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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Naming rights

"Naming rights". Você sabe o que é isso? É o direito que um patrocinador adquire para dar o seu nome a um estádio ou uma competição. Esta é uma nova forma de arrecadação para clubes e federações. Este tipo de patrocínio já está presente em diversos países, e vem se desenvolvendo no Brasil.

Barclay's Premiere League (Inglaterra);
Serie A Tim (Itália);
Liga BBVA (Espanha);
Liga Sagres (Portugal).

No Brasil, clubes como o Atlético-PR já haviam acordado para esta fonte de renda, quando deu ao seu estádio o nome Kyocera Arena. O Botafogo, por exemplo, já começou a chamar seu estádio de Olímpico e não de João Havelange, para que possa vender o "naming rights" no futuro.

O Campeonato Brasileiro deve ter um novo nome no próximo ano. O Banco do Brasil queria, mas foi vetado pela Globo, que é patrocinada pelo Itaú. Agora, o nome mais cotado parece ser da Ipiranga. Mas, a CBF não deve parar por aí, ainda é possível negociar o nome da Copa do Brasil. Em breve as federações começarão a negociar os nomes dos campeonatos estaduais também.

A maioria dos clubes não acordou para esta fonte de renda ainda, mas está na hora. Quem sabe na Copa do Mundo 2014, com investimento privado nos estádios, as novas arenas terão o nome dos patrocinadores.

Sport investe na Timemania

O Sport goleou o Figueirense neste domingo e subiu para a 8ª posição na tabela. Mas, extra campo, na tabela da Timemania, o clube é apenas o 16º. Para subir na tabela das apostas o clube investiu em ações de marketing. No jogo deste domingo já foi estampada a marca da Timemania no calção.

Mas, as ações do clube não param por aí. Kassio, Carlinhos Bala e Ciro gravaram um comercial para a TV. Na Ilha do Retiro serão afixados cartazes e distribuídas cartelas de aposta. Até mesmo a loja do clube presenteará os compradores com apostas.

Parabéns aos diretores do clube. É sempre interessante buscar novas fontes de renda. A Timemania já existe, basta ser melhor aproveitada, é isso que pretende o Sport com estas ações. Apesar de ainda não ser uma fonte de renda, já que ela é usada para pagar as dívidas com a União, a Timemania irá gerar, quando estiverem saldadas as dívidas, uma escelente renda para o clube. Mas, para que isto aconteça, é preciso incentivar os torcedores.

O torcedor que quer contribuir com o clube, além de ir aos jogos, associar-se ao clube ou comprar produtos, pode fazer uma aposta na Timemania. E ainda corre o risco de ganhar e ficar rico, então, parece ser uma boa idéia mesmo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O G4 do futebol brasileiro.

Acesse http://www.extracampo.com/ e confira o novo site.

Botafogo, Corinthians, Flamengo e São Paulo se uniram para formar um grupo que visa discutir as questões desportivas. O grande objetivo do grupo é melhorar os resultados econômicos. Os quatro, e mais outros que devem se unir ao grupo no futuro, discutirão temas como os direitos de marketing, publicidade, captação, exibição e transmissão de jogos.

A intenção, ao que parece, é dar aos clubes mais força e inteligência nas negociações. Unidos, os clubes terão mais condições de conquistar melhorias e avanços no mundo desportivo, especialmente nos negócios do futebol. Este grupo deve debater as questões relativas ao extra campo, e o grupo levará estas discussões ao Clube dos 13 e à CBF.

O G4, ou G "quantos forem", será uma voz forte no cenário nacional e suas determinações devem guiar outros clubes e determinar a forma de fazer negócios no futebol brasileiro. Afinal, vejam os clubes que fazem parte desse grupo, as duas maiores torcidas do país (Flamengo e Corinthians), o clube mais profissional do Brasil (São Paulo) e um clube que melhora seus rendimentos a cada dia, graças ao trabalho fora do campo (Botafogo).

