O que mais espero em 2008, e o que mais desejo, é uma evolução do esporte brasileiro e uma profissionalização do nosso futebol. Nada cai do céu, nem se constrói em poucos dias. A mudança já começou, basta trabalhar e chegaremos no nosso objetivo.
Feliz ano novo a todos!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Ano Novo.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Árbitro dispara tiros em jogo na Malásia.
Após se ver cercado por cinco jogadores, o árbitro, que é policial, foi ao seu carro e buscou uma arma, depois disparou para o alto a fim de dispersar a "multidão". A polícia vai investigar o caso para saber a razão da atitude do árbitro.
Quando juntamos uma arma e uma pessoa qualquer absurdo pode acontecer, até mesmo em um jogo de futebol. Sou contra as armas de fogo, pior invenção da humanidade, e não há qualquer razão que venha justificar a atitude deste árbitro. Ele deve ser punido, de preferência banido do esporte, alguém com tanto destempero não pode exercer tal profissão.
Quando juntamos uma arma e uma pessoa qualquer absurdo pode acontecer, até mesmo em um jogo de futebol. Sou contra as armas de fogo, pior invenção da humanidade, e não há qualquer razão que venha justificar a atitude deste árbitro. Ele deve ser punido, de preferência banido do esporte, alguém com tanto destempero não pode exercer tal profissão.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Artigo esquecido: Série "C" é o inferno?
Esse artigo foi publicado no Blog do Torcedor em 22/11/2007. Normalmente eu publico aqui no Blog os artigos que envio para Marcelo Cavalcante, por algum motivo esqueci este. Então, aí vai:
___________
Cair para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro foi o pior capítulo da história tricolor até hoje. Mas, todos se perguntam, quais são, realmente, os prejuízos que o clube sofre. Disputar a Terceira Divisão é mesmo o fim do mundo?
A resposta é mais sim do que não. Disputar a Série "C" é um enorme prejuízo para um clube tão grande quanto o Santa Cruz, além das verbas que a CBF deixará de pagar aos clubes, há ainda os direitos televisivos (já que a Série "C" não é transmitida) e verbas pagas pelos patrocinadores. Disputar a Terceira Divisão gera uma brusca queda nas receitas do clube. E o Santa Cruz não é famoso por ter um balanço financeiro positivo.
Sem a TV, jogando contra times de menor expressão, o clube deixa de ganhar mais do que os direitos de transmissão, perde nas placas de publicidade, no patrocínio da camisa, no preço dos ingressos, e quase todas as receitas sofrerão uma sensível diminuição. Se o Santa já tinha dificuldades para pagar as suas contas, essas dificuldades vão aumentar ainda mais.
A torcida coral será uma grande aliada nessa missão de ajudar o clube a sair dessa. Alguns clubes como o Vitória e o Bahia podem servir como inspiração, lotando o estádio e pressionando o clube a subir. Este ano, apesar de todo apoio da torcida, a queda foi inevitável, por isso, o planejamento para a temporada 2008 tem que ser o melhor da história tricolor.
O Santa Cruz precisa de uma revolução, da política ao campo e, principalmente, na organização do clube. A ideia de transformar o clube em empresa é louvável, mas o momento não parece ser o melhor, afinal, as ações do clube não devem estar valendo muito nesse instante. Não acredito que um investidor queira ingressar nesse barco furado. O que o Santa Cruz precisa é de uma gestão profissional, chega de torcedor-presidente.
Mais importante que sair da série "C" é nunca mais voltar para lá. O Santa não precisa de um milagre, precisa de uma evolução. Mesmo que não consiga sair na primeira tentativa, o planejamento tem que ir além do simples acesso à próxima divisão. Afinal, a cobra coral merece muito mais.
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Cair para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro foi o pior capítulo da história tricolor até hoje. Mas, todos se perguntam, quais são, realmente, os prejuízos que o clube sofre. Disputar a Terceira Divisão é mesmo o fim do mundo?
