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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A corrupção na Copa 2014 já assusta.

Da Máquina do Esporte (http://maquinadoesporte.uol.com.br/new/noticias.asp?id=7956)

Uma pesquisa realizada recentemente revela que 85,5% da população pensa que a Copa do Mundo pode servir de agente facilitador para o desvio de verbas de empresas públicas e privadas.

O resultado nem causa surpresa. Depois de tantos escândalos na política, fica até dificil acreditar que um evento que movimenta tanto dinheiro não seja palco de grandes corrupções. Nem os dirigentes do nosso futebol podem bater no peito e jurar idoneidade, até porque, ninguém vai acreditar.

Como diz o ditado, "gato escaldado tem medo de água fria".

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O Nautico e a sua Arena.

O clube pernambucano fechou parceria com a empresa Lusoarenas, de Portugal, para a construção de um estádio em Recife com capacidade para 40 mil pessoas. Claro que o objetivo é concorrer com o projeto do governo da Arena Recife-Olinda. A disputa começou, o Santa Cruz já apresentou o projeto de reforma do Arruda, o Sport só disse que faria, até agora nada.

Por enquanto, prefiro o projeto alvi-rubro. Por quê?

1º. Parceria privada, sem a utilização de dinheiro público. Sei que muitos políticos querem colaborar com o novo estádio, mas o melhor é que invistam todo o dinheiro em infra-estrutura, como o metrô, uma exigência da FIFA.
2º. Será um estádio novo e não uma reforma, isso dá liberdade também para procurar o local, que deve ser próximo à Ceasa. A participação do Estado poderia vir com a doação do terreno.
3º. O estádio dos Aflitos poderia ser vendido, o que daria uma injeção sensível de verba ao clube. Além do tamanho do estádio dos aflitos (20 mil) ser pequeno para a torcida, que o lotou em quase todos os jogos.

O novo estádio será bom não só para o Nautico, mas para todos os clubes e torcedores de Pernambuco. A empresa promete o máximo em segurança e conforto para os torcedores, além de instalar lojas e restaurantes.

O melhor seria que todos os clubes fizessem o mesmo. Independente de qual estádio sediará a Copa do Mundo, ter um estádio nos moldes da FIFA, com uma estrutura moderna de serviços ao cliente/torcedor pode ser algo muito lucrativo. Mais de 20 mil pessoas por jogo, isso é um mercado que não se pode desprezar, nem desperdiçar um espaço tão grande e lucrativo apenas com um campo de futebol, é preciso ser um centro de convenções, moderno e confortável.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Palmeiras vai construir arena.

Foi selada a parceria entre o clube paulista com a WTorre Empreendimentos Imobiliários para a construção de um novo estádio com capacidade para 42 mil pessoas. O complexo contará com um auditório modular que comportará entre 500 e 2 mil pessoas, mais de 250 camarotes, além de um anfiteatro com capacidade para receber eventos de 2 a 10 mil pessoas.

Informações indicam que a empresa WTorre receberá 15% da renda dos jogos. Mesmo assim, será uma grande vantagem para o Palmeiras que poderá lucrar muito com o novo estádio. Porém, este novo estádio não deve ser utilizado para a Copa do Mundo, a sede deve ser mesmo o Morumbi.

Tudo isto é fruto da Copa de 2014, uma vez que os empresários, principalmente os estrangeiros, agora percebem o potencial do Brasil para grandes espetáculos futebolísticos. A tendência é que tenhamos mais reformas e construções do que o número que será utilizado realmente na Copa. O legado fica, para o bem do nosso futebol.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Duas arenas em SP?

Se depender da vontade das autoridades paulistas, a maior cidade do Brasil terá dois estádios para a Copa do Mundo. A ideia é, além de reformar o Morumbi, construir uma nova arena que seria o estádio do Corinthians.

A "simpatia" dos líderes, tanto no governo quanto no futebol, pelo Corinthians me parece ser a única razão para isso. O que parece é que estão querendo construir um novo estádio para o clube e aproveitariam a Copa do Mundo para realizar este objetivo. O clube paulista sofre com a falta de um estádio próprio e há tempos que ameaça construí-lo.

Não concordo com dois estádios em uma só cidade, mesmo uma tão grande quanto São Paulo. O investimento em infra-estrutura e a construção das arenas é uma grande chance do Brasil investir em cidades que precisam e diminuir um pouco a tal desigualdade regional do nosso País. São Paulo e Rio de Janeiro, com certeza, receberão os principais jogos, e isso basta.

sábado, 3 de novembro de 2007

Recife: construir ou reformar?

O que seria melhor, construir um novo estádio «Arena Recife-Olinda» ou reformar um que existe, a Ilha do Retiro ou o Arruda? O problema todo em construir é a falta de clube para assumir o empreendimento, o Náutico não manifestou tanto interesse, e sem clube não há viabilidade, tonar-se-á um "Elefante Branco".