Confira a "Declaração do Morumbi" em: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Sao_Paulo/0,,MUL757159-9875,00-SAO+PAULO+TIMAO+FLA+E+BOTA+SE+UNEM+PARA+DEFENDER+INTERESSES+EM+COMUM.html

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Petrobrás desiste do Vitória, culpa do Bahia.


A Petrobrás havia feito uma proposta bastante interessante ao Vitória. A empresa pagaria cerca de 4,6 milhões por três anos de contrato. A idéia da estatal era ter cerca de mil ingressos de camarote por jogo para ser usado em campanhas promocionais com seus clientes, além disso haveria a exposição da marca em pontos estratégicos do estádio, como no placar.

Mas, o acordo não saiu porque o Bahia se recusou a jogar no estádio do Barradão. A empresa estatal queria que os dois times jogassem no estádio, o que aumentaria bastante a exposição da marca e o retorno do investimento. Mas, o tricolor não aceitou e deve continuar mandando seus jogos em Feira de Santana (onde joga desde a interdição da Fonte Nova).

Há um tempo o Bahia teria tentado jogar no estádio do rival, mas não houve acordo entre as diretorias. Agora que há dinheiro, e muito, envolvido estão querendo acordo. O Bahia tentou lucrar alguma coisa com a mudança, mas não se acertou com o Vitória. Por isso, sem o Bahia no Barradão, a Petrobrás desistiu do acordo, pior para o Vitória.

É impressionante a rivalidade entre clubes da mesma cidade, é mais impressionante ainda ver como esta rivalidade afeta os próprios clubes e como esta implicância mútua acaba prejudicando ambos. O que fica porém é a idéia, excelente iniciativa da Petrobrás, que esperamos seja desenvolvida no futuro, na Bahia ou em qualquer outro estado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

TV Cruzeiro.

O Cruzeiro lançou nesta terça-feira a sua TV, que funciona no site do clube (http://www.cruzeiro.com.br/). Diferente de algumas outras TVs de clubes via internet, a da Raposa é gratuita, basta se cadastrar no site. O presidente do clube, Alvimar Perrella, justifica a demora dizendo que: "Queríamos algo de qualidade, por isso avaliamos nossos concorrentes para não repetir seus erros".

Este tipo de recurso já é bem usado na Europa. Mas, lá há canais de TV de verdade também, não só via internet. No Brasil ainda estamos caminhando, a internet é o primeiro passo, a TV a cabo é o segundo. Mas, eu gostaria de testar a audiência deste tipo mídia.

Enquete:
TV do seu clube.
a. meu clube não tem TV.
b. Tem mas não assisto porque tem que pagar.
c. Tem mas não assisto apesar de gratuita.
d. Tem, eu assisto e pago.
e. Tem, eu assisto de graça.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A trajetória meteórica do Ulbra-RO.

O Ulbra Ji-Paraná, time profissional da Universidade Luterana do Brasil em Rondônia, teve uma curta porém vitoriosa história de vida. O time fundado há quatro anos foi campeão da segunda divisão estadual na estréia, depois foi campeão estadual da primeira divisão nos três anos seguintes.

Os pernambucanos conhecem o Ulbra da vitória sobre o Santa CRuz na Copa do Brasil 2008. Mas, apesar da trajetória super vitoriosa do time, os dirigentes da Universidade viram que o futebol profissional, na verdade, não estava valendo a pena. Financeiramente, apesar dos títulos, o futebol não teve o sucesso esperado. Por isso, a Universidade resolveu licenciar o time do campeonato.

É possível que o time volte às disputas, mas também é possível que a história do Ulbra Ji-Paraná tenha chegado ao fim. Apesar de curta, a história do Ulbra é de um clube vitorioso, com 4 títulos em 4 anos o time é um dos mais vitoriosos do futebol, ao menos proporcionalmente.

Leia a nota oficial do clube que conta a breve e vitoriosa história do Sport Club Ulbra JI-Paraná: http://www.ulbrajp.edu.br/sculbra/

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Liverpool contrata jovem pelo YouTube.