A resposta é mais sim do que não. Disputar a Série "C" é um enorme prejuízo para um clube tão grande quanto o Santa Cruz, além das verbas que a CBF deixará de pagar aos clubes, há ainda os direitos televisivos (já que a Série "C" não é transmitida) e verbas pagas pelos patrocinadores. Disputar a Terceira Divisão gera uma brusca queda nas receitas do clube. E o Santa Cruz não é famoso por ter um balanço financeiro positivo.
Sem a TV, jogando contra times de menor expressão, o clube deixa de ganhar mais do que os direitos de transmissão, perde nas placas de publicidade, no patrocínio da camisa, no preço dos ingressos, e quase todas as receitas sofrerão uma sensível diminuição. Se o Santa já tinha dificuldades para pagar as suas contas, essas dificuldades vão aumentar ainda mais.
A torcida coral será uma grande aliada nessa missão de ajudar o clube a sair dessa. Alguns clubes como o Vitória e o Bahia podem servir como inspiração, lotando o estádio e pressionando o clube a subir. Este ano, apesar de todo apoio da torcida, a queda foi inevitável, por isso, o planejamento para a temporada 2008 tem que ser o melhor da história tricolor.
O Santa Cruz precisa de uma revolução, da política ao campo e, principalmente, na organização do clube. A ideia de transformar o clube em empresa é louvável, mas o momento não parece ser o melhor, afinal, as ações do clube não devem estar valendo muito nesse instante. Não acredito que um investidor queira ingressar nesse barco furado. O que o Santa Cruz precisa é de uma gestão profissional, chega de torcedor-presidente.
Mais importante que sair da série "C" é nunca mais voltar para lá. O Santa não precisa de um milagre, precisa de uma evolução. Mesmo que não consiga sair na primeira tentativa, o planejamento tem que ir além do simples acesso à próxima divisão. Afinal, a cobra coral merece muito mais.
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especial para o Blog do Torcedor
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Feliz Natal.
Aos leitores do extracampo, desejo um feliz Natal, e que o ano de 2008 seja melhor para todos nós.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Os patrocinadores.
O site globoesporte.com apresentou os valores dos contratos de patrocínio de alguns clubes brasileiros. Pelo visto, a desigualdade não diz respeito apenas às cotas da TV, os patrocinadores também mostram a diferença de visibilidade que existe entre os clubes.
CLUBE - PATROCINADOR - VALOR/ANO
Palmeiras - Fiat - R$ 19 milhões*
Corinthians - Medial Saúde - R$ 16,5 milhões
Flamengo - Petrobras - R$ 16 milhões
São Paulo - LG - R$ 15 milhões
Santos - Semp Toshiba - R$ 8,5 milhões
Botafogo - Luquigás - R$ 8 milhões
Cruzeiro - Tenda - R$ 6 milhões
Vasco - Habib´s - R$ 3,6 milhões
Grêmio - Banrisul - R$ 3,6 milhões
Internacional - Banrisul - R$ 3,6 milhões
Atlético-MG - MRV - R$ 3,1 milhões
* Dos R$ 19 mi do Palmeiras, R$ 7 mi são para categorias de base
CLUBE - PATROCINADOR - VALOR/ANO
Palmeiras - Fiat - R$ 19 milhões*
Corinthians - Medial Saúde - R$ 16,5 milhões
Flamengo - Petrobras - R$ 16 milhões
São Paulo - LG - R$ 15 milhões
Santos - Semp Toshiba - R$ 8,5 milhões
Botafogo - Luquigás - R$ 8 milhões
Cruzeiro - Tenda - R$ 6 milhões
Vasco - Habib´s - R$ 3,6 milhões
Grêmio - Banrisul - R$ 3,6 milhões
Internacional - Banrisul - R$ 3,6 milhões
Atlético-MG - MRV - R$ 3,1 milhões
* Dos R$ 19 mi do Palmeiras, R$ 7 mi são para categorias de base
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Financeiro
Corinthians caiu,mas a renda sobe.
