sábado, 8 de março de 2008

Investindo no futebol.

A cessão de direitos econômicos dos atletas se tornou um fenômeno no mercado financeiro. O fundo de investimentos DIS, do empresário Delcir Sonda, comprou 30% dos direitos de Breno, ex-zagueiro do São Paulo, por 250 mil dólares. Alguns meses depois o atleta foi vendido para o Bayern de Munique, o que rendeu aos investidores 5.7 milhões de dólares. Um lucro de 2180%.

Mas a DIS não está sozinha nesse mercado, apesar de ainda ser um investiemto pouco explorado. Empresas como a Traffic, de São Paulo, e a MDF, de Minas Gerais, já descobriram os benefícios de comprar parte dos direitos econômicos dos atletas. Agora a luta é para vencer o preconceito e a desconfiança, principalmente depois do caso MSI/Corinthians, acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O mercado é emergente, afinal 1200 atletas foram transferidos para o exterior em 2007. Há dez anos esse número não chegava a 300. Agora, além dos tradicionais mercados europeus, os ucranianos, russos e turcos, além de muitos outros, possuem capacidade financeira para comprar os novos talentos brasileiros.

O lucro desse investimento é o que mais chama a atenção. Comparando o retorno que a DIS obteve na venda de Breno com a rentabilidade de outros investimentos, temos um resultado impressionante. Analisando o mesmo período: a poupança rendeu 4%, ações da Vale 40%, e da Petrobras 75%. Investimento no jogador Breno 2180%.

A DIS não pára, e já comprou 66% dos direitos econômicos de Thiago Neves, meia do Fluminense. A empresa pagou 1,5 milhão de dólares e espera-se que ele seja negociado por, no mínimo, 15 milhões de dólares. O Blog do Torcedor noticiou hoje que o Milan estaria conversando com o clube carioca para ter o jogador após a Libertadores.

Parece mesmo um bom investimento. Algém tem 1 milhão de dólares para me emprestar?




Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0913/financas/m0153606.html

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