Que a maioria dos jogadores hoje em dia possuem DVDs com uma edição dos seus melhores momentos, isso já não é novidade, que os clubes assistem aos vídeos para buscar atletas tudo bem, mas o que impressiona é como esta ferramenta tem sido importante.

Interessante é o caso do Salgueiro, de Pernambuco, que contratou um time completo de jogadores através das imagens dos DVDs assistidos pelo técnico. Hoje os clubes recebem centenas de vídeos de atletas, mas poucos mostram se o jogador é mesmo bom. A melhor estratégia é analisar o vídeo depois enviar alguém para observar o atleta pessoalmente.

Agora, interessante mesmo é o caso do jogador Vitor Flora, do Botafogo de Ribeirão Preto. O atleta colocou seu vídeo no YouTube, e não é que alguém do Liverpool viu e gostou. Pois é, por causa das imagens o jovem Vitor Flora, de apenas 18 anos, foi contratado pelo clube inglês. O astro da internet tem cidadania italiana (o que facilita a contratação) e foi indicado pelo técnico Rafa Benítez. Ele deve se juntar ao time B do Liverpool.

Detalhe, o atleta não tinha mais vínculo com o clube paulista, por isso o Liverpool não precisou desembolsar nenhum centavo. Uma pena para o clube e para o futebol brasileiro. Uma coisa é perder os atletas para grandes clubes europeus que pagam uma fortuna, outra coisa é deixar ir embora de graça os nossos talentos. É bom ficar esperto.

Confira o vídeo premiado do garoto:

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Traffic investe na formação.

A empresa Traffic, da qual nos referimos no post anterior, a maior investidora em direitos econômicos de atletas no Brasil, decidiu formar seus próprios jogadores. Aliada a Carlos Alberto Parreira, a empresa pretende construir de cinco a dez centros de treinamento espalhados pelo país.

O investimento é alto, cerca de R$16 milhões, mais um custo anual de R$5 milhões em manutenção de equipamentos e pessoal qualificado. A empresa irá mudar a forma de atuação no mercado, em vez de investir em atletas profissionais, revelarão seus próprios craques nos CTs. Mas, o proprietário da Traffic, J. Hawilla, acredita que será preciso encaixar os atletas em clubes de ponta para conseguir uma boa transferência internacional, segundo ele, os atletas precisam ganhar uma musculatura profissional.

O projeto é ambicioso, segundo J. Hawilla em entrevista à Máquina do Esporte: "A gente estudou durante muito tempo e chegou à conclusão que esse é o melhor modelo de atuação de uma empresa no futebol. Nós vamos ter uma estrutura do nível dos grandes clubes europeus e de alguns poucos brasileiros, e queremos fazer um trabalho melhor que o deles".

Sinceramente, eu gostei da idéia. Agora, a Traffic poderá investir onde muitos clubes não investem, na formação dos atletas. E tenho certeza que o lucro deles será ainda maior, já que terão uma parcela maior dos direitos econômicos dos atletas, além de receberem a compensação por formação e o mecanismo de solidariedade da FIFA.

Esse pessoal tem visão.

Fonte: http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=10505

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Direitos Econômicos

A polêmica sobre a cessão de direitos econômicos de jogadores de futebol no Brasil chega ao The New York Times. O texto fala da Traffic, que segundo o jornal, "está comprando o contrato de vários jovens jogadores de futebol do Brasil". A publicação alerta também para a questionabilidade destes acordos, já que são condenados pela FIFA.

A Traffic compra dos clubes o direito a uma compensação financeira quando da venda destes atletas. Na teoria, uma transação perfeitamente legal. Porém, a FIFA proíbe que os clubes firmem que concedam poderes a terceiros sobre as transferências dos atletas, a independência, as políticas ou a performance dos times.

Para estar dentro das normas da federação, os investidores não podem ter poder de decisão, cabendo ao clube decidir pela transferência ou não do atleta. Na teoria, o investidor só teria o direito de receber a compensação, nem sequer de negociá-la. Mas, não é o que vem acontecendo no Brasil.