O Corinthians aproveitou a queda à série B para, acredite, lucrar ainda mais. Se houvesse terminado o campeonato na metade da tabela o Corinthians talvez não fosse tão assediado pela imprensa. A queda do clube à série B deu uma reviravolta na torcida, e o clube aproveita a exposição para lucrar cada vez mais.
Depois de lançar o Kit Torcedor, um sucesso de vendas, o timão anunciou o novo patrocinador, um contrato no valor de R$16,5 milhões, R$1,5 milhões a mais que o anterior. Pelo visto, aquela estória de que crise é igual a oportunidade parece ser verdade no Parque São Jorge. E ainda não foi concretizada a venda dos direitos de transmissão dos jogos. Depois de fechado o balanço vai ser possível afirmar que a queda para a segundona foi a melhor coisa que poderia acontecer ao alvi-negro.
Depois de lançar o Kit Torcedor, um sucesso de vendas, o timão anunciou o novo patrocinador, um contrato no valor de R$16,5 milhões, R$1,5 milhões a mais que o anterior. Pelo visto, aquela estória de que crise é igual a oportunidade parece ser verdade no Parque São Jorge. E ainda não foi concretizada a venda dos direitos de transmissão dos jogos. Depois de fechado o balanço vai ser possível afirmar que a queda para a segundona foi a melhor coisa que poderia acontecer ao alvi-negro.
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Financeiro
Novela Acosta.
Não posso analisar o caso que envolve o Nautico, Acosta, o Corinthians e o Cerrito com muita profundidade, pois nunca tive acesso aos contratos do jogador com o clube pernambucano, nem o que este afirma ter com o Cerrito.
No jogo de alegações, até agora, quem vence é o Corinthians, afinal, já acertou tudo com o clube do Uruguai e já assinou contrato com o jogador. O atleta já apresentou um distrato com o Nautico, no qual o clube alvirrubro ainda exige o valor que havia antecipado, cerca de R$170 mil, ao atleta.
O Nautico continua afirmando que possui direitos sobre o atleta, mas nunca revelou este tal contrato e foi diversas vezes desmentido pelo anterior clube do atleta. A tal cláusula de renovação que o Nautico alega nunca foi exercida pelo clube, e o Cerrito afirma nunca ter sido procurado pelos pernambucanos.
A história da renovação de Acosta sempre me pareceu nebulosa, afirmavam ter fechado, depois apareciam dizendo que estavam negociando. O Cerrito exigiu mais e o Nautico não quis pagar. Parecia mesmo que os alvirrubros estavam interessados apenas numa parcela da transferência e não na renovação efetiva do jogador. Pelo visto, o Nautico vai ficar sem o dinheiro, sem o jogador e com uma bela dor de cabeça.
No jogo de alegações, até agora, quem vence é o Corinthians, afinal, já acertou tudo com o clube do Uruguai e já assinou contrato com o jogador. O atleta já apresentou um distrato com o Nautico, no qual o clube alvirrubro ainda exige o valor que havia antecipado, cerca de R$170 mil, ao atleta.
O Nautico continua afirmando que possui direitos sobre o atleta, mas nunca revelou este tal contrato e foi diversas vezes desmentido pelo anterior clube do atleta. A tal cláusula de renovação que o Nautico alega nunca foi exercida pelo clube, e o Cerrito afirma nunca ter sido procurado pelos pernambucanos.
A história da renovação de Acosta sempre me pareceu nebulosa, afirmavam ter fechado, depois apareciam dizendo que estavam negociando. O Cerrito exigiu mais e o Nautico não quis pagar. Parecia mesmo que os alvirrubros estavam interessados apenas numa parcela da transferência e não na renovação efetiva do jogador. Pelo visto, o Nautico vai ficar sem o dinheiro, sem o jogador e com uma bela dor de cabeça.
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Jurídico
Manchester Untd. lucrou £75 milhões.
O lucro que será anunciado pelo clube deve bater todos os recordes anteriores. O Manchester é um dos maiores clubes do mundo, e dos mais ricos. A liga inglesa também é a mais rentável.