O presidente do Santa Cruz irá apresentar um projeto de reforma, com todos os requisitos da FIFA. O vice do Sport prometeu uma arena se o Recife for sub-sede, e declarou que fará tudo sem dinheiro do governo. Bom, a localização dos dois estádios não é favorável, bem como a estrutura e o estado de conservamento.

Os valores que aprsentaram para viabilizar tais reformas foi fora da realidade, o Santa Cruz reformaria o Arruda por 190 milhões, já a Ilha seria transformada pela bagatela de 70 milhões. Só? Eu te empresto...

O lado bom disso tudo é que podemos ver investidores a reformar mesmo os estádios que não receberão jogos da Copa. Pode ser uma boa oportunidade para valorizar o nosso futebol, nosso campeonato, nossos torcedores e não só os atletas.

Copa no Brasil, com cara de Europa.

Uma coisa é certa, depois de construir e reformar todos os estádios, veremos uma tendência arquitetônica dos estádios da FIFA. Vejam o Engenhão, que é quase um estádio de Copa do Mundo, tem um aspecto muito parecido com os novos estádios europeus.

Bom, para a Copa do Mundo 2014 ter cara de Brasil, os estádios não podem ter cobertura, nem cadeiras, ainda precisam ter poucas entradas e saídas para dificultar o acesso, estacionamento nem pensar. Ah, pra ter cara de Brasil, tem que ter aquele cheiro de banheiro, tão peculiar.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Copa do Mundo de 2014

Especial para o Blog do Torcedor

A Copa do Mundo não será aquele "milagre" que transformará o Brasil, em apenas sete anos, em um país de primeiro mundo. Mas, nesses anos que antecedem a copa, e depois dela, o crescimento brasileiro será muito acima da média. Tanto nos estádios, transportes e infra-estrutura quanto no incentivo ao turismo.

O mais importante é que os investimentos prometem ser mais privados do que públicos. As empresas vão começar a surgir para patrocinar nossa copa. Mas o interesse de investidores não atinge todas as cidades, eles se concentram nas que serão mais rentáveis como Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Pode vir a acontecer o mesmo que ocorreu no Pan do Rio, muito dinheiro público gasto.

Para ter estádios capazes de receber a competição os organizadores prometem utilizar apenas recursos privados. Mas, já vemos que alguns estados não possuem essa capacidade, as novas arenas correm um grande risco de se tornarem "elefantes brancos", estádios sem clube, sem competição, sem utilidade e pertencendo ao Estado. Talvez o melhor seja mesmo um número menor de sedes, 8 ou 10 como quer a FIFA. Não vale a pena investir na construção de novos estádios que não tenham clubes na série A ou B.

O melhor para o país será mesmo o investimento do governo em infra-estrutura das cidades. Aeroportos, metrô, atrações turísticas, segurança. Seria bom se a cada 12 anos a Copa do Mundo voltasse para o Brasil, só assim para fazer nossos governantes trabalharem. Todos esses investimentos e reformas nos próximos sete anos não passam de obrigação do Estado, coisas que já deveriam ter sido feitas ou que merecem cuidados periódicos. Infelizmente é preciso um evento internacional para mudar nosso país.

No fim, o melhor será o legado deixado pela copa. As obras não serão destruídas, as novas linhas de metrô, a revitalização das atrações turísticas e os novos estádios ficarão para o povo das cidades. Para Pernambuco, a criação de novos empregos e o aumento do turismo é o melhor que podemos esperar.

A copa passa, mas os investimentos ficam. Foi assim em Portugal com a Euro 2004, em Barcelona para receber as Olimpíadas de 92, Pequim, Alemanha. Mesmo as grandes cidades agradecem até hoje a passagem da Copa ou das Olimpíadas.

O melhor de tudo é saber que, finalmente, a Copa do Mundo será realizada em casa. Somos o país do futebol, apaixonados e fanáticos, temos um grande público e teremos grandes estádios. A FIFA declarou que tanto na Africa em 2010 quanto no Brasil em 2014 haverá ingressos a preço popular, claro que não serão muitos, nem todos os jogos, mas já é alguma coisa. Assim que começarem a vender eu corro para garantir o meu ingresso, qualquer que seja o jogo. Depois da copa espero que nossos clubes e federações aprendam como organizar competições e valorizar o principal produto desse futebol, o grande astro, o excelentíssimo senhor torcedor.

Medo da corrupção.

O comitê de organização da Copa 2014 "veta" o governo e dá plenos poderes ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira. É bom, pelo menos exclui uma penca de corruptos. Não que eu confie mais na CBF, mas, tem menos funcionários, isso já é um alento.

Agora peço aos nossos governantes que não super-faturem demais as obras públicas. Afinal, além dos estádios, há as obras estruturais nas cidades. Muito dinheiro será gasto pelo Estado e por investidores privados. Realmente, só se a FIFA mantiver o olho em cima das contas da copa é que poderemos ter um mundial bem-sucedido.