos, o clube só receberia integralmente os 5% se o atleta ficasse todo esse período. Ronaldinho foi vendido ao PSG aos 21 anos, então, o clube francês terá direito a 1% e o Grêmio 4%. O clube gaúcho deve lucrar cerca de €850 mil (aproximadamente R$ 2,2 milhões).

Receber uma verba assim tão atrativa, sem nenhum esforço, só por ter formado o atleta, é algo excelente. Que sirva de exemplo para os outros clubes brasileiros. Formar atletas ainda vale a pena, o importante é manter o rastreamento, para que não se perca nenhuma transferência, o que pode gerar muitos lucros aos clubes brasileiros.

Em homenagem, aí vai um vídeo com os melhores momentos de Ronaldinho com a camisa do tricolor gaúcho:


Camisa relâmpago.

O Milan acaba de contratar Ronaldinho Gaúcho e o departamento de marketing agiu rápido. Menos de 24h depois da contratação, o site do clube já colocou em pré-venda a camisa do craque. O torcedor pode encomendar o uniforme, ainda sem número definido, com o nome de Ronaldinho gravado nas costas. Os preços variam entre €70 e €90, sem frete, e a camisa deverá estar disponível já na próxima semana.

Enquanto isso, no Brasil, o Sport, campeão da Copa do Brasil, anunciou que lançaria uma camisa comemorativa do título. E mais de um mês depois, os torcedores ainda não viram a cor dessa camisa. Pelo menos no site oficial, nada. O título passou, a euforia da torcida esfriou e outro campeonato já chama atenção. O Sport perdeu uma grande oportunidade de lucrar. Acredito que a camisa ainda possa vender, mas nem perto do quanto venderia se houvesse sido lançada com mais agilidade.

Enquanto o rubro-negro de Milão dá exemplos de agilidade no marketing, o rubro-negro pernambucano dá exemplo de lentidão e amadorismo.

Escravos da bola.

Há alguns anos existia um instituto que aprisionava os atletas, que os rebaixava de pessoas a meras propriedades, era o "passe". Mas, o acórdão Bosman, na Europa, deu início ao seu fim. No Brasil, a Lei 9.615/98 (Lei Pelé) apenas decretou o que fatalmente ocorreria, pois já haviam decisões da justiça liberando atletas, concedendo "passe livre" e julgando inconstitucional a sua existência.

O "passe" acabou, agora o que prende os atletas aos clubes é o contrato, o que evita a sua saída é a multa. Mesmo assim, há quem considere o atual sistema de transferências uma "escravidão moderna". Quem disse isso foi o próprio presidente da Fifa, Joseph Blatter, analisando a transferência de Cristiano Ronaldo do Manchester para o Real Madrid. Segundo ele: "existe muito de escravidão moderna no mundo do futebol quando o assunto é a transferência de jogadores".

Pelé, em uma entrevista, criticou a posição de Blatter, o Rei afirmou que: "Você é um escravo, se trabalha sem contrato, ou se não pagam você". Mas, a grande questão em debate são os altos valores das multas estipuladas em contrato. Muitos criticam estas cláusulas e as julgam uma forma de aprisionamento. Mas, o fato é que essa multa é proporcional ao salário do atleta, mas as fortunas que eles recebem todo mês não são alvos de críticas.

Contratos são feitos para serem cumpridos, as multas estão lá para garantir isso. Os atletas têm autonomia na vontade, assinam se quiserem, pelo tempo que for acertado. O que não pode é ficar reclamando porque não quer cumprir o contrato e quer mudar de clube. Sinceramente, escravidão era lei do passe, o que existe hoje é a lei do mercado, e essa ninguém revoga.