O http://www.extracampo.com/ alertou para o caso do meia Thiago Neves desde 5 de outubro de 2007, desde lá foram 11 posts sobre o atleta e os investimentos no futebol. Veja todos: http://extracampo.blogspot.com/search?q=thiago+neves.

Agora, com a saída do meia do Fluminense para o Hamburgo da Alemanha, vimos como os investidores tinham poder sobre ele, e como o clube Brasileiro ficou nas negociações. É isso que a FIFA proíbe, mas é isto que vem acontecendo no Brasil. E além da Traffic e do Grupo Sonda, citados na matéria do jornal americano, vários investidores começam a abrir os olhos para o mercado.

O grande problema do Brasil é que a venda de jogadores é uma das principais fontes de renda dos clubes, que no desespero, para antecipar as receitas cedem os direitos que têm sobre estes atletas. E a matéria lembra muito bem, que "sem investimentos externos muitos clubes brasileiros fracassariam financeiramente". E é por isso que apesar da FIFA proibir, no Brasil pode.

Se você lê em inglês, vale a pena conferir a matéria do The New York Times na íntegra: http://www.nytimes.com/2008/07/19/business/19soccer.html?pagewanted=1&_r=1&hp

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Garotada em campo = investimento.

O São Paulo vai colocar em campo nesta quarta-feira um time repleto de jovens. Privilegiando a disputa do Campeonato Brasileiro, o tricolor usa a Copa Sul-Americana para dar experiência aos atletas. Claro que o time quer vencer, mas esta é mesmo uma excelente oportunidade de lançar as promessas no mercado.

Para Muricy Ramalho: "Seria uma chance de dar mais bagagem aos meninos, o que é bom também para o clube". O técnico tira a pressão dos atletas e revela o plano da diretoria: "Eles só precisam ir lá e jogar, mais nada. A diretoria determinou que quer usar o torneio para revelar jogadores. É o que estamos fazendo."

Mais uma mostra de profissionalismo. O São Paulo gasta pouco com contratação de atletas porque fabrica em casa e o clube lucra com a venda de atletas porque os põe no mercado. Por isso é tão importante colocar os jovens em campo, para que ganhem experiência e possam integrar o grupo principal no futuro e para que sejam expostos no mercado da bola. Alguns serão titulares no futuro, otros serão vendidos antes disso.

De nada adianta formar atletas se o clube não os põe para jogar, que fique o exemplo para os demais clubes do Brasil. É atuando que os atletas se revelam para o próprio clube e para os edmais interessados.

Fonte: http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp231601,0.htm

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Atlético-PR: Sócios via internet.

O Atlético do Paraná tem um objetivo ousado: preencher todo estádio da Arena da Baixada com sócios até o fim do ano. E para isso o clube usa a internet como ferramenta. Depois de um "bug" que atrapalhou a adesão pela internet, o clube volta a investir nesta ferramenta. E o objetivo audacioso não é sonho, é meta mesmo.

Para se ter uma idéia da força desta campanha e do poder da internet, o clube, em seis meses, aumentou o quadro de associados de 3 mil para 18 mil. Se continuar com esse ritmo o clube deve mesmo atingir seu objetivo. Além de se associar, o torcedor pode comprar ingresso no site e ainda tem a possibilidade de escolher seu assento. A meta é preencher todo o estádio com sócios e ter, já em 2009, uma lista de espera.

Excelente iniciativa do Atlético, digna de ser copiada pelos clubes brasileiros, que até hoje ainda não despertaram para as maravilhas da internet. A compra de ingressos, o pagamento da mensalidade, associar-se e ainda acompanhar uma TV, tudo on-line, é muito interessante e capaz de gerar um bom crescimento aos clubes de futebol.

fonte: http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=10357

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Brasil sem camisa em Pequim.

A Seleção Brasileira não vai mais usar o uniforme oficial em Pequim. Para não prejudicar a candidatura do país a sede das olimpíadas de 2016, o COB pediu e a CBF aceitou. O fato é que o Comitê Olímpico Internacional não admite o escudo de federações nos uniformes, mesmo assim o Brasil jogou a primeira partida (tanto no masculino quanto no feminino) com a camisa oficial, ostentando o escudo da CBF com as cinco estrelas.