Não podemos comparar o faturamento do clube inglês com os clubes brasileiros. Mas, podemos analisar como o Manchester chegou a isto e usar estas idéias aplicadas à nossa realidade. O clube possui mais de cem mil sócios, uma rede de TV e média de público de mais de 70 mil pessoas por jogo.
Será que a gente chega lá?
Não podemos comparar o faturamento do clube inglês com os clubes brasileiros. Mas, podemos analisar como o Manchester chegou a isto e usar estas idéias aplicadas à nossa realidade. O clube possui mais de cem mil sócios, uma rede de TV e média de público de mais de 70 mil pessoas por jogo.
Será que a gente chega lá?
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Financeiro
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Lei Pelé e o fim do “passe”.
especial para o Blog do Torcedor.
A Lei Pelé (9615/98) completa dez anos em 2008, o passe já não existe mais desde 26 de Março de 2001. E ainda tem dirigente reclamando da lei, indignados com a perda dos direitos sobre o atleta. Mas, em vez de reclamar das mudanças, está na hora de aprender a usar a lei para não deixar de lucrar.
Primeiro, vamos explicar aos mais novos o que era o “passe”. Segundo a antiga lei, o jogador mantinha um vínculo com o clube, independente de seu contrato. Assim, mesmo após o término do contrato com o clube, aquele atleta só poderia se transferir se o “passe” fosse comprado pelo novo clube, o que poderia deixar um atleta desempregado e impedido de trabalhar. A liberdade do trabalhador se via restringida, em total desacordo com a nossa Constituição.
A Lei Pelé vem para abolir o “passe”, e estas mudanças já eram esperadas, o movimento já vinha acontecendo na Europa e o mundo todo deveria se adequar às novas regras sobre o trabalho desportivo. O vínculo, agora, está ligado ao contrato, enquanto este durar. A multa é o “preço” a ser pago pela rescisão e está ligada diretamente ao salário do atleta (até 100 vezes a remuneração anual), é aí que o clube deve trabalhar para garantir uma compensação na transferência.
Exemplos: Alexandre Pato, antes mesmo de ser integrado ao grupo principal, teve seu contrato melhorado e sua multa aumentada consideravelmente, o mesmo aconteceu com Hernanes, do São Paulo, que voltou de um torneio na Índia com contrato novo (multa de U$ 20 milhões), bem como o zagueiro Breno, já vendido para o futebol alemão.
A tática, porém, pode voltar-se contra o clube. São vários os exemplos de atletas que têm seu contrato melhorado, na esperança de serem vendidos, mas que, com o tempo, mostram não ser tão bons quanto se esperava. Aquele aumento na multa é também um aumento de salário, e se não for vendido, o prejuízo é do clube. Hoje se discute muito se o clube deve pagar esta mesma multa se quiser demitir o empregado sem justa causa, o STJ entende que sim, eu entendo que não.
Apesar do fim do “passe” a venda de jogadores não acabou, apenas o sistema está mudado. E, ao invés de reclamar da lei e do mercado, devemos aprender a explorá-lo. Nunca se exportou tantos atletas, nunca se cobrou tão caro por um jogador. A lei mudou, mas o mundo também mudou, hoje o torcedor é um consumidor, o futebol é um negócio, o jogador é um trabalhador, e o clube é, ou deveria ser, uma empresa.
Está na hora de aceitar e seguir em frente.
A Lei Pelé (9615/98) completa dez anos em 2008, o passe já não existe mais desde 26 de Março de 2001. E ainda tem dirigente reclamando da lei, indignados com a perda dos direitos sobre o atleta. Mas, em vez de reclamar das mudanças, está na hora de aprender a usar a lei para não deixar de lucrar.
Primeiro, vamos explicar aos mais novos o que era o “passe”. Segundo a antiga lei, o jogador mantinha um vínculo com o clube, independente de seu contrato. Assim, mesmo após o término do contrato com o clube, aquele atleta só poderia se transferir se o “passe” fosse comprado pelo novo clube, o que poderia deixar um atleta desempregado e impedido de trabalhar. A liberdade do trabalhador se via restringida, em total desacordo com a nossa Constituição.