Assim, o Brasil deveria usar um uniforme com o escudo do COB, mas a incompatibilidade entre os patrocinadores (nike x olympikus) não deve permitir. Portanto, o que deve acontecer é a improvização de uma bandeira do Brasil no lugar do escudo da CBF, mas o símbolo da nike deve se manter.

A grande polêmica é com certeza em relação ao patrocinador. Na minha visão, o que importa é quem está financiando esta aventura, se a CBF ou o COB. Assim, quem paga deve mostrar o patrocinador, já que é daí que vem o dinheiro. Se a viagem, hospedagem, etc. estão sendo custeadas pela CBF, então, nada mais justo que a nike se mostrar no uniforme. Mas, se o COB está financiando também o futebol, então a olympikus deveria fornecer este material, como faz com todos os outros esportes.

O problema é que a seleção brasileira é uma instituição e "pertence" à CBF. Afinal, qu8em paga o salário de Dunga, comissão técnica e todos os responsáveis, a CBF, com seus patrocinadores, incluindo a nike. E a exclusividade deste contrato impede que o Brasil jogue futebol, como uma seleção, sem o uniforme fabricado por ela.

Ciro: o jovem de R$40 milhões.

O Sport assinou um novo contrato com uma jovem promessa, o atacante Ciro. Depois de uma estréia arrasadora, sofrendo um pênalti e marcando um gol, o jogador de 19 anos, que já havia sido artilheiro no campeonato de juniores, começou a ser bastante assediado por empresários dos quatro cantos do país.

O novo contrato prevê uma multa de R$20 milhões para transferências internas e R$40 milhões para clubes estrangeiros. É uma forma de se proteger contra os "gaviões" da bola, que buscam jovens com este perfil para fazerem fortuna. O contrato vai até 2013, o máximo permitido pela lei, e com esta multa não há a possibilidade de um clube brasileiro tirá-lo da Ilha antes disso. Mas, é preciso ficar atento, pois a cada ano a multa diminui (10 % após o primeiro, depois 20%, 40% e 80%), por isso é importante renovar sempre este contrato.

Para o jogador, este novo contrato significa uma mudança radical na sua vida. O garoto que antes recebia cerca de R$4 mil de salário, vai receber agora por volta de R$15 mil. Falta agora investir em sua evolução física e técnica. O garoto precisa se fortalecer, e depois ser colocado em campo, pois só assim ele irá se valorizar e mostrar ao mundo do que é capaz.

O Sport pode ter na mão um produto muito valioso, só precisa cuidar, e não ter medo de vender quando chegar a hora.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mostra o patrocinador!

Quem acompanha os noticiários esportivos já deve ter percebido o estranho "close" que a TV faz no entrevistado. Quando técnicos ou jogadores estão atrás dos microfones, e à frente dos painés publicitários, a câmera tende a focar apenas no rosto de quem fala, deixando os patrocinadores com uma imagem desfocada (quando aparecem).

Pois é, para acabar com isso, o Clube dos 13 firmou um contrato com a Rede Globo, obrigando a emissoara a exibir backdrops e patrocínios de camisas com maior destaque em sua programação. Afinal, esses patrocinadores pagam fortunas aos clubes para que suas marcas tenham visibilidade.

A própria emissora, através de seus comentaristas, vive pedindo mais apoio e patrocínio da iniciativa privada, mas quando é hora de mostrar as marcas desses investidores eles não o fazem. Felizmente essa prática absurda está com os dias contados. Afinal de que adianta ter um painel cheio de marcas se a TV só mostra o rosto dos entrevistados?

Agora, com este acordo, tanto clubes quanto patrocinadores terão mais condições de negociar os contratos. Felizmente, para os atletas, para os clubes e para o próprio esporte, a era do "close up" está chegando ao fim.

Fonte: http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=10115

terça-feira, 29 de julho de 2008

Pernambuco exportador.

Na primeira vez que estive no programa Forum Esportivo da Rádio Jornal, estava lá também o técnico Roberto Fernandes. Em um momento eu levantei a questão dos clubes pernambucanos segurarem os atletas para venderem direto ao exterior, sem usar os clubes do sul como intermediários. Roberto discordou, do alto de sua experiência, disse que a realidade do nosso futebol não permitia isso.

Bom, acredito que este seja um pensamento pequeno, e assim ninguém evolui. Agora, vejam a prova de que isto é mesmo possível. Daniel Paulista, do Sport está sendo assediado por um clube da Romenia, que pode chegar a pagar até €1 milhão (R$ 2,7 milhões, aproximadamente). Wellington do Náutico pode ser vendido por € 6 milhões (R$ 14,8 milhões). Agora me digam que não é possível para os clubes pernambucanos serem exportadores.

O grande problema dessas negociações é o percentual que ficaria nos clubes. O Sport tem 50% dos direitos econômicos de Daniel, ele mesmo ficou com os outros 50%. Já o caso de Wellington é mais complicado. Ele está emprestado ao Náutico, que tem direito a 20% da transferência, mas só até julho de 2009. O Internacional detém 40% dos direitos, enquanto os outros 40% ficam com o empresário do atleta.

Impressionante isto que vem acontecendo com o futebol brasileiro. Os jogadores estão sendo desmembrados, o valor da transferência nunca fica no clube, que paga os salários dele, há sempre uma percentagem para fulano, outros tantos por cento para cicrano, e por aí vai. Os empresários deixaram de ser agentes, agora são verdadeiros comerciantes.

A solução é formar os atletas desde os 12 anos, e não ceder direitos econômicos a terceiros. Mas, a realidade dos nossos clubes é difícil, e quem tem visão está aproveitando para lucrar. Quando a gente imagina que a venda de um atleta será boa para os cofres do clube, descobrimos que nunca é tão vantajosa quanto parece. Infelizmente.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Patrocínios na camisa.

Há vários anos, as camisas dos clubes não tinham nomes de patrocinadores estampando-as. Agora, para ter uma boa receita, é imprescindível negociar com bons patrocinadores. A propaganda feita nas camisas dos clubes é uma das maiores fontes de renda das agremiações. A pergunta é: hoje, no mundo do futebol-negócio, há espaço para tradicionalismo? Será que algum clube consegue não se render aos patrocinadores?

Muitos vão lembrar logo do Barcelona. Pois é, o clube catalão não permite patrocinadores na camisa. A marca da Unicef, que estampa o uniforme azul-grená não é um patrocínio, muito pelo contrário, é uma doação do Barça. Mas, é da Espanha que vem o caso que ilustra bem o futebol moderno. O Athletic Bilbao, pela primeira vez na história, acertou acordo com um patrocinador para a sua camisa.

O Athletic Bilbao, clube de 110 anos, assinou com uma empresa petrolífera, que pagará €2 milhões por mês ao clube. A empresa é sediada no país Basco. Por sinal, o clube tem um caráter tão nacionalista que, ainda hoje, só contrata jogadores nascidos no País Basco, nunca um estrangeiro ou um "espanhol" vestiu a camisa do clube. Mas, tradicionalismos à parte, com dinheiro não se brinca.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/espanhol/0,,MUL702021-9845,00.html

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Novo Náutico.

Não estou falando em novas contratações, mas em coisas mais importantes. O Náutico lançou ontem o novo escudo, o novo site (http://www.nautico-pe.com.br/) e uma nova loja. Este tipo de investijmento é importantíssimo para o crescimento econômico do clube.

A nova loja tem 200m2 e estacionamento para 12 carros. São cerca de 300 produtos comercializados, incluindo a nova camisa, com o novo escudo (R$129,90). O Náutico terá direito a 7% do faturamento total das vendas, mais 6% a 12% com os direitos de licenciamento dos produtos, além do aluguel de R$ 4 mil.