A Lei Pelé vem para abolir o “passe”, e estas mudanças já eram esperadas, o movimento já vinha acontecendo na Europa e o mundo todo deveria se adequar às novas regras sobre o trabalho desportivo. O vínculo, agora, está ligado ao contrato, enquanto este durar. A multa é o “preço” a ser pago pela rescisão e está ligada diretamente ao salário do atleta (até 100 vezes a remuneração anual), é aí que o clube deve trabalhar para garantir uma compensação na transferência.
Exemplos: Alexandre Pato, antes mesmo de ser integrado ao grupo principal, teve seu contrato melhorado e sua multa aumentada consideravelmente, o mesmo aconteceu com Hernanes, do São Paulo, que voltou de um torneio na Índia com contrato novo (multa de U$ 20 milhões), bem como o zagueiro Breno, já vendido para o futebol alemão.
A tática, porém, pode voltar-se contra o clube. São vários os exemplos de atletas que têm seu contrato melhorado, na esperança de serem vendidos, mas que, com o tempo, mostram não ser tão bons quanto se esperava. Aquele aumento na multa é também um aumento de salário, e se não for vendido, o prejuízo é do clube. Hoje se discute muito se o clube deve pagar esta mesma multa se quiser demitir o empregado sem justa causa, o STJ entende que sim, eu entendo que não.
Apesar do fim do “passe” a venda de jogadores não acabou, apenas o sistema está mudado. E, ao invés de reclamar da lei e do mercado, devemos aprender a explorá-lo. Nunca se exportou tantos atletas, nunca se cobrou tão caro por um jogador. A lei mudou, mas o mundo também mudou, hoje o torcedor é um consumidor, o futebol é um negócio, o jogador é um trabalhador, e o clube é, ou deveria ser, uma empresa.
Está na hora de aceitar e seguir em frente.
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especial para o Blog do Torcedor
O Nautico e a sua Arena.
O clube pernambucano fechou parceria com a empresa Lusoarenas, de Portugal, para a construção de um estádio em Recife com capacidade para 40 mil pessoas. Claro que o objetivo é concorrer com o projeto do governo da Arena Recife-Olinda. A disputa começou, o Santa Cruz já apresentou o projeto de reforma do Arruda, o Sport só disse que faria, até agora nada.
Por enquanto, prefiro o projeto alvi-rubro. Por quê?
1º. Parceria privada, sem a utilização de dinheiro público. Sei que muitos políticos querem colaborar com o novo estádio, mas o melhor é que invistam todo o dinheiro em infra-estrutura, como o metrô, uma exigência da FIFA.
2º. Será um estádio novo e não uma reforma, isso dá liberdade também para procurar o local, que deve ser próximo à Ceasa. A participação do Estado poderia vir com a doação do terreno.
3º. O estádio dos Aflitos poderia ser vendido, o que daria uma injeção sensível de verba ao clube. Além do tamanho do estádio dos aflitos (20 mil) ser pequeno para a torcida, que o lotou em quase todos os jogos.
O novo estádio será bom não só para o Nautico, mas para todos os clubes e torcedores de Pernambuco. A empresa promete o máximo em segurança e conforto para os torcedores, além de instalar lojas e restaurantes.
O melhor seria que todos os clubes fizessem o mesmo. Independente de qual estádio sediará a Copa do Mundo, ter um estádio nos moldes da FIFA, com uma estrutura moderna de serviços ao cliente/torcedor pode ser algo muito lucrativo. Mais de 20 mil pessoas por jogo, isso é um mercado que não se pode desprezar, nem desperdiçar um espaço tão grande e lucrativo apenas com um campo de futebol, é preciso ser um centro de convenções, moderno e confortável.
Por enquanto, prefiro o projeto alvi-rubro. Por quê?
1º. Parceria privada, sem a utilização de dinheiro público. Sei que muitos políticos querem colaborar com o novo estádio, mas o melhor é que invistam todo o dinheiro em infra-estrutura, como o metrô, uma exigência da FIFA.
2º. Será um estádio novo e não uma reforma, isso dá liberdade também para procurar o local, que deve ser próximo à Ceasa. A participação do Estado poderia vir com a doação do terreno.
3º. O estádio dos Aflitos poderia ser vendido, o que daria uma injeção sensível de verba ao clube. Além do tamanho do estádio dos aflitos (20 mil) ser pequeno para a torcida, que o lotou em quase todos os jogos.
O novo estádio será bom não só para o Nautico, mas para todos os clubes e torcedores de Pernambuco. A empresa promete o máximo em segurança e conforto para os torcedores, além de instalar lojas e restaurantes.
O melhor seria que todos os clubes fizessem o mesmo. Independente de qual estádio sediará a Copa do Mundo, ter um estádio nos moldes da FIFA, com uma estrutura moderna de serviços ao cliente/torcedor pode ser algo muito lucrativo. Mais de 20 mil pessoas por jogo, isso é um mercado que não se pode desprezar, nem desperdiçar um espaço tão grande e lucrativo apenas com um campo de futebol, é preciso ser um centro de convenções, moderno e confortável.
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Copa do Mundo 2014
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Romário suspenso por 120 dias.
A suspensão de Romário merece um comentário importante, afinal, agora ele é o técnico do Vasco, e adúvida que pode surgir é a seguinte: ele foi suspenso como atleta, poderá atuar como técnico?
A resposta é não. A suspensão por prazo priva o infrator de participar de qualquer competição ou frequentar qualquer praça desportiva que não a sua. Sim, o técnico Romário também foi suspenso e não só o jogador.
Segundo o CBJD:
Art. 172 A suspensão por prazo priva o punido de participar de quaisquer competições na respectiva modalidade desportiva, de ter acesso a recintos reservados de praças de desportos, excluída a entidade de prática a que pertencer, de praticar atos oficiais referentes à respectiva modalidade desportiva e exercer qualquer cargo ou função em poderes de entidades de administração do desporto da modalidade e na Justiça Desportiva.
Parágrafo único. A critério e na forma estabelecida pelo presidente do órgão judicante, e desde que requerido pelo punido após o trânsito em julgado da decisão condenatória, até metade da pena de suspensão por prazo poderá ser cumprida mediante a execução de atividades de interesse público, nos campos da assistência social, desporto, cultura, educação, saúde, voluntariado, além da defesa, preservação e conservação do meio ambiente. (ALTERADO)
A resposta é não. A suspensão por prazo priva o infrator de participar de qualquer competição ou frequentar qualquer praça desportiva que não a sua. Sim, o técnico Romário também foi suspenso e não só o jogador.
Segundo o CBJD:
Art. 172 A suspensão por prazo priva o punido de participar de quaisquer competições na respectiva modalidade desportiva, de ter acesso a recintos reservados de praças de desportos, excluída a entidade de prática a que pertencer, de praticar atos oficiais referentes à respectiva modalidade desportiva e exercer qualquer cargo ou função em poderes de entidades de administração do desporto da modalidade e na Justiça Desportiva.
Parágrafo único. A critério e na forma estabelecida pelo presidente do órgão judicante, e desde que requerido pelo punido após o trânsito em julgado da decisão condenatória, até metade da pena de suspensão por prazo poderá ser cumprida mediante a execução de atividades de interesse público, nos campos da assistência social, desporto, cultura, educação, saúde, voluntariado, além da defesa, preservação e conservação do meio ambiente. (ALTERADO)
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Jurídico
Thiago Neves derrotado na justiça.
O resultado era o que eu já previa, a juiza decidiu pela manutenção do vínculo entre o atleta e o Paraná. Na decisão ela deixou claro que para se desvincular o atleta deve pagar a multa integralmente ou negociar com o clube.
O maior erro de Thiago e de seus advogados foi confundir o vínculo desportivo e a cláusula penal com os "direitos econômicos" cedidos pelo clube. O vínculo trabalhista entre o atleta e o clube não se confunde com a cessão de direitos a empresários, e mesmo o Paraná já tendo cedido 100% do que tem direito sobre a rescisão do atleta, o vínculo permanece enquanto durar o contrato.