O novo site anuncia grandes coisas, a compra de produtos via internet e a TimbuTV. Este tipo de iniciativa é importantíssima, e já não era sem tempo dos clubes pernambucanos começarem a lançar suas TVs. Mas, fontes internas já me informaram que esta TV vai demorar bastante para começar. Sinceramente, a dificuldade é pouca, o que falta é vontade e iniciativa.

sábado, 19 de julho de 2008

Vasco: demissões para enxugar despesas.

O Vasco anunciou uma vassourada em São Januário, demitiu 14 pessoas, nenhum atleta. Entre os demitidos estavam, nada mais nada menos do que, 6 fisioterapeutas. Deixaram o clube, superintendente, supervisor, preparador físico, dentre eles alguns nomes conhecidos, como Toninho Oliveira, Paulo Angioni e Cláudio Coutinho.

A nova gestão do Vasco, encabeçada pelo presidente Roberto Dinamite, começa o mandato com uma faxina geral. O dirigente reclama do déficit nos cofres do clube, já que a antiga direção havia antecipado várias verbas, como as cotas de televisionamento. E é assim que se começa uma gestão responsável, diminuindo os custos para o mínimo necessário.

Afinal, para que 6 fisioterapeutas (só os demitidos, sem contar os que ficaram)? Muito boa é a observação de Marcelo Donato do Blog "Além do jogo" (alemdojogo.com): "É certo que a profissionalização é um bem, mas para que o Vasco precisava de um auxiliar técnico, um coordenador, um supervisor e um superintendente?"

Boa sorte ao novo presidente, que terá muito trabalho para tirar o Vasco da "era Eurico" e levá-lo ao novo futebol profissional. Pelo menos, parece estar no caminho certo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Grêmio lucra com a venda de Ronaldinho.

Para aqueles que ainda não acreditam na formação de atletas, vai aí um bom exemplo. O Grêmio, clube onde Ronaldinho foi formado, terá direito a receber 4% da verba paga pelo Milan ao Barcelona, de acordo com o mecanismo de solidariedade da FIFA. Pela regra, o clube formador recebe até 5% de qualquer transferência do atleta.

Como a formação, de acordo com o estatuto da FIFA, se desenrola entre os 12 e os 23 anos, o clube só receberia integralmente os 5% se o atleta ficasse todo esse período. Ronaldinho foi vendido ao PSG aos 21 anos, então, o clube francês terá direito a 1% e o Grêmio 4%. O clube gaúcho deve lucrar cerca de €850 mil (aproximadamente R$ 2,2 milhões).

Receber uma verba assim tão atrativa, sem nenhum esforço, só por ter formado o atleta, é algo excelente. Que sirva de exemplo para os outros clubes brasileiros. Formar atletas ainda vale a pena, o importante é manter o rastreamento, para que não se perca nenhuma transferência, o que pode gerar muitos lucros aos clubes brasileiros.

Em homenagem, aí vai um vídeo com os melhores momentos de Ronaldinho com a camisa do tricolor gaúcho:


Camisa relâmpago.

O Milan acaba de contratar Ronaldinho Gaúcho e o departamento de marketing agiu rápido. Menos de 24h depois da contratação, o site do clube já colocou em pré-venda a camisa do craque. O torcedor pode encomendar o uniforme, ainda sem número definido, com o nome de Ronaldinho gravado nas costas. Os preços variam entre €70 e €90, sem frete, e a camisa deverá estar disponível já na próxima semana.

Enquanto isso, no Brasil, o Sport, campeão da Copa do Brasil, anunciou que lançaria uma camisa comemorativa do título. E mais de um mês depois, os torcedores ainda não viram a cor dessa camisa. Pelo menos no site oficial, nada. O título passou, a euforia da torcida esfriou e outro campeonato já chama atenção. O Sport perdeu uma grande oportunidade de lucrar. Acredito que a camisa ainda possa vender, mas nem perto do quanto venderia se houvesse sido lançada com mais agilidade.

Enquanto o rubro-negro de Milão dá exemplos de agilidade no marketing, o rubro-negro pernambucano dá exemplo de lentidão e amadorismo.