Assim, Thiago Neves deverá se apresentar ao Paraná no próximo ano. Resta ao Fluminense negociar com o clube ou pagar a multa integralmente, cerca de R$ 3,9 milhões.
reportagem: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Fluminense/0,,MUL225932-4284,00.html
O maior erro de Thiago e de seus advogados foi confundir o vínculo desportivo e a cláusula penal com os "direitos econômicos" cedidos pelo clube. O vínculo trabalhista entre o atleta e o clube não se confunde com a cessão de direitos a empresários, e mesmo o Paraná já tendo cedido 100% do que tem direito sobre a rescisão do atleta, o vínculo permanece enquanto durar o contrato.
Assim, Thiago Neves deverá se apresentar ao Paraná no próximo ano. Resta ao Fluminense negociar com o clube ou pagar a multa integralmente, cerca de R$ 3,9 milhões.
reportagem: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Fluminense/0,,MUL225932-4284,00.html
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Jurídico
Forum Esportivo.
Estive ontem no programa Forum Esportivo, transmitido ao vivo pela Rádio Jornal. Gostaria de agradecer ao grande Maciel Júnior pelo convite e estou à disposição para participar mais vezes do debate. O programa contou ainda com a participação do narrador Rembrandt Jr, um cara super simpático que acaba de ganhar mais um fã.
Além da presença dos jornalistas, esteve lá o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, que esbanjou competência e eloquência. O técnico foi muito elogiado por todos que estiveram presentes. Roberto Fernandes mostrou ser talentoso e competente, falando da sua carreira o técnico mostrou que nada na vida vem fácil, mas com trabalho tudo é possível.
Tacão, preparador físico do Sport, também esteve no programa, e as histórias de sua carreira e como ela se cruza com Roberto Fernandes e o Hernanes são um exemplo da experiência desse profissional. Tacão aproveitou para divulgar o curso de treinador de futebol que ele cordena. (http://www.treinador.org/)
Hernanes, volante do São Paulo, que está de férias em Recife, esteve presente para abrilhantar o debate. O jogador revelou seu desejo de jogar mais um ano no Brasil antes de se transferir para a Europa. Hernanes é um grande talento e ainda vai dar muitas alegrias à nossa seleção. Um abraço a Seu Cosme, pai do atleta, que também esteve lá acompanhando o filho.
Além da presença dos jornalistas, esteve lá o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, que esbanjou competência e eloquência. O técnico foi muito elogiado por todos que estiveram presentes. Roberto Fernandes mostrou ser talentoso e competente, falando da sua carreira o técnico mostrou que nada na vida vem fácil, mas com trabalho tudo é possível.
Tacão, preparador físico do Sport, também esteve no programa, e as histórias de sua carreira e como ela se cruza com Roberto Fernandes e o Hernanes são um exemplo da experiência desse profissional. Tacão aproveitou para divulgar o curso de treinador de futebol que ele cordena. (http://www.treinador.org/)
Hernanes, volante do São Paulo, que está de férias em Recife, esteve presente para abrilhantar o debate. O jogador revelou seu desejo de jogar mais um ano no Brasil antes de se transferir para a Europa. Hernanes é um grande talento e ainda vai dar muitas alegrias à nossa seleção. Um abraço a Seu Cosme, pai do atleta, que também esteve lá acompanhando o filho.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Aviso aos navegantes.
Alguns conselhos ao atleta que pensa em sair do Brasil. Existem diferenças significativas entre as regiões, a adaptação pode ser mais fácil ou dificil, mas a saudade de casa é uma inimiga constante onde quer que vá.
Nos países de cultura Árabe os contratos são mais curtos e bastante lucrativos, é bom pra quem pensa em fazer caixa e voltar para casa. Porém, a cultura e a visibilidade podem ser um empecilho. Não é uma boa ideia para quem pensa em atuar pela seleção, principalmente os mais jovens que podem não ter a maturidade necessária para o desafio.
No leste europeu, Ucrânia, Rússia ou Turquia, por exemplo, os contratos são mais longos e devem ser cumpridos integralmente. Eles dão valor e cumprem suas obrigações. Apesar de estarem na Europa, a visibilidade não é das melhores e a cultura também não ajuda, assim como a língua. Se você for um aventureiro que só quer ganhar uma grana e voltar, desista, os contratos duram entre 3 e 4 anos e você, dificilmente, conseguirá sair antes disso. O frio também não ajuda nada.
Os países da Europa ocidental são mais reconhecidos, há mais brasileiros e uma adaptação mais fácil dependendo da língua. Portugal e Espanha são os melhores pólos para o brasileiro, mas o futebol alemão tem muita visibilidade, e os alemães admiram muito o nosso futebol. Qualquer dos grandes centros, em grandes ou pequenos clubes, são oportunidades imperdíveis para o atleta.
Se você tem muitas propostas e não consegue se decidir, ligue para um colega de profissão que já tenha experiência internacional. No mais, boa sorte e boa viagem.
Nos países de cultura Árabe os contratos são mais curtos e bastante lucrativos, é bom pra quem pensa em fazer caixa e voltar para casa. Porém, a cultura e a visibilidade podem ser um empecilho. Não é uma boa ideia para quem pensa em atuar pela seleção, principalmente os mais jovens que podem não ter a maturidade necessária para o desafio.
No leste europeu, Ucrânia, Rússia ou Turquia, por exemplo, os contratos são mais longos e devem ser cumpridos integralmente. Eles dão valor e cumprem suas obrigações. Apesar de estarem na Europa, a visibilidade não é das melhores e a cultura também não ajuda, assim como a língua. Se você for um aventureiro que só quer ganhar uma grana e voltar, desista, os contratos duram entre 3 e 4 anos e você, dificilmente, conseguirá sair antes disso. O frio também não ajuda nada.
Os países da Europa ocidental são mais reconhecidos, há mais brasileiros e uma adaptação mais fácil dependendo da língua. Portugal e Espanha são os melhores pólos para o brasileiro, mas o futebol alemão tem muita visibilidade, e os alemães admiram muito o nosso futebol. Qualquer dos grandes centros, em grandes ou pequenos clubes, são oportunidades imperdíveis para o atleta.
Se você tem muitas propostas e não consegue se decidir, ligue para um colega de profissão que já tenha experiência internacional. No mais, boa sorte e boa viagem.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Palmeiras vai construir arena.
Foi selada a parceria entre o clube paulista com a WTorre Empreendimentos Imobiliários para a construção de um novo estádio com capacidade para 42 mil pessoas. O complexo contará com um auditório modular que comportará entre 500 e 2 mil pessoas, mais de 250 camarotes, além de um anfiteatro com capacidade para receber eventos de 2 a 10 mil pessoas.
Informações indicam que a empresa WTorre receberá 15% da renda dos jogos. Mesmo assim, será uma grande vantagem para o Palmeiras que poderá lucrar muito com o novo estádio. Porém, este novo estádio não deve ser utilizado para a Copa do Mundo, a sede deve ser mesmo o Morumbi.
Tudo isto é fruto da Copa de 2014, uma vez que os empresários, principalmente os estrangeiros, agora percebem o potencial do Brasil para grandes espetáculos futebolísticos. A tendência é que tenhamos mais reformas e construções do que o número que será utilizado realmente na Copa. O legado fica, para o bem do nosso futebol.
Informações indicam que a empresa WTorre receberá 15% da renda dos jogos. Mesmo assim, será uma grande vantagem para o Palmeiras que poderá lucrar muito com o novo estádio. Porém, este novo estádio não deve ser utilizado para a Copa do Mundo, a sede deve ser mesmo o Morumbi.
Tudo isto é fruto da Copa de 2014, uma vez que os empresários, principalmente os estrangeiros, agora percebem o potencial do Brasil para grandes espetáculos futebolísticos. A tendência é que tenhamos mais reformas e construções do que o número que será utilizado realmente na Copa. O legado fica, para o bem do nosso futebol.
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Copa do Mundo 2